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Correio da Manhã

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O HOMEM QUE VIVEU DUAS VEZES

João Garcia voltou há muito pouco tempo do McKinley, que do alto dos seus 6194 metros é o ponto mais elevado da América do Norte. A chegada a esse cume representa um novo fôlego para o homem que, há três anos, levou a bandeira portuguesa ao “tecto do Mundo”. Hoje, o alpinista fala sem rancor de um passado que provocou algumas mazelas, mas não o fez desistir. E continua pronto para muitas mais aventuras.
5 de Julho de 2002 às 19:47
O HOMEM QUE VIVEU DUAS VEZES
O HOMEM QUE VIVEU DUAS VEZES
Madazine Domingo - Como é que surgiu a paixão pelo montanhismo?

João Garcia - Começou por volta dos 12 ou 14 anos, quando nos escuteiros fui influenciado pelas magníficas gravuras das actividades escutistas de Baden Powell e dos seus ensinamentos. Nessa altura fazíamos algumas brincadeiras limitadas, como o acampamento e a marcha de montanha, e ficou sempre a curiosidade de saber como é que os grandes alpinistas escalavam, quem é que ia à volta pendurar a corda. Aos 15 anos tive a minha primeira grande aventura, quando saí de casa, em Lisboa, e fui de bicicleta até à Serra da Estrela, conhecer o Clube de Montanhismo da Guarda. Tinha gente muito motivada para aprender e um professor espanhol que nos iniciou nas técnicas invernais, na progressão neve e gelo, etc. Um ano depois fomos aos Alpes, data em que escalei pela primeira vez o Monte Branco. Nesse momento tive a descoberta de mim próprio, do “prazer de sofrer”, de merecer aquela paisagem, de estar lá em cima, olhar 360o e não ver nada mais alto. Marcou-me muito e nunca mais parei.

M.D. - O que é que o motivou sempre? Foi chegar mais alto?

J.G. - Não. O montanhismo tem um leque muito variado de actividades, seja a marcha de montanha, escalada em rocha, o alpinismo ou o himalaísmo. Sempre gostei de todas e talvez o facto de viver em Lisboa e ter tanta praia me tenha feito ir à procura daquilo a que não tinha acesso directo. Ao princípio especializei-me na escalada em rocha, mas tinha sempre aquele bichinho de pelo menos uma vez por ano partir para as grandes montanhas. No fundo, o que me motivou foi superar-me fisicamente. Na gíria, dizemos que há que castigar o corpo. Há uma frase sobre as perguntas relativas ao esforço dos desportistas que é mais ou menos assim: “Se tens que fazer a pergunta, com certeza que não vais perceber a resposta.” (risos)

M.D. - É uma luta que tem com a montanha?

J.G. - Não. É uma luta que tenho comigo, um desafio a que me proponho. Parte da motivação e envolve desde arranjar o dinheiro para uma expedição até encontrar o material ideal, prepará-lo, e viajar. E há a vertente do treino, com uma preparação que começa dois ou três meses antes.

M.D. - Quando começou tinha alguma meta, como o Evereste?

J.G. -Nunca pensei nisso. Não quero enterrar-me aqui, mas se calhar quando iniciei esta actividade nem sabia onde era o Evereste. Sabia que ficava algures para o outro lado da Terra, mas não sabia ao certo onde. Nessa altura já tinha o meu Evereste, que era o Monte Branco, do qual ouvia conversas. Era a minha grande meta. Depois houve uma evolução lógica, a ambição natural de querer ir mais longe. Mesmo quando atingimos o Evereste continua a ser possível ultrapassarmo-nos; há sempre muita montanha, novas formas de subir, outras vias mais difíceis.

M.D. - Houve montanhas que lhe deram mais prazer escalar do que o Evereste?

