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CARLOS CAPOTE: GOSTARIA DE IR À QUINTA MAS SÓ DURANTE UM DIA

Poucos se devem recordar, mas Carlos Capote, o famoso chefe de cozinha, já esteve fechado na casa mais vigiada do país, o ‘Big Brother Famosos’. “Não foi por muito tempo. Estive no ‘BB’ só durante um dia, em vésperas de Natal. Preparei uns sonhos e outros petiscos típicos da época para o Victor Norte e companhia”, recorda.
10 de Outubro de 2004 às 00:00
Saiu da Venda do Pinheiro com o avental autografado por todos os participantes do ‘reality show’ e com vontade de repetir a experiência – quem sabe numa edição especial da ‘Quinta das Celebridades’… “Mas só por 24 horas. Porque ser espiado durante todos os dias, sem direito à minha privacidade não é comigo. Aprecio muito o sossego.”
Foi talvez por isso que há quinze anos comprou uma casa no meio do pinhal da Charneca da Caparica. “Estou longe de tudo e ao mesmo tempo ponho-me em dez minutos na Costa da Caparica ou em Lisboa”, justifica.
Os seus três cães, um Serra da Estrela, um Rafeiro Alentejano e um rafeiro, e a ‘Bolacha’, a gata de estimação, são a sua companhia nos dias mais solitários.
Quando não está a preparar mais uma iguaria na cozinha do seu restaurante da Costa da Caparica, é fácil saber onde se encontra: no seu quintal a plantar marmelos, tangerinas, romãs, abóboras e tomates. “Estes costumam ser tantos que, muitas vezes, acabo por levá-los para o restaurante. Costumo dizer aos meus clientes: vocês estão a comer os meus tomates”, brinca. “Neste momento já não tenho nenhuns na horta porque terminou agora mesmo a época”, acrescenta.
Nem todos os ‘chefs’ são obrigados a ter uma relação próxima com o campo. “Não precisam”, realça Carlos Capote. Mas ele garante que os seus manjares têm outro sabor quando usa a salsa e os coentros acabados de apanhar no seu terreno.
O seu segredo mais bem guardado, está fechado a sete chaves na capoeira. “Tenho sempre algumas galinha de reserva.” O ‘chef’ não se afeiçoa a elas – ao contrário do que acontece com os seus animais de estimação – porque de tempos a tempos tem de cortar o pescoço a uma delas. “É com as minhas galinhas, e o seu sangue, que preparo a cabidela.” O famoso prato, elaborado em ocasiões especiais, não é para todos. “Está reservado apenas aos amigos que me visitam”, confessa sem remorsos.
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