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GONÇALO AMORIM: É MAIS DIFÍCIL LIDAR COM ANIMAIS RACIONAIS

Nos meses de Setembro a Outubro, a família de Gonçalo Amorim não tem mãos a medir: é altura das vindimas. O ciclista recorda-se de, em miúdo, colher as uvas à mão, transportá-las em cestos e pisá-las nos lagares.
10 de Outubro de 2004 às 00:00
“Era um trabalho difícil e pouco atractivo.” Hoje, a realidade é completamente diferente. As máquinas substituíram o trabalho manual e tornaram a tarefa mais fácil para os agricultores. “Continuo ligado à lida da terra, só que agora os cavalos ocupam todo o tempo livre.”
Na sua quinta situada nas lezírias ribatejanas, o atleta, que foi aos Jogos Olímpicos de Atenas, passa horas a cuidar, limpar e montar os equinos – um deles com raça para torneios profissionais. “Um dia ainda vou vê-lo a ganhar prémios”, garante.
Para quem nunca teve experiência de experiência muito complicada. “Aqueles que nunca pisaram um estábulo vão achar a vida rural bastante complicada.” O recado é dirigido sem ambiguidades aos concorrentes do programa da TVI. O ciclista dá-lhes alguns conselhos: “Acima de tudo, é preciso estar muito à vontade, porque os animais pressentem o nosso nervosismo”.
Poderão os cavalos, burros, patos, vacas e porcos correr risco de vida, tal como aconteceu com a edição francesa da ‘Quinta das Celebridades’? Gonçalo Amorim desdramatiza: “Não exageremos. Até porque está um agricultor e um veterinário a acompanhá-los”.
Se por um acaso o ciclista da Maia/Milaneza/MSS estivesse a viver na mesma quinta de Cinha Jardim, Paula Coelho ou Pedro Ramos e Ramos, não teria qualquer tipo de problemas com o dia-a-dia no campo. “Para mim é mais difícil lidar com os animais racionais. Com os irracionais não tenho segredos.”
Gonçalo Amorim, sobrinho de outro ciclista que venceu em 1966 a edição da Volta a Portugal, Francisco Valada, confessa ter um grande fascínio pelos touros e cavalos. “É a minha costela ribatejana.”
Mas pelo menos para já não deseja trocar o selim da bicicleta de competição pela sela de um cavalo. “O que não quer dizer que não faça uns toureios de vez em quando. Dá-me grande adrenalina e não é assim tão arriscado como se pensa...”
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