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Mário Nogueira: “Governo não valoriza os professores”

O sindicalista da Fenprof garante que nunca ambicionou suceder a Carvalho da Silva na CGTP. numa altura que “não é de resignação”, diz que “deve dar-se uma oportunidade de governação à esquerda”
27 de Maio de 2012 às 15:00
Mário Nogueira, Fenprof, CGTP, Nuno Crato,
Mário Nogueira, Fenprof, CGTP, Nuno Crato, FOTO: Jorge Paula

Nascido em Tomar, a 11 de janeiro de 1958, Mário Oliveira Nogueira optou por seguir o Magistério do Ensino Primário, em Coimbra, em 1975. Durante dez anos deu aulas, de 1980 a 1990, entretanto, sindicalizou-se em 1982 e já na década de 90 tornou-se dirigente sindical – da Fenprof – a tempo inteiro. deixou de dar aulas há 22 anos.

Recentemente, o líder da Fenprof entrou na corrida para a sucessão de Carvalho da Silva, à frente da CGTP, mas perdeu para Arménio Carlos. Mário Nogueira diz agora que este não era o caminho que tinha traçado para si. O sindicalista não se cansa de pedir "mais autoridade" para os professores manterem a ordem dentro das salas de aulas.

Se o ministro da Educação, Nuno Crato, lhe desse ouvidos passavam-lhe as dores de cabeça com o sindicalista. Como não vislumbra essa possibilidade, Nogueira punha os patins a Crato. E para o seu lugar que viesse alguém de esquerda.

A resposta escolhida surge a sublinhado

- Deu aulas nos primeiros dez anos. Desde há 22 que é sindicalista a tempo inteiro. Em Dezembro último, o Agrupamento de Escolas de Pedrulha, em Coimbra, avaliou-o com ‘Bom’ no seu desempenho de docente.

a) Significa que um sindicalista não sai penalizado pela sua actividade

b) Sou melhor dirigente sindical do que professor

c) Teria mais do que ‘Bom’ se ainda desse aulas

d) Outra hipótese: Foi essa a menção atribuída pela escola, na sequência da "ponderação curricular" prevista na lei

- Se voltasse a dar aulas, como seria o seu regresso?

a) Não teria problemas. O que ensinava há 20 anos pode ser aprendido agora

b) Eu hoje teria de reciclar os meus conhecimentos para voltar a dar aulas

c) Já não seria capaz de voltar a dar aulas

d) Outra hipótese: Teria um processo de adaptação natural, procurando informar-me e formar-me devidamente




- O primeiro-ministro ‘convidou’ os professores desempregados a emigrar.

a) Eu convido-os a participar activamente na Fenprof

b) No lugar deles, até eu emigrava

c) Este Governo não valoriza os professores

- Se chegasse a ministro da Educação, qual seria das suas primeiras medidas:

a) Acabava com a mobilidade dos professores pelo País

b) Dava mais autoridade aos professores dentro da sala de aula

c) Reabria a maior parte das escolas fechadas ao longo dos últimos anos

- "O tempo não é de resignação", afirmou ao apelar à luta dos professores. Lutar como?

a) São precisas mais greves para sermos ouvidos pelo Governo

b) Deve dar-se uma oportunidade de governação à esquerda

c) Os trabalhadores não devem desistir do sindicalismo

- É apontado como a dor de cabeça dos ministros da Educação. Porquê?

a) Gosto deste "estilo duro"

b) Um sindicalista é sempre visto como o mau da fita

c) Sou a oposição ao ministro da Educação, não posso ser benevolente com as políticas de qualquer Governo

d) Outra hipótese: Bastaria aos ministros cumprirem o que prometem para lhes passar a dor de cabeça


- Arménio Carlos foi eleito secretário-geral da CGTP. Não foi ainda a sua vez. Qual foi a sua reacção?

a) Felicitei de imediato o novo secretário-geral

b) Compreendi: esta foi uma decisão que agrada ao PCP

c) Suceder a Carvalho da Silva nunca foi ambição

- É adepto de hóquei. A quem punha hoje os patins?

a) Ao ministro da Educação, Nuno Crato

b) Ao treinador do Sporting, Sá Pinto

c) Aos maus alunos do ensino público português

- É sportinguista. Como é que vê o futebol neste momento?

a) Fervo com o Sporting. Só fico dividido nos jogos com a Académica

b) Retiro do futebol que a persistência leva à vitória

c) Vejo o sucesso das escolas do Sporting e penso: devia ser assim em todo o ensino

- O bigode faz parte da sua imagem...

a) Há quem não prescinda de chapéus; eu gosto do meu bigode

b) Quando achar que temos um bom ministro da Educação, eu tiro o bigode

c) Só por vontade da minha mulher tiraria o bigode 

Mário Nogueira Fenprof CGTP Nuno Crato
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