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Fábia Rebordão: “O fado está-me no sangue”

Tinha 15 anos quando cantou pela primeira vez numa casa de fados. Na linhagem familiar estão nomes como Celeste Rodrigues e Amália, mas Fábia diz preferir “escolher o seu próprio caminho”
15 de Janeiro de 2012 às 00:00
Fábia Rebordão: “O fado está-me no sangue”
Fábia Rebordão: “O fado está-me no sangue” FOTO: João Miguel Rodrigues

Nasceu a 28 de Março de 1985 no seio de uma família já com o fado no ADN. Fábia Rebordão é prima de Celeste Rodrigues, a irmã de Amália Rodrigues. Aos 15 anos pisou pela primeira vez o chão de uma casa de fados, levada por um amigo. Não mais o deixou, apesar de algumas incursões por outras paragens sonoras.

O nome de Fábia Rebordão veio pela primeira vez a púbico com a sua participação no programa da RTP 1 ‘Operação Triunfo’. Já nessa altura Fábia não escondia o seu apetite pelo fado, mas ainda demorou mais alguns anos até vir a ser reconhecida como uma das grandes promessas da nova geração dentro do género que agora é Património Imaterial da Humanidade. Estreou-se em disco com ‘A Oitava Cor’, do qual é autora e compositora da maioria dos temas.

Podemos agora vê-la no palco de duas das mais emblemáticas casas de fado de Lisboa: Casa de Linhares e Páteo de Alfama.

A resposta escolhida surge a sublinhado

- "Dizem-me que tenho a mesma mágoa na voz que tinha Amália", disse, um dia, por ser prima (em terceiro grau) da diva. E isso significa que...

a) É o fado que me está no sangue

b) Não gosto de valer-me disso

c) Quem mais me marcou foi o convívio com a minha prima, Celeste Rodrigues

d) Outra hipótese: Não sou eu que o afirmo, é-me dito. Se assim for, é porque o fado me está no sangue, embora não goste de me valer desse traço consanguíneo. Escolho seguir o meu próprio caminho, aprendendo os mais antigos, sobretudo com a minha prima Celeste

- Aos 15 anos estreou-se numa casa de fados. Nesse momento...

a) Apaixonei-me...

b) Percebi que aquele era o meu fado

c) Tremi dos pés à cabeça

d) Outra hipótese: Toda eu tremi e a paixão desse momento fez-me sentir que o meu destino era esse: fado

- Dos 17 aos 22 anos afastou--se do fado, para explorar outros sons. Andou pelo jazz, pelos musicais de Filipe La Féria. E foi importante porque...

a) Às vezes é preciso baralhar para voltar a dar

b) Porque é preciso crescer, evoluir e isso por vezes significa viver outras coisas e somar experiências

c) Explorar outras sonoridades nunca esteve, como não está, fora de hipótese

- Da sua voz escreveu-se que é "feita de estrondo e de ternura, capaz de embalar e acordar, carregada de vivências e limpa de mazelas, sonhadora e magoada, futuro e memória". A crítica é:

a) Um incentivo para fazer mais e melhor

b) Uma prova que é preciso superar com distinção

c) Eu preciso da minha verdade quando canto, mas a crítica é sempre relevante como incentivo para melhorar...

- Programas de talentos na TV são apenas mais uma forma de...

a) Fazer audiências, somar dividendos

b) Iniciar uma carreira e aprender com quem sabe mais...

c) Se fosse hoje, não participava

- O fadista é, pela natureza da profissão, uma pessoa da noite. E da noite, diz-se, entre outras coisas, que "todos os gatos são pardos"...

a) Não sei se os gatos são pardos, mas as pessoas são de certeza mais genuínas

b) As noites do artista, quando passadas junto do seu público, são melhores do que os seus dias...

c) ‘A noite é a metade da vida… e a metade melhor", já dizia Goethe

d) Outra hipótese: Será que Goethe era fadista? A noite proporciona-nos a intimidade capaz de nos comunicarmos de uma forma, através do canto, que o dia não possui. Menos luz, mais romantismo e mais apetência para participarmos nessa troca de quem canta e de quem ouve

- Sendo agora o fado Património Imaterial da Humanidade, espera que...

a) Que se ouça mais fado e se aprenda mais sobre o género

b) Que as pessoas percam definitivamente todos os preconceitos que ainda lhes restam sobre o fado

c) Que os estrangeiros comecem a requisitar mais fadistas para concertos lá fora

- Ser fadista é?

a) Ter Portugal na voz

b) Entrega e dedicação

c) É uma forma de vida mais ou menos estranha ["trazendo Portugal e os portugueses na voz e sintetizando o seu apego ao passado, que dá pelo nome de saudade"] 

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