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O FASCÍNIO PELOS GRANDES ESPAÇOS

A África negra sempre exerceu um grande fascínio junto dos amantes pelos grandes espaços, embora hoje a zona meridional do grande Continente ser abalada pelos mais variados conflitos. No entanto, há excepções como a Namíbia, um jovem país que merece uma visita por parte de quem queira conhecer ou revisitar a chamada “África Negra”
5 de Julho de 2002 às 19:37
O FASCÍNIO PELOS GRANDES ESPAÇOS
O FASCÍNIO PELOS GRANDES ESPAÇOS
O grande deserto

Deixando a capital Windhoek e seguindo para o lado do mar na direcção do Cruzeiro do Sul, que cintila nas noites quentes da Namíbia, encontra-se, em Sossusvlei, a alta cordilheira de dunas que, às primeiras horas da manhã, costumam esconder-se sob o manto da bruma para mais tarde resplandecerem de tons durados sob o Sol. Em 1907, era uma zona de caça e hoje um extenso parque natural onde os mais afoitos podem subir aos cumes mais altos de onde se pode contemplar um “oceano” de areia que se perde no horizonte.

O parque de Etosha

Num país onde existem os mais diversos parques naturais, destaca-se o Etosha, um dos mais ricos e bem conservados parques africanos onde vários lodges acolhem os visitantes que ali podem descobrir o habitat de 114 espécies de mamíferos, 340 variedades de aves e 16 de répteis.

O padrão de Diogo Cão

Em plena Costa dos Esqueletos, no local que hoje a cartografia refere como Cape Cross, surge uma réplica do padrão que ali foi deixado em 1486 por Diogo Cão, o primeiro europeu a chegar à Namíbia. Para o visitante, será difícil imaginar a reacção da armada de Diogo Cão ao encontrar uma colónia de focas que hoje chega a reunir cerca de 100 mil animais. Anualmente, os machos adultos chegam ao local com um peso da ordem dos 185 kg, mas a acumulação de reservas enegéticas fazem com que o seu peso possa vir a atingir os 360 kg.

Uma costa traiçoeira

A costa da Namíbia é inóspita. Defendida por um mar turbolento que atira qualquer barco contra a costa, tem sido ao longo de séculos cenário de vários naufrágios que hoje são recordados pelos muitos restos de navios que surgem presos nas armadilhas da areia da praia. É a presença destes destroços que dá origem ao nome desta longa linha de areia que se estende até Angola: Costa dos Esqueletos.


Guia de Viagem


Como ir

A British Airways tem voos diários Lisboa-Londres-Joanesburgo, com ligação a Windhoek com a South African Airways por uma tarifa que ronda os ¤ 1131 (mais taxas). O aeroporto internacional de Windhoek (a capital) fica a cerca de 40 km do centro da cidade (cerca de 60 DN de taxi).

Informações úteis

Indicativo: 00 264. Os telefones celulares são praticamente desconhecidos. No entanto, o serviço telefónico é eficiente, através de inúmeras cabines localizadas ao longo dos itinerários principais, sendo aconselhável adquirir um cartão de chamadas.

Moeda: Dólar namibiano, cuja cotação é paritária com o Rand sul-africano: 1 DN$= 0,105 euros

Formalidades: Passaporte válido por seis meses contados à data da partida, não sendo necessário visto.

Quando ir: Num país que publicita 300 dias de sol por ano, é de evitar a canícula do Verão em locais como o Parque Etosha (entre Dezembro e Março). A época seca (de Maio a Outubro) é a melhor para quem procura os animais nas lagunas dos parques naturais, enquanto que a época das chuvas (de Julho a Setembro) será de evitar.

Características: A Namíbia é um país com uma grande variedade de paisagens que pode ser dividido em quatro grandes áreas: o deserto do Namibe, a zona árida mais antiga do planeta com cerca de 80 milhões de anos que se estende ao longo da costa Atlântica; a região Este, que se estende até ao planalto central com as suas montanhas de rocha; o deserto de Kalahari ao longo da fronteira do Botswana e África do Sul; e a zona densamente arborizada do Kavango e Kaprivi, a norte.

A saber

• Windhoek é a capital. Uma cidade onde não se vê um papel no chão, com uma zona central na qual coexistem prédios modernos e alguns edifícios coloniais alemães bem restaurados

• Grande parte das estradas são pistas de terra com um piso de excelente qualidade. Alugar um veículo é caro, embora seja uma das melhores opções para conhecer um país onde circular é fácil e seguro

• As reservas de hotel são fundamentais. A procura é grande e o número de quartos nem sempre é proporcional

• Apesar da aridez do território, é aconselhável a vacina da malária, especialmente para quem pretenda dirigir-se para as regiões de Caprivi e Kavango, onde os mosquitos se espalham pelos grandes rios.

Onde ficar

• Windhoek Country Club
Tel.: 264 61 2055911; Fax.: 264 61 2055205; www.stockshotels.com
Um dos melhores hotéis da capital, possui 152 quartos. Duplos a partir de 990 NB$ (dólares da Namíbia).

• Swakopmund Hotel & Entertainment Centre
Tel.: 264 64 400800; Fax.: 264 64 400810
www.stockshotels.com; E-mail: swakop@stocks.co.za
É o mais luxuoso hotel de Swakopmund, instalado numa antiga estação de comboios victoriana impecavelmente restaurada, na zona costeira da Namíbia, entre o deserto e a Costa dos Esqueletos. Quartos duplos a partir de: 1180 NB$ (dólares da Namíbia).

• Namib Naukluft Lodge
Tel.: 264 61 263082; Fax.: 264 61 215356; e-mail: afex@iwwn.com.na
Um lodge com apenas 16 quartos situado numa fazenda de 13 000 hectares no coração do Deserto da Namíbia. Duplos a partir de 600 NB$.

• Mokuti Lodge (Etosha National Park)
Tel.: 264 67 229084; Fax.: 264 67 229091. Um luxuoso lodge na zona oriental do Parque Etosha. Quarto duplo desde 840 NB$.

• Immenhof Guest Farm
Tel & Fax.: 264 651 304431, www.resafrica.net/immenhof-guestfarm/
Um lodge de caça situado entre Swakopmund e o Etosha Pan. Quarto duplo a partir de 672 DN$ (dólares da Namíbia).
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