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Ciência em português

O País dá passos importantes na área, mas ainda precisa de quadruplicar o investimento para apanhar a Europa.
João Ferreira e Suely Costa 18 de Março de 2018 às 12:29

Até parece que Hollywood já conhecia os planos do Centro de Investigação de Materiais da Universidade Nova de Lisboa (UNL).No filme ‘Relatório Minoritário’, Steven Spielberg prevê um futuro onde em qualquer superfície passa informação em vídeo. É esse futuro que Elvira Fortunato,diretora deste centro, está a construir.

A cientista está no top dos cinco investigadores mais importantes do mundo em eletrónica transparente. Com várias patentes na área, uma delascomaSamsung,Fortunato está a desenvolver materiais de baixocusto,recicláveis e amigos do ambiente.A ideia é ter eletrónica flexível em qualquer superfície que pode ter a forma de uma pulseira - usada por bombeiros para detetar a presença de gases inflamáveis -, ou, por exemplo, em embalagens inteligentes com sensores que dizem se os alimentos estão fora de prazo.

Investimento

Para tornar real esta ficção é preciso investimento para continuar a investigação e neste capítulo Portugal está muito abaixo da média europeia, segundo um estudo divulgadopelaOCDEquepedeaoGovernoportuguêsumaumento sem precedentes do financiamento da ciência. Em entrevista ao ‘Falar Global’, o Ministro da Ciência e Ensino Superior enaltece o trabalho de excelência de Elvira Fortunato.Manuel Heitor reforça que "até 2030, Portugal terá de multiplicar por quatro o investimento das empresas e duplicar a despesa pública em12 anos para atingir as metas europeias". O ministro aproveita a entrevista para sublinhar a "importância do ‘Falar Global’na divulgação da cultura científica".

Falar Global
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