O legado dos portugueses no Havai

O que por lá ficou de Portugal 140 anos depois da chegada das primeiras famílias de emigrantes.
Por Miguel Balança|28.10.18
O legado dos portugueses no Havai
Foto Direitos Reservados
Há 140 anos, em pleno verão de 1878, o navio ‘Priscilla’ zarpava do Funchal com destino às ilhas Sandwich. Quatro meses depois, a 30 de setembro, aquela embarcação alemã - de madeira, com três mastros – aportava em Honolulu e inaugurava um movimento migratório que nos primeiros dez anos transportou mais de 11 mil emigrantes portugueses – a maioria da Madeira e dos Açores – para aquelas ilhas do Pacífico. Vivia-se a primeira vaga de emigração portuguesa para tão longe.

A viragem do século levaria para o Havai alentejanos e durienses que, inadaptados à vida de ilhéu, migraram para a Califórnia, na costa oeste dos EUA. Os que ficaram encontraram meio milhar de nacionais já instalados no arquipélago. João (John) Elliott de Castro, o primeiro colono luso e distinto médico do rei Kamehameha, havia inaugurado, décadas antes, a travessia que na segunda metade do século XIX transportava a força do trabalho luso para as plantações de cana-de-açúcar. Hoje os seus bisnetos são empresários de sucesso e dão cartas na política. Desligaram-se da língua, mas são lusodescendentes com orgulho.

A 23 de setembro de 1886, o navio inglês ‘Amana’ aportava no Havai com o pai de Audrey Rocha Reed (77 anos) a bordo. A mãe chegou no ‘Suveric’, em 1906, acompanhada da família madeirense enlutada pela viagem – Carolina, a mais nova de três irmãos, morreu de sarampo pouco antes de o navio atracar em Honolulu.

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