O último dos padrinhos galegos

O clã mafioso galego, cujo patriarca tentava passar cocaína a 400 milhas da Madeira.
Por Fernanda Cachão|12.08.18
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O último dos padrinhos galegos
Foto Direitos Reservados
família alcançou a fama ao mesmo tempo de Baltasar Garzón, o magistrado espanhol que declarou guerra ao narcotráfico, à lavagem e falsificação de dinheiro e por isso passou a ter motorista, carro blindado e escolta policial. A mega operação ‘Nécora’, onde o então jovem juiz esteve envolvido, logo no início da década de 80, desferiu já em 1990 um rude golpe em clãs mafiosos galegos como Los Oubiña, os Miñanco ou os Charlín - tirou, por exemplo, a estes últimos, o patriarca.

Condenado a quatro anos de cadeia, Manuel seria libertado para novamente ser preso em 1995 por Garzón porque seis anos antes fora responsável pelo transporte de 600 quilos de cocaína da Colômbia para as Rias Baixas. O juiz foi encontrá-lo escondido num alçapão do ginásio de sua casa. O irmão José Luís foi preso em Portugal.

A 17 de julho de 2010, Manuel foi solto e oito anos depois, esta semana, aos 85 anos de idade, novamente detido com o seu filho Melchior, de 57 anos. Uma operação da polícia espanhola tinha intercetado um barco com bandeira do Panamá, a 400 milhas da Madeira, que transportava 2,5 toneladas de cocaína.

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