J.G. - Houve. O Evereste é uma montanha difícil de quantificar, até porque me deixa muita mágoa, e como tal não considero que tenha sido uma grande experiência. Não há dúvida de que, por mais irónico que pareça, foi a que me deu outra projecção. Hoje posso dizer que a gente nunca adivinha o futuro, mas se tenho sabido o que iria acontecer nunca lá tinha posto os pés (risos).
Em relação ao prazer... houve outras montanhas, como o Ama Dablam, que é lindíssima. Esteticamente é das mais bonitas do mundo, mas nem sequer tem 7000 mil metros. Recentemente escalei uma com 7200, o Pumori, que é vizinha do Monte Evereste, e que me ofereceu muitas dificuldades. Conseguirmos vencer todas as adversidades foi magnífico. Lá está, se tivesse sido fácil não tinha sido tão fantástico, até porque escalei com dois putos de 24 e 25 anos, que me viram como um irmão mais velho.

M.D. - Fez muitos amigos no alpinismo?

J.G. - Fiz. Estes putos são amigos. Criam-se laços de amizade que se prolongam muito além da expedição. Tenho muitos amigos, felizmente, e se não fosse a internet não sei como é que comunicava com eles todos.

M.D. - Mas perdem-se os outros, já que o tempo em casa torna-se quase inexistente!?

J.G. - Tornei-me quase um estranho, mas tento não perder o contacto. O problema é que sou um bocado cabeça no ar, e às vezes acabo por aceder a mais solicitações do que posso. É uma vida completamente alucinante, mas só vivemos uma vez, e temos que aproveitar ao máximo. Aliás, tenho muitos amigos do passado, embora exista pouco tempo para estar com eles. Mas não deixo de ser o mesmo João de sempre.

M.D. - Esses amigos vivem quase todos à volta do montanhismo?

J.G. - Vivem, porque quando se leva uma actividade de forma tão séria, acabamos por viver só para isto, aliás até deformamos a nossa vida. Agora, por exemplo, estou em mó alta, mas quando estou em baixo digo “é pá, caraças, só vejo isto à frente”. Mas é o meu gosto.

M.D. - O montanhismo é uma questão de vocação?

J.G. - Acho que uma pessoa, ao longo de 10 ou 12 anos, vai-se talhando para essa actividade. Vocação é descobrirmos que o nosso organismo é forte em altitude. E também tem a ver com a habituação às privações, de estar ali dois meses longe de casa, dos amigos, da família. A malta hoje em dia é cada vez mais piegas, e eu contrasto muitíssimo com isso; sou capaz de passar fome, sede, suportar calor ou frio. Hoje, as pessoas por tudo e por nada dizem “estou a morrer de sede, estou a morrer de calor, vou ligar o ar condicionado”. Não conhecem minimamente a realidade do que são situações extremas.

M.D. - Usando essa expressão, na montanha alguma vez sentiu que a sua vida estava em perigo?

J.G. - Tive a noção, mas não entro em pânico facilmente. Ao longo de todos estes anos de prática, habituamo-nos a situações de crise. E nada melhor do que a calma para combater essa pressão. Fiz-me assim, mas tenho a noção e o medo de certas coisas que acontecem, embora nunca tenha tido a sensação de que ia morrer. No Pumori, por exemplo, lembro-me de resolver alguns problemas que pareciam complicados.

M.D. - Depois da experiência no Evereste, alguma vez pensou em abandonar o montanhismo?

J.G. - Abandonar não, acho que nunca me passou pela cabeça. Havia sim, quando estava no hospital, muitas dúvidas em relação a quais seriam as minhas limitações, ou seja, se poderia continuar a fazer alpinismo de grande nível. Porque já não me contento em passar o resto da vida a fazer uma passeatas a pé e espero desafios ao mesmo nível, ou superiores àqueles a que estava habituado.

M.D. - Ser português é um handicap no mundo do alpinismo?

J.G. - No meu caso até posso dizer que funcionou um bocado ao contrário. Até há três anos, éramos um dos poucos países do mundo cuja bandeira nunca tinha subido ao cume mais alto do planeta e por isso o facto de ser português não foi, de todo, um handicap.

M.D. - Mas obriga-o a ter que incluir expedições que não são portuguesas.

J.G. - Tenho que me envolver num mercado europeu, porque por cá ainda não temos gente suficientemente motivada. Tenho a consciência de que sou um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento desta modalidade e, se calhar, quem vai ganhar são as próximas gerações, que já têm um ídolo, uma pessoa que deixou coisas escritas, para estudar. Funcionei um pouco como um pioneiro.

