“Já desenho o Costa de olhos fechados”

O cartoonista António Maia fala do politicamente correto, de como os tempos conturbados ajudam a sua profissão.
Por Fernanda Cachão|04.11.18
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Começou há 40 anos, no jornal ‘Edição Especial’, as colaborações regulares na imprensa portuguesa. Em 1978, a crise económica foi tema desse cartoon, no qual se via "um tipo num palco com um bife", mas o que na altura recebeu pelo trabalho "não deu sequer para as batatas fritas". António Maia, atualmente autor da rubrica ‘Radar Saudade’, na revista ‘Domingo’ do CM, inaugura amanhã uma exposição na Casa Senhorial de Rio Maior, distrito de Santarém. São 83 cartoons, desde a adesão de Portugal à CEE até aos nossos dias.

Como surgiu o convite para começar a publicar?

Foi um amigo que me apresentou ao diretor do jornal, que logo me disse: "Faz-me um cartoon para a primeira página." Fiquei em pânico. Eu queria fazer cartoons para a imprensa porque já os fazia e sempre tinha tido problemas por isso, no colégio, na universidade... Fui quase expulso por causa de um cartoon.

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