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CADETE: CANÇÃO DO JOGADOR

Arranjaram-lhe uma canção que cantavam em plenos pulmões quando o craque português pisava os relvados do Celtic. Os que então afinavam a voz que lhe perdoem porque, na final da UEFA, Cadete é só português
18 de Maio de 2003 às 00:00
“Cadete in Wonderland” era esta a música que os adeptos do Celtic cantavam para saudar os golos de Jorge Cadete, quando este passou pelo clube escocês, nas épocas de 95/96 e 96/97. O ex-internacional luso, que pendurou as chuteiras no final da época passada, foi um dos ídolos do clube escocês e, ainda hoje, continua a ser idolatrado por muitos adeptos escoceses. Embora já não jogue há cerca de um ano, ainda esta temporada se falou do regresso à Escócia e Cadete não põe de lado a hipótese de voltar a jogar num país que tanto o acarinhou.
“As pessoas sempre me trataram como um autêntico rei e tiveram cuidados especiais comigo. Aliás, sinto que tenho um negócio inacabado na Escócia e só queria ter a oportunidade de corrigir isso, mas sei que seria muito difícil voltar a jogar num clube como o Celtic. Contudo, depois de seis anos sem voltar àquele país, ir a um jogo e ter sessenta mil pessoas a cantar a minha música, é mesmo muito gratificante. Além disso, muitos adeptos também me disseram que deveria voltar a jogar no Celtic”, referiu o jogador, salientando que, no final da temporada, poderá haver “novos desenvolvimentos sobre o meu regresso ao futebol e à Escócia”
Entre o FC Porto e o Celtic de Glasgow, o coração de Cadete bate em português. Embora tenha jogado nos ‘católicos’ e conheça ainda alguns dos seus jogadores, Cadete sonha com a vitória dos portistas e até já deu algumas ‘indicações’ aos ‘dragões’, sobre a melhor maneira de parar a equipa escocesa.
“O Celtic é uma equipa que joga um futebol prático, ao estilo dos ingleses. E para vencê-los há que, sobretudo, travar dois grandes jogadores e muito perigosos: Larsson e Petrov. Contudo, acredito numa vitória do FC Porto, pois neste momento está entre as melhores equipas a nível europeu e mundial. Além de terem um dos melhores treinadores”, ressalvou o melhor marcador das ilhas britânicas na época de 1996/1997, prevendo um excelente ‘duelo’ entre “Deco e Larsson, os melhores jogadores das duas equipas”.
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