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Dão o corpo por uma tattoo

Na alta-roda mundial não há angústias perante uma pele em branco. Um corpo é para ser riscado. Os gurus têm listas de espera. E nem sempre todos têm sorte ou dinheiro.
5 de Outubro de 2008 às 00:00
Geoff Horn, norte-americano coleccionador
Geoff Horn, norte-americano coleccionador FOTO: João Miguel Rodrigues

Com a rua como passerelle, o corpo pode exibir colecções de arte. As tatuagens não se vendem no mercado mas, por serem únicas, são pagas em ouro. Pedro Mascarenhas viaja pelo mundo das vedetas do ‘Miami Ink’, o programa onde se tatua para a TV. Também português, Marco Serio tatua em Nova Iorque, nos Estados Unidos, numa das mais afamadas lojas do Mundo. Cristiano Ronaldo, levado por Abel Xavier, visitou a loja do ícone das tatuagens, Ed Hardy. O norte-americano Geoff Horn, em visita a Portugal, despiu-se para revelar a pele de um coleccionador de tatuagens.

'Eu uso o corpo mais ou menos como uma galeria. Mas também como experiência de aprendizagem: normalmente, sou ‘riscado’ por tatuadores que admiro e, por isso, aprendo sempre algo' – conta Geoff Horn, um norte-americano de 27 anos que passou por Lisboa. E o que diz confere com a sua humildade como tatuador. Fala num tom de voz suave. Sorri a cada palavra que usa para descrever os dias que tem vivido em ‘tour’ pela Europa. É o seu lema de vida. 'Há muitos tatuadores que admiro e é, para mim, uma honra conseguir ter no meu corpo uma parte ‘riscada’ por eles. Estou a guardar espaço – mas também já não tenho muito – para o Dan Rick tatuar. Quero que o faça no lado esquerdo do pescoço.' Dos tatuadores preferidos de Geoff, Dan Rick é o único que ainda não lhe ‘riscou’ a pele. Já tem tatuagens feitas por Jason McAfee, George Archer, Daniel Albrigo, Pedro (da Queen of Hearts, Bairro Alto, Lisboa) e de muitos outros.

Facilmente o norte-americano exibe a galeria de tatuagens. 'Baixo as calças, tiro a t-shirt e mostro, simplesmente, a toda a gente! É fácil, porque as pessoas vão-me dizendo: ‘deixa-me ver aquela, mostra-me a nova que fizeste’... e eu fui-me habituando a despir-me.' Segundo a gíria desta cultura, Geoff tem o corpo quase ‘fechado’. Ou seja, sem espaço para mais tatuagens. Quase não se distingue a sua pele de uma tela pintada – e porque não? – por Manet (pintor e artista gráfico francês do séc. XIX).

'Penso que, de certo modo, é indiferente coleccionar tatuagens no corpo a ter quadros de Dalí ou Picasso num expositor', afirma Geoff. 'Por outro lado, ter uma tatuagem é muito mais pessoal do que um quadro. Pode pintar-se uma tela e depois vendê-la a quem quer que seja. Mas quando se procura fazer uma tatuagem, normalmente o cliente tem a ideia concreta do que quer' – justifica. Geoff tem uma galeria (no corpo) 80 por cento já repleta de arte.

Nos últimos oito anos a sua vida mudou à medida que cresceu a paixão pelo coleccionismo. Licenciou-se em História para ser professor mas nunca concretizou o desejo da adolescência. Preferiu ser tatuador. O que diriam os alunos do seu corpo? 'Nunca fui discriminado. Hoje há menos pessoas a pensar que isto só é uma coisa de motards e de prisioneiros.' E com este lema de vida começou a correr o Planeta para conhecer grandes tatuadores e para ele próprio ser reconhecido como um deles.