M.D. - Lida bem com essa ideia de ser um ídolo, tendo em conta que a eles também se pede um determinado comportamento?

J.G. - Acho que sim. Nunca pensei muito sobre o assunto (risos).

M.D. - Para todos os efeitos será sempre uma referência!

J.G. - Isso sim, e ainda é notório o reconhecimento das pessoas. Quando vou na rua reconhecem-me e cumprimentam--me ou dão uma força, dizem para continuar. Do ponto de vista psicológico é muito reconfortante ver que três anos após a escalada ao Evereste continuo a ser acarinhado pelas pessoas. E acho que lido bem com a fama.

M.D. - Se não tivesse seguido o alpinismo, quem seria hoje o João Garcia?

J.G - Provavelmente teria ido para uma das grandes áreas da exploração, de grande aventura. Não sei explicar bem porquê, mas cá dentro sempre tive uma vontade de me superar em grandes desafios. Se não fosse na montanha, se calhar seria no mar, pois desde jovem tive a influência do meu pai em relação ao mar. Se não fosse aí era nas grutas. Teria sempre que ver com aventura.

M.D. - Como é que a família reagiu ao seu interesse pelo alpinismo?

J.G. - Ao princípio foram os meus “paitrocínios”, e ainda hoje são, porque vivo em casa deles. Mas sempre me apoiaram dentro das possibilidades. Foram lidando de uma forma progressiva, tal como a minha progressão. Ao princípio partia por uma semana, depois passei a ir por duas e por um mês. Em 18 anos isto foi uma evolução muito lenta e natural.

M.D. - Nunca lhe disseram que, se calhar, era melhor parar porque a actividade estava a tornar-se perigosa demais?

J.G. - Disseram mais naquelas alturas em que vinha um bocado arranhado para casa. Mas fazem o lógico papel de pais, que querem o melhor para os filhos. Nisso foram excelentes. E havia depois outros familiares mais distantes que vinham com a conversa: “Que raio de ideia o miúdo havia de ter, agora alpinismo, porquê?” (risos) Não acompanharam esta lenta evolução, que justifica tudo.

M.D. - Em relação a morar em casa dos pais, suponho que nunca tenha tido qualquer sonho material, como ter casa e carro?

J.G. - É algo que não me preocupa, porque em 1990 fui viver para a Bélgica. Fui trabalhar e estive lá três anos, depois voltei e estive mais dois fora. Quer dizer, aos 24 anos já vivia sozinho, de maneira que aquela vontade dos jovens de saírem de casa já foi saciada. Aliás, tenho uma casa em todas as praias de Portugal e em todas as montanhas do mundo. É tão simples como isso, pelo que não sou muito apegado ao material.

M.D. - Mas mesmo nessa perspectiva e tendo em conta o preço de cada deslocação, é uma casa que sai cara?!

J.G. - Pois, mas é uma maneira engraçada de justificar o meu estilo de vida. (risos) Vamo-nos habituando a viver assim. Aceito as deformações que isso possa causar na minha vida, por enquanto.

M.D. - Já pensou em assentar, ter uma vida “normal”?

J.G. - Já houve alturas, naqueles momentos em que não se arranja dinheiro. Mas quem é que não tem os seus desesperos de vez em quando? Só nunca desesperei ao ponto de deixar, embora saiba que, mais dia menos dia, terei de assentar. Enquanto posso, tenho de ocupar o meu tempo para planear próximas expedições, manter-me activo. Pensarei no resto quando chegar aos 40 e tal, altura em que os joelhos precisarem de operações e as costas já doerem de andar com tanto peso na mochila. É certo que não estarei no alpinismo até ao resto da vida, mas há aí tanta gente contrariada, a conceber coisas de que não gosta, por necessidade, por obrigação. Se eu consigo ser um dos poucos privilegiados, só tenho é que me dar por contente. Temos que ser objectivos neste ponto de vista.

M.D. - Mesmo sabendo que pode morrer. Em relação a isto, a hospitalização em Saragoça correspondeu ao pior momento da sua carreira?

