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JÚLIO ISIDRO: ALI NINGUÉM É GENUÍNO

Júlio Isidro define-se como um agro-jardineiro. No seu minifúndio no Cartaxo, que comprou há seis anos para poder fugir do ar irrespirável da cidade, tem um pomar de laranjeiras, limoeiros, nespereiras, pessegueiros e ameixoeiras.
10 de Outubro de 2004 às 00:00
Mas não transpira em bica para cuidar das suas árvores de estimação. “Só lá vou no Inverno tirar umas laranjas ou limões que uso para o jantar”, confessa. “A horta é apenas um passatempo. Não ambiciono ser agricultor.”
A poucos metros de distância do colorido pomar plantou 36 pinheiros – que hoje estão pouco mais altos que o apresentador. “É a minha costela de D. Diniz.” Mas é no relvado de 4500 hectares que passa a maior parte do seu tempo livre. “O extenso espaço verde é perfeito para praticar aeromodelismo, o meu grande hobby.”
Como homem da televisão, Júlio Isidro não pode deixar de analisar à lupa as actividades na Herdade da Baracha – que não fica muito distante da sua casa de campo.
“Se fosse apenas um laboratório que mostrasse como os citadinos se comportam no campo, seria interessante. Mas a ‘Quinta’ é apenas uma feira de vaidades. Cada um interpreta o seu boneco. Ali ninguém é genuíno.”
Júlio Isidro entristece-se que os concorrentes estejam de costas voltadas para a natureza. “Ignoram como as galinhas põem ovos ou que tipo de alimentação tem um pato. Até as minhas filhas sabem isso. Espero que a Sociedade Protectora dos Animais esteja atenta ao programa”, ironiza.
As audiências esmagadoras da ‘Quinta’ não o surpreendem: “Os portugueses adoram espreitar pelo buraco da fechadura”.
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