'Julgo que os tatuadores portugueses ainda não são conhecidos pelo resto do Mundo', afirma Geoff. 'Estranhamente, nas revistas norte-americanas não se vê muito mais que americanos – já começam a aparecer italianos, ou espanhóis. Mas parece que há uma ruptura com a malta de outros países. E o mesmo se passa na Grã-Bretanha. Só se vê ingleses. Não me parece que procurem pessoas novas.' Críticas à parte, revistas como a ‘Skin & Inc’, a ‘International Tattoo Art’ ou a ‘Tattoo Life’ estão entre as preferidas dos coleccionadores.

Geoff vive em New Jersey (perto de Nova Iorque). 'Eu conheci-o quando fui lá, a convite dele, à loja onde ele trabalhava como tatuador', conta Pedro, da Queen of Hearts, em Lisboa. 'Aceitei fazer o ‘guest spot’ e, depois, retribuí o convite para ele vir cá.' Pedro, de 31 anos, tem uma filha que quer ser princesa quando for grande. Para ele, a Meca dos tatuadores fica nas gigantescas urbes norte-americanas de São Francisco e Nova Iorque.

'Quando vais a uma convenção de tatuadores e vês algum trabalho que te chama a atenção, é uma cortesia estenderes o convite a outra pessoa. É do tipo: ‘olha, tu podes ir à minha loja? Tenho a certeza que há clientes que vão gostar do teu trabalho’', conta Pedro.

Graças às convenções – e no nosso país realiza-se, em Dezembro, a 4.ª de Lisboa – Pedro tatuou em meios privilegiados como Londres ou Holanda. 'Mas viajo mais em regime de ‘guest spot’.' No início do ano aceitou o convite para tatuar durante uma semana em Nova Iorque, na loja Invisible – onde todos os anos tatua Chris Garver, o veterano do programa de TV ‘Miami Ink’ (no canal por cabo ‘People & Art’).

Neste ano, nos Estados Unidos, Pedro cobrou 180 dólares à hora (127 euros). 'E as tatuagens são longuíssimas.' Nos circuitos europeus, cobra 100 euros. Em Portugal, o valor estipula-se à peça. 'Geralmente, como não estamos habituados a pagar à hora, vejo o tamanho e formato da tatuagem e calculo um valor' – acrescenta. Equivale a entre 50 e 75 euros à hora. 'Vou uma semana a Nova Iorque e é mais rentável que um mês inteiro aqui. E as pessoas são mais abertas às tatuagens que faço.' Em Portugal quase só se risca ao estilo do realismo. Mas Pedro prefere o tradicional americano – 'the old school'.

Pedro adianta que em Portugal há lojas que recebem estrangeiros mas são '‘guest spots’ numa onda mais generalista.' Muitos vêm de férias e acabam por trabalhar umas horas, 'sem fazerem nada inovador'. Cá trabalha-se a meio-gás. 'Não podemos garantir sempre clientes. Enquanto lá fora não paramos. Só que as coisas estão a mudar, no bom sentido, por cá.'

Muitos tatuadores estão na linha da frente dos coleccionadores de arte e reconhecem o mérito dos colegas. 'Quanto mais admiro o trabalho de alguém, mais junto dinheiro para ser tatuado por ele. É quando aprendo mais' – afirma Pedro. 'Em Portugal, fecham-se nas lojas, tatuam-se uns aos outros, mesmo que mal, e acabou.' Em circuitos mais abertos, nos países com maior tradição de tatuagens, os aprendizes são os primeiros a ser tatuados pelo maior número possível de artistas. Há convenções todas as semanas em qualquer parte do Mundo. Há artistas ‘on the road’ (‘pela estrada fora’, traduzido) permanente- mente – como Chad Koeplinger, um dos pioneiros deste tipo de ‘tour’. Cada vez se torna mais fácil ser-se ‘bem riscado’.

