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De 'gato e rato' a marido e mulher

No trabalho não se entendiam bem, mas acabaram por se apaixonar.
Vanessa Fidalgo 31 de Maio de 2015 às 13:30
Nuno Lopes e Ana Ferreira
Nuno Lopes e Ana Ferreira FOTO: Mariline Alves

Nuno e Ana conheceram-se no trabalho, numa loja da cadeia Pingo Doce. Ironicamente, não morriam de amores um pelo outro, mas uma saída com amigos acabou por mudar o curso de uma relação que até ali era como a do ‘gato e do rato’.  O amor tem destas coisas: é brincalhão e gosta de trocar as voltas a quem dele faz pouco. Palavra puxa palavra, mais uns retoques de cumplicidades, e o sentimento fez-se anunciar.


Atualmente já não trabalham no mesmo sítio – mudaram de loja em nome da boa relação em casa –, mas vivem juntos e têm um filho em comum, Rodrigo, com três anos, que vai assistir ao casamento pela televisão: "Ele é muito pequenino e o mais provável era que quisesse estar ao pé de nós, o que não é possível. Além disso, também seria um dia muito cansativo para ele. Mas vai assistir pela televisão e está entusiasmado porque agora vê-nos nas revistas", conta Ana.

 



Entre as tais cumplicidades que os juntaram conta-se o prazer da mesa. E ele, que antes não sabia cozinhar, tirou "um curso intensivo de cozinha", só para lhe agradar! Entre as iguarias preferidas estão o frango de caril, sempre temperado com muito carinho, como convém.


ELA FEZ O PEDIDO

Ao contrário dos outros casais, aqui foi Ana que tomou a dianteira e fez o pedido de casamento. "Era um sonho casar... na igreja e vestida de branco. Além disso, temos um filho e fazia sentido dar esse passo, embora não vá alterar em nada a relação", justifica ela, que é "bem humorada e boa companheira", predicados que atraíram Nuno.


Já ele "é mais ponderado e racional em relação ao futuro" do que ela. Nuno justifica-se: "Tem de ser. A crise exige que façamos planos a longo prazo." Entre eles está o de aumentar a família, embora não seja para já: "Daqui a uns anos, e se a vida o permitir, gostávamos de dar um irmão ao Rodrigo", acrescenta ela.


Por agora têm muito que fazer. A começar por conciliar os turnos, quase sempre às avessas de um e de outro.  Quando dá, sai a ganhar o Benfica. " Não somos fanáticos, mas é verdade que sofremos um bocadinho. Nem sempre vamos ao estádio, mas gostamos de ver os jogos de mãos dadas." O próximo desafio agora é com o Santo António, a quem vão prometer amar-se pelo resto da vida.
Nuno Ana Rodrigo Santo António
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