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Correio da Manhã

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Os patudos mais famosos da internet

Alguns tiveram um passado duro, outros são simplesmente originais e muito amados. Fazem as delícias de milhões de seguidores nas redes sociais
Vanessa Fidalgo 16 de Setembro de 2018 às 12:00
Cão
Cão FOTO: Getty Images
Sinal dos tempos, agora é literalmente verdade que quase todo o cão e gato tem uma página na internet. E alguns até já conquistaram muito mais fama e seguidores do que a esmagadora maioria dos humanos nas redes sociais.

O par de patudos mais famoso das redes sociais será provavelmente Henry e Balloo. A sua história começou no dia em que Cynthia Bennett e Andre Sibilsky, um casal de namorados norte-americano, decidiu arranjar um cão. Primeiro, o seu sonho era adquirir um golden retriever, mas depois concluíram que era preferível dar uma segunda oportunidade a um cão retirado da rua.

Foi com esta expectativa que chegaram a um evento de adoção no Colorado, em 2014, conheceram Henry, uma mistura de pastor alemão, husky e american staffordshire terrier, que aos três meses e meio lhes saltou para o colo e de lá nunca mais quis sair.

Desde logo, Henry passou a ser tão viciado em caminhadas como os donos, que iam postando as fotos dos passeios na internet, como aliás faz uma boa parte das famílias que tem animais de estimação e cria uma conta em nome deles para partilhar com amigos e conhecidos as suas gracinhas. Durante os primeiros anos, Henry tinha bastantes seguidores, mas nada que se comparasse ao fenómeno que lhe ia suceder…

No ano passado, Cynthia e Andre quiseram também juntar um felino à família e adotaram um gatinho abandonado que, tal como Henry, tinha sido recolhido por um gatil. Deram-lhe o nome de Baloo, como o urso professor de Mogli de ‘O Livro da Selva’ e, quando o apresentaram a Henry, a amizade foi instantânea.

"Tornaram-se inseparáveis desde o primeiro minuto. Dormiram na mesma cama, partilharam os brinquedos. Só que Baloo cresceu a pensar que é um cão. Não é o tipo de gato que podes deixar em casa aos fins de semana", contou recentemente Andre numa entrevista ao site The Dodo. É que o gato Baloo chorava tanto quando ficava sozinho em casa sem Henry que Cynthia e Andre acabaram por começar a levá-lo nos seus longos passeios pelos parques nacionais do Colorado. O único problema é que Baloo cansa-se mais depressa mas, quando isso acontece, a solução está logo ali ao lado: salta para as costas do cão, dando origem a deliciosas fotos que comoveram o Mundo e num ápice se tornaram virais. São já 852 mil os seguidores da sua amizade incondicional no Instagram.

Mas Henry e Baloo não são, felizmente, caso único. Outros animais resgatados enterneceram o mundo virtual com as suas histórias de vida duras mas com final feliz. Um deles é Toast, uma King Charles Cavalier encontrada perdida, em hipotermia e quase às portas da morte, no meio de um nevão na Carolina do Norte (EUA). As autoridades recolheram-na mesmo achando que já não havia nada a fazer, mas Toast, milagrosamente, recuperou. Seguiu-se uma nova luta para encontrar os donos de Toast mas, como nunca ninguém apareceu a reclamá-la, acabaram por encaminhá-la para um canil em Nova Iorque. Como tinha apenas três meses e meio de vida, as probabilidades eram boas. Assim aconteceu. Toast encontrou na ‘cidade que nunca dorme’ uma nova humana que prometeu não a perder. Tratava-se de uma nova-iorquina ligada ao mundo da moda, que resolveu tentar a sorte de Toast no meio e fez dela uma modelo e socialite. Agora, é famosa e participa em diversos eventos e campanhas publicitárias.

Outros animais podem contar histórias semelhantes. Fruto de maus-tratos e doenças, Marnie, também uma ‘menina’, ficou com marcas para a vida: a cabeça ligeiramente de lado e a língua caída. Nada que tenha feito a humana que a adotou e tratou (Shirley Braha) achá-la menos bonita, opinião que encontrou eco nos 200 mil seguidores desta cadelinha já de proveta idade: 16 anos. A ela podíamos juntar Lil Bub, uma gatinha nascida com um defeito genético que faz com que não consiga esconder a língua - o que ao mesmo tempo lhe dá um ar muito ternurento. Ou mesmo Simon, um gatinho que andou dois anos na rua até encontrar colo em JJ Yosh, do Colorado, que o leva dentro da mochila para todas as suas viagens.

Neste campo, a originalidade conta. E muito. No Japão vive Maru, um gato que deve ter sido engenheiro civil noutra reencarnação, pois a sua brincadeira preferida é entrar e sair de caixas. Não deve ser apenas divertido para ele: os seus vídeos foram exibidos mais de 325 milhões de vezes, número recorde que foi até distinguido em 2017 pelo Guinness. Ou Boo, um Lulu da Pomerânia, que começou a fazer sucesso com vídeos no YouTube e no Facebook, em que tem uma página de fãs assinada por mais de 16 milhões de pessoas.

O mais engraçado é que tudo aconteceu por acidente. Certo dia, Boo - que, embora não pareça, é um Spitz Alemão - andou a brincar na rua e sujou-se com uma resina extremamente peganhenta. Não havia nada a fazer a não ser tosquiar-lhe o pelo rente, o que resultou num penteado muito peculiar para a sua raça. A dona partilhou o resultado da diabrura na página que tinha criado para os seus animais de estimação e, a partir daí, as suas fotos tornaram- –se virais. De tal forma que Boo passou a usar o corte para sempre!

Mas não é preciso ser fofinho nem convencional para alcançar a fama nas redes sociais. Uma cobra do Zoo do Bronx, em Nova Iorque, conquistou o carinho do público no Twitter, onde reúne 200 mil seguidores, muito por causa do seu humor com uma pitada de sarcasmo e muita personalidade. Mais fotogénica é Darcy que, apesar dos picos (trata-se de um porco-espinho), está sempre a receber dos seus 306 mil seguidores no Instagram comentários que a elogiam com adjetivos como "fofinha"…

Portugal não fica de fora deste fenómeno: Bennie e Bill são dois bulldogs com 55 mil seguidores no Instagram. Há ainda o Farinha, um cão blogger (30 mil seguidores) e até um weimaraner chamado Pó de Arroz que já captou a atenção de 57 mil pessoas, para as quais, certamente, não há humor de cão que resista quando põem mais um gosto na página do ‘seu amigo’ virtual patudo.

Primeiro cão famoso era adotado 
Toto fez carreira no cinema
Muitas destas histórias de animais resgatados ao abandono fazem agora justiça à memória de Terry (também conhecido por Toto), provavelmente o primeiro animal adotado a tornar-se famoso no Mundo inteiro. Estava-se nos anos 30 e Toto andava a vaguear num campo quando foi recolhido pelo alemão Carl Spritz, que trabalhava em cinema. Tornou-se um cão-ator e fez mais de 17 filmes de sucesso, incluindo o clássico ‘O Feiticeiro de Oz’