'A tatuagem nunca é como as Belas- -Artes, em que se pode fazer um risco e uma assinatura na tela. E vende. Aqui não' – remata Pedro. Ele acredita que 'uma tatuagem muito perfeita pode tornar-se feminina'. Em qualquer caso, é de evitar que se tenha de retocá-la, até mesmo com o envelhecimento. As cores devem manter-se vivas. Durante a fase de cicatrização, os tecidos devem ter uma textura homogénea, o que permite uma cura mais rápida e sem complicações. O tatuador descansa os mais melindrosos porque este processo 'não dói mais do que devia'. Não irá além da incómoda sensação de irritação. Estas são as regras que se usa para tatuar. Se o objectivo for arte, então deve escolher-se o vocabulário gráfico adequado ao meio e um bom local de colocação.

Ed Hardy é um ícone e poucos tatuadores estão ao seu nível. Alguns dos desenhos deste norte-americano já passaram para a moda. Cristiano Ronaldo foi levado, em Julho, por Abel Xavier a uma das suas lojas, em Hollywood, para comprar ‘roupa tatuada’. Entre a extensa lista de clientes da marca, no top dos tops, acima dos jogadores da NBA, de cantores hip-hop, está a rainha da música pop, Madonna.

Para Pedro há dois tipos de amantes de tatuagens. Os 'superexigentes', que tratam o corpo como uma galeria. Querem, por exemplo, o Chris Garver a tatuar-lhes as costas inteiras. Muitos fazem até listas com os tatuadores aonde querem ir. Outro tipo são coleccionadores de circunstância.

Miguel Correia, de 24 anos, tem os braços ‘fechados’. Abaixo do umbigo tem tatuada uma caveira com asas. Está a fazer uma águia no peito – trabalho que demora meses – e quer desenhar umas cobras na barriga. Já tem uma boneca na perna esquerda e um retrato na direita – é nesta perna que Pedro, da Queen of Hearts, lhe vai tatuar o lobo.

'Além de gostar da cultura, para mim a tatuagem funciona um pouco como bloco de notas. Se me acontece qualquer coisa, gosto de marcar isso no corpo.' Desta vez o vocalista e guitarrista da banda algarvia (de Quarteira) Men Eater vai tatuar a cabeça de um lobo debaixo de um guarda-chuva furado.

'Quem anda à chuva molha-se' – é o ditado que Miguel se prepara para inscrever no corpo. Mas tem um significado muito especial para si. 'Abandonei a escola a meio das provas globais do 9.º ano para entrar numa ‘tournée’ europeia. Agora estou a tentar acabar o 12.º para depois fazer um curso de Design' – diz. A tatuagem simboliza para ele a tomada de consciência de uma decisão negativa que mudou a sua vida. 'Por outro lado, o facto de ter desistido da escola também fez de mim aquilo que sou hoje. É o lado bom.'

Deitado na marquesa, Miguel vai ser depilado na zona da perna a aplicar o stencil (que é o recurso usado para passar o desenho para a pele). O tatuador da Queen of Hearts segura numa mão a máquina de tatuar e, com a outra, suaviza a pele aplicando-lhe vaselina. Começa por fazer os contornos do desenho e, à medida que vai limpando a pele com a toalha de papel, a tinta espalha-se. É espantoso ver como Pedro consegue perceber o desenho e continuar a riscar no meio de uma confusão de tinta. 'Tatuar nos braços foi fácil', atesta Miguel. 'Já no pescoço, ia-me esperneando todo. E nem sempre é a dor. É mais a irritação. Com o tempo, o corpo vai-se habituando. Não dói tanto.'

Com todos os contornos pretos da tatuagem completos, preenche-se com as cores. O desenho vai ganhando expressão, vai-se transformando quase numa pintura – embora a definição seja diferente. Muitas tatuagens podem demorar meses a terminar. Tatuar as costas inteiras, ou o peito, são trabalhos que exigem várias sessões.

Miguel é irmão de um tatuador e, por isso, desde cedo deseja ter o corpo ‘riscado’. A maioria das tatuagens que fez custaram-lhe pouco dinheiro, mas também só agora começa a sair do universo familiar e a procurar outros estilos de tatuagens além do realismo. Conheceu com Pedro o tradicional americano e, pelas revistas, já pode pensar em desenhos ao estilo tradicional japonês.

