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O tablet de Hawking

Apesar da doença, o físico comunicava através de um dispositivo que já existe em Portugal.
João Ferreira e Suely Costa 8 de Abril de 2018 às 01:30

Stephen Hawking foi uma das mentes mais brilhantes e, apesar das limitações físicas conseguia comunicar de forma notável usando a bochecha. O físico dedicou a sua vida ao   estudo   de   formas   de   viajar   no tempo para melhor compreender o início do universo. Aos 21 anos foi-lhe diagnosticada Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença que afeta as células nervosas que controlam os músculos, que o levou a viver numa cadeira de rodas.

Deram-lhe   apenas   dois   anos,   a verdade é que viveu até aos 76. Ficou sem voz depois de uma pneumonia ter obrigado a realização de uma cirurgia à traqueia, mas graças a um sintetizador de voz voltou a falar. Foi instalado um tablet na cadeira que recebia informação através de um sensor de infravermelho instalado nos óculos, que captava pequenos movimentos da bochecha direita,   e   assim   o   físico   conseguia selecionar palavras no ecrã.

Este software chama-se ACAT. É gratuito e até tem uma versão em português. É inteligente, por isso sugere palavras e assim Hawking conseguia escrever os seus textos e discursos que ganhavam vida graças a um sintetizador. Carlos Catalão, da Ciência Viva, diz que o físico britânico "foi pioneiro na investigação de sintetização de voz para comunicar toda a ciência que tinha em si". Esta supercadeira também permitia abrir portas, acender luzes e ligar a TV ou até o ar condicionado, através de um comando por Bluetooth ou infravermelhos. O modelo existe em Portugal e garante maior autonomia a quem tem mobilidade reduzida. Para quem vive em superação constante, a evolução da ciência e da tecnologia acaba por servir de inspiração.

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