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OCTÁVIO MACHADO: EU GOLEARIA A CONCORRÊNCIA

Eternamente conhecido como um dos ‘duros’ do futebol português, Octávio Machado foi durante anos figura carismática do FC Porto, mas mesmo nessa altura, quando o apelo dos relvados era maior do que o da vinha, nunca deixou de ser um homem do campo.
10 de Outubro de 2004 às 00:00
Muita vezes, a agenda da equipa portista impedia-o de passar mais tempo na quinta de Palmela, onde regressou qual filho pródigo depois da desilusão com o meio desportivo.
Hoje, o ex-treinador mata as saudades das vitórias futebolísticas com a produção de vinho, ou na plantação de árvores de fruto. “Gosto de ser livre, de não ter amarras, e o campo e a natureza dão-me a capacidade de fazer algo de que retiro prazer sem me sentir preso.”
Na fase das vindimas, por exemplo, Octávio Machado chega a acordar às 5h30 da manhã e a trabalhar 12 horas seguidas. Por causa dessa dedicação, afirma que jamais aceitaria entrar num programa como a ‘Quinta das Celebridades’. A experiência faria dele um ponta-de-lança com pontaria afinada, tal o à-vontade com que manuseia a enxada ou conduz um tractor: “Se fosse pela adaptação, golearia toda a concorrência, pois executo aquele trabalho diariamente”.
Resta-lhe sentar-se no sofá e assistir às trapalhadas dos novatos nestas andanças, alertando-os para o facto de não esperarem uma vida fácil, ou repleta de grandes mordomias, até porque “é preciso gostar muito disto”.
Depois deste ano ter assistido ao tenebroso espectáculo da Serra da Arrábida a ser devorada pelas chamas, Octávio só espera que o concurso sirva como veículo de informação: “O programa ganharia se entre as discussões e as conversas fosse transmitido para a opinião pública um sinal de alerta para com as áreas florestais e os perigos da sua destruição”.
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