Há dois contras para muitos coleccionadores de tatuagens. Um é a discriminação a que estão sujeitos, muitas vezes no trabalho ou em locais públicos; outra é o facto de não poderem tatuar porque o meio social os proíbe. O clube de futebol espanhol Real Madrid abriu guerra às tatuagens nos jogadores. Craques como o espanhol Sergio Ramos vão ter de pedir o aval da direcção desportiva se quiserem tatuar a sua própria pele. Porquê? Para evitar doenças, como infecções perigosas ou alergias. Aliás, a higiene é crucial para a escolha do tatuador. Além dos merengues há outros inibidores de tatuagens. Os pais. Eles são os que, na maioria das vezes, se opõem a que os filhos ‘risquem’ o corpo permanentemente.

Por isso mesmo, aos 25 anos, Ana M. esconde-se no anonimato. Ninguém na família sabe que ela sonha ter o corpo tatuado. A estudar Cinema em França, procurou em Barcelona o catalão Keko para este lhe fazer duas rosas na barriga, ao estilo tradicional, com elementos de Cubismo. Há três anos ‘riscou’, com um amigo, o corpo pela primeira vez: inscreveu no antebraço ‘Love will tear us apart’ – tirado da letra de uma música dos Joy Division.

'As tatuagens são peças de colecção. Coleccionam-se momentos. E, sim, obviamente, é bonito.' Sempre à procura de tatuar apenas as zonas mais escondidas em si, desta vez escolheu duas caveiras mexicanas – uma ela e ele – para lhe preencherem os pés. 'É uma criação. Não é simplesmente uma estampa que pões. É algo que é desenhado, tem um pouco de ti e do tatuador.'

Ana M., como muitos dos fãs de tatuagens, procura conhecer o trabalho de algumas pessoas que só conhecem pelo nome através do Myspace deles ou das páginas pessoais na internet. De lá tiram a informação das agendas deles. As datas e os locais, de uma qualquer convenção perto de Portugal (ou poderão até mesmo estar no nosso país). Há quem considere que a espera esteja destinada a quem, realmente, é coleccionador. Como ser tatuado por um dos ícones mundiais custa caro, de certeza que o tempo será um bom aliado das carteiras menos recheadas.

No caso de tatuadores difíceis de encontrar por estes lados da Europa, as viagens de férias podem transformar- -se também, facilmente, num pretexto para se fazer uma tatuagem. Mais uma vez, os EUA saem a ganhar com as lojas Tattoo City (outra de Ed Hardy), Spider Murphy’s Tattoo (já existe desde finais do séc. XIX mas está sempre a inovar) e a FTW. Mas qualquer grande cidade mundial tem artistas com lojas que vale a pena visitar. É também a oportunidade certa para conhecer novos estilos e tendências.

Do lado de lá do Atlântico, na Invisible – outra loja de topo –, há um tatuador residente nascido em S. Julião da Barra, Oeiras. Marco Serio, 31 anos, fala melhor ‘inglês americano’ que luso, aprendido até aos oito anos. Mas, curiosamente, iniciou-se na profissão quando, em 1995, regressou às origens e, em três meses, apaixonou-se pela arte de desenhar na pele. 'Eu não tenho tatuado muitos famosos mas já passaram pelo nosso estúdio muitos actores, cantores, modelos' – conta. 'Nem sempre são dos melhores clientes. Requerem atenção e tratamento especiais para tatuagens que, na maior parte das vezes, não considero interessantes.' Já os nomes das estrelas prefere não revelar. Só fala da cantora Rita Guerra, que tatuou em Portugal, e que 'é uma óptima pessoa'.

Marco Serio conta que muitos clientes da Invisible preenchem o corpo todo com as ‘obras de arte’ dos seus tatuadores preferidos. São verdadeiros coleccionadores. 'Eles vêem a tatuagem dessa forma e preenchem o corpo todo com tatuagens que demoram anos a fazer. Nós temos pessoas que viajam de outros estados [dos EUA] e de outros países para fazerem trabalhos só porque gostam do estilo de um tatuador.' E crê que o mesmo esteja a acontecer em Portugal, embora no País se esteja ainda a aprender a valorizar este trabalho. 'Se as pessoas não querem pagar muito, o tatuador não sente que está a ser compensado pelo esforço e a qualidade baixa.'

'Eu considero-me um coleccionador, no sentido de que tenho pessoas específicas com as quais quero fazer tatuagens', explica Marco, que já foi ‘riscado’ por Kiku, Regino Gonzales, Horizakura e outros. Mas entre os seus favoritos estão ainda Horiyoshi III, Ed Hardy, Eddy Deutche, Phillip Leu, Mick, Mike Roper e Horitoshi. Entre os portugueses, a par de Pedro, estão Neco e Fontinha. Talvez um dia este português realize o sonho de passar cá temporadas de um a dois meses ‘guest spot’. Assim juntava-se mais vezes a toda asuafamília,entretanto já regressada.

Em Julho, o bota de ouro Cristiano Ronaldo visitou em Hollywood a loja de Ed Hardy, um dos mais famosos tatuadores norte-americanos, que vende roupas com os seus desenhos. Ana Malhoa e o marido Jorge Moreira (na foto) são fãs de tatuagens. Têm várias nos braços. Rita Guerra é outra voz da música nacional que gosta desta cultura. No mundo do cinema, a actriz Angelina Jolie tatuou um tigre nas costas pelo artista Sompong Kanphai.

FAMOSOS SEDUZIDOS PELO CORPO TATUADO

Em Julho, o bota de ouro Cristiano Ronaldo visitou em Hollywood a loja de Ed Hardy, um dos mais famosos tatuadores norte-americanos, que vende roupas com os seus desenhos. Ana Malhoa e o marido Jorge Moreira (na foto) são fãs de tatuagens. Têm várias nos braços. Rita Guerra é outra voz da música nacional que gosta desta cultura. No mundo do cinema, a actriz Angelina Jolie tatuou um tigre nas costas pelo artista Sompong Kanphai.

UM PORTUGUÊS EM NOVA IORQUE

Marco Serio nasceu em S. Julião da Barra, Oeiras, mas emigrou para Nova Iorque aos oito anos. Quando, em 1995, veio a Lisboa passar uma temporada, iniciou-se como tatuador. De regresso aos Estados Unidos, foi traba-lhar para a loja Invisible, uma das mais famosas por receber tatuadores como Chris Garver, um dos melhores.

TATTOS INTERDITAS A FUTEBOLISTAS

O Real Madrid está a obrigar os jogadores a pedir autorização para se tatuarem. Quando o defesa espanhol Sergio Ramos (na foto ao lado) quiser mais tatuagens, já sabe, tem de comunicar. E tudo, alegam, para bem da saúde do plantel madridista. O que diriam Lucho González, do FC Porto (à esq.), _e o ex-basquetebolista e actor Dennis Rodman (centro) desta nova regra?

OS GURUS

Chris Garver é uma lenda das tatuagens. O seu trabalho é dos mais caros do Mundo e as listas de espera atingem anos

Horiyoshi III tatua ao estilo tradicional japonês. É um ídolo de Marco Serio, da Invisible

Grime “é o fenómeno mais brutal da tatuagem”, elogia Pedro, da Queen of Hearts, Lisboa

Dan Rick é um dos tatuadores norte-americanos mais conceituados. O coleccionador de tatuagens Geoff Horn quer ser ‘riscado’ por ele

Ed Hardy tem uma das melhores lojas dos EUA. É difícil ser tatuado por ele Horiyoshi III tatua ao estilo tradicional japonês. É um ídolo de Marco Serio, da Invisible

‘Miami Ink’ é um reality-show que passa no canal de TV ‘People & Art’. Conta com Chris Garver

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