J.G. - Sim. Foi um golpe muito forte ter perdido um companheiro (Pascal Debrouwer), ter ficado com lesões e com aquela insegurança quanto ao futuro. Mas felizmente, e foi uma das razões por que estive naquele hospital, o pessoal em Espanha tem muita preparação. Quase todos os médicos eram montanheiros. Grande parte da minha correspondência continua a ser com indíviduos que me encorajaram na altura, e agora passo a ser eu a encorajar outros. Os médicos telefonam-me e dizem para os manter ao corrente do que tenho feito, para eles falarem para outros que também chegam lá com problemas. Porque é preciso animar a “cuca” para nos sentirmos bem.

M.D. - Como é que lidou com a morte de Pascal, seu companheiro de escalada?

J.G. - Vai-se lidando, digerindo.

M.D. - Lembra-se das escaladas que faziam juntos?

J.G. - Lembro-me, e recordo-me do Pascal. No dia 18 de Maio fez três anos que escalámos o Evereste, e ele foi dado como desaparecido um dia depois. E agora, por uma feliz ou triste coincidência, escalámos no dia 19 de Maio o cume do McKinley. Nunca me irei esquecer das datas e dos acontecimentos. É a vida.

M.D. - Tem noção de que grande parte das pessoas não teria voltado à montanha, por se tratar de uma situação traumatizante.

J.G. - Se calhar tenho uma coragem fora do normal, pelo que nunca tive essa ideia. Não só por mim, mas pelo próprio Pascal, que se estivesse lá em cima e nos estivesse a ouvir era capaz de ficar lixado, a dizer: “É pá, porra, desististe.” Nem que seja para dar sentido a estes últimos 18 anos da minha vida. O Homem quando nasce tem dois propósitos: reproduzir-se e ser feliz. Dá-me ideia de que são dois propósitos muito básicos da nossa pequena estadia aqui no planeta azul, de maneira que houve um acidente, uma recuperação. Em relação aos dedos, por exemplo, digo aos putos que isto vai crescer (risos). Mas a verdade é que tal não acontecerá, a mão já não é tão útil como antigamente, traz alguns problemas, mas posso continuar a fazer aquilo de que gosto, e como tal posso continuar a ser feliz. Isso é importantíssimo.

M.D. - A maneira com encara a vida tem a ver com a sua profissão?

J.G. - De uma forma simplista? Talvez tenha uma pequena influência do budismo. Não sou budista, mas sou simpatizante da mentalidade dessa gente, tão simples e que nos demonstra tão facilmente que nisso é que está a felicidade. É notório que aquela gente com dois trapinhos no corpo está sempre com um sorriso nos lábios, e nós, cheios de bens, andamos com umas “trombas”, todos agressivos uns para os outros. Tento ser um optimista.

M.D. - O prazer do alpinismo vai muito além de chegar ao cume?

J.G. - Claro. Essa é só uma parte da expedição, talvez a mais importante, é certo, mas não a única. Há também o prazer de visitar novos continentes, novas civilizações, culturas, religiões.

M.D. - Quais as surpresas do Nepal?

J.G. - O facto de ter lá ido muitas vezes traz outro fenómeno, pois tenho fortes laços de amizade com muita gente, e é um prazer lá voltar, levar-lhes umas prendas. Aquela gente de montanha é amigável e faço questão de quase todos os anos ir ao vale que dá acesso ao campo base do Evereste. Só àquele local fui seis ou sete vezes. Já tive que trocar de passaporte porque não tinha espaços para pôr os vistos do Nepal, que chegavam aí aos 17 ou 18. O ano passado até levei a minha mãe para conhecer essa gente, ver as montanhas.

M.D. - A partir de que momento é que decidiu que esta seria a sua vida?

J.G. - Talvez quando voltei para Portugal, em 1994. Por essa altura ainda estive a trabalhar numa agência de trekking, mas já dava comigo embrulhado nos assuntos e o patrão a dizer: “´O João, então, agora vais por quatro semanas, como é que pode ser? Pensei que estava a ficar preso outra vez , libertei-me e a partir de 1996 passei a dedicar-me só a isto.

M.D. - E como é que arranja o dinheiro?

J.G. - Há uma série de trabalhos paralelos, que ajudam. Nesse aspecto houve várias fases. Num determinado período fazia mais coisas com os muros de escalada, em que colaborava com a Câmara Municipal na dinamização desta actividade junto da rapaziada mais nova. Depois também houve a fase dos trabalhos verticais, a limpar as fachadas dos edifícios, a decoração de interiores nos centros comerciais, a colaboração com o cinema, televisão, publicidade, e a parte do ensinamento, com organização de viagens, dos cursos de escalada. Acabo por ser uma espécie de homem dos sete ofícios. Agora escrevi o livro, tiro fotografias. É um pouco de tudo.

M.D. - Tudo um bocado incerto.

J.G. - Incerto, mas que me dá a liberdade de que necessito para partir dois meses para uma expedição, e que é a tal coisa que nenhum patrão dá. Acabamos por fazer opções de vida, e aceitamos ou não. Há amigos meus que tinham trabalho e estavam limitados por isso, nunca fazendo uma expedição aos Himalaias. No meu caso tive que pagar o tal preço, não tenho um salário como o deles, nem uma segurança, mas faço o que gosto.

M.D. - A prioridade máxima...

J.G. - ...é a liberdade. Se estivéssemos no 25 de Abril punha-me aqui a cantar qualquer coisa (risos).

M.D. - Mas chegou a ter uma empresa com o Pascal!

J.G. - Isso extinguiu-se logo em 1999. A esposa do Pascal pediu-me conselhos e achámos melhor fechar. E nunca pensei em voltar a montar uma agência de viagem, porque uma pessoa tem que ser patrão, e não há ninguém que tome conta dos assuntos burocráticos. Quando damos por ela estamos completamente agarrados à secretária, aos telefones e aos computadores, cheios de obrigações e responsabilidades. Não é para já compatível com a minha actividade. Prefiro ser independente.

M.D. - É uma pessoa muito viajada. Fora da actividade de alpinismo, o que é que conhece?

J.G. - Fora desse circuito nunca fiz nada. Se me perguntas se alguma vez fui ao Brasil fazer umas férias de praia, não (risos). Há sempre prioridades, os meios não são muitos e vai tudo para o trekking e para expedições de alpinismo. Mas comparando com produtos de férias clássicas, como a praia, os hotéis e os guias, acaba por ficar ao mesmo preço. Agora, a diferença é que eu chego ao acampamento e durmo em tendas, a comida é enlatada, passo frio. É uma questão de opção.

M.D. - Como é que surgiu a ideia de escrever o livro?

J.G. - Foi fruto de um desafio do próprio editor da Dom Quixote, que sabia que eu tinha algumas coisas escritas e me perguntou se não queria fazer um livro. A princípio disse-lhe que estava muito mal, mas ele tanto insistiu que, com a ajuda de uma colega tua, lá surgiu essa prosa final.

M.D. - A ascensão ao McKinley representou o regresso à alta montanha?
No fundo é voltar aos grandes desafios, e isso para mim é muito importante. Quem já andou na Fórmula 1 e deixou deve ter sofrido muito. E quero manter-me nas grandes aventuras.

B.I.

Nome Completo: João José Silva Abranches Garcia
Idade: 34 anos
Naturalidade: Lisboa
Estado Civil: Solteiro

Viagem que ainda não fez: à Lua
Primeiro emprego e primeiro ordenado: tropa, 22 contos
Música: Money, dos Pink Floyd
Filme: Danças Com Lobos
Restaurante: o Everest Steak House, aquando do regresso, com um bom bife e umas batatas fritas
Cidade: Katmandu
Maior defeito: teimosia
Virtude: determinação
O que mais admira nas pessoas: honestidade
O que não suporta: mentira
Compra mais extravagante: esbanjar dinheiro não é comigo
Hobbies: fotografia, escrita, leitura
O que levaria para uma ilha deserta: uma mulher
Prato que odeia: como tudo
Clube de futebol: Sporting
Pecado mortal: matar
Máxima de vida: ser feliz
Ambição: continuar por cá muitos mais anos
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