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Eterna Juventude

Desde as radicais promessas de Manuel Pinto Coelho até aos tratamentos com plasma
João Ferreira e Marta Ribeiro da Silva 10 de Setembro de 2017 às 15:00

E se a água salgada, diluída em água da torneira, fosse uma espécie de fonte da juventude natural acessível a todos os comuns mortais? Manuel Pinto Coelho diz mais ou menos isso por outras palavras. Beber água do mar diluída faz bem à saúde porque "baixa o colesterol, reduz casos de diabetes e obesidade e baixa a tensão arterial porque a água do mar é riquíssima em magnésio". Ainda assim, os benefícios desta prática não são consensuais.

Por defender estas e outras coisas, a Ordem dos Médicos instaurou dois processos de averiguação sumária a Pinto Coelho. Ao Falar Global, o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, disse que "há cidadãos que vão experimentar o que o Prof. Manuel Pinto Coelho está a dizer e correm riscos", porque "mensagens que dizem que o colesterol alto não tem de ser tratado têm impacto na saúde pública". O bastonário "chamou à atenção o Ministro da Saúde para esta matéria" e considera "a hipótese de fazer queixa ao Ministério Público".

Polémicas à parte, na vertente da tecnologia existem cada vez mais tratamentos para descontar uns anos ao relógio biológico. O Eternos, da Clínica do Tempo, é um tratamento antienvelhecimento facial que tem o efeito de um ‘lifting’ não invasivo. A tecnologia de radiofrequência ajuda a re-estruturação natural da pele.

Já no Day Spa - Isabel Queiroz do Vale experimentámos o tratamento de rosto com pulverização de oxigénio. Este tratamento natural e sem efeitos secundários tem resultados no aspeto da pele, que fica mais nova. Depois há os tratamentos com plasma retirado do sangue do próprio paciente que, quando aplicado no corpo, rejuvenesce. Este é um dos tratamentos da clínica Tallon. Se a todas estas ‘receitas’ adicionarmos uma alimentação saudável e exercício físico é meio caminho andado para chegarmos novos a velhos.

SOCIEDADE BIT, por Reginaldo Rodrigues de Almeida

Em nome da nossa saúde

O mais precioso dos bens, todos o julgam saber, é a saúde. Tão precioso que escandalosamente não damos sequer pela sua presença, limitamo-nos a constatar a sua ausência e, aí sim, a dar então o devido valor.

Por outro lado, com as multiopções fornecidas pela tecnologia, só não está informado quem quer e mesmo aqueles que, porventura, não têm quaisquer competências digitais, usufruem dessa informação pela generalizada divulgação feita um pouco por toda a parte. Aí nasce uma nova e contagiosa forma de doença, ou seja, porque nada deve acontecer em excesso, parece pertinente referir que também se pode ‘morrer da cura’, já que o ilusório conhecimento das mais adequadas práticas terapêuticas e o recurso à automedicação podem levar a situações muito desconfortáveis e nocivas do tal mais precioso dos bens.

Em síntese, uma coisa é saber que ‘fumar mata’ e a simples vontade de acabar com o vício pode resolver o problema; outra coisa é ‘tomar às refeições’ o que quer que seja que se leu na internet mas sem qualquer filtro técnico.

Nas leis precisamos de advogados e de juízes, na saúde precisamos de médicos ou outros técnicos qualificados. Sempre que possível, evite chegar à doença.  

Falar Global eterna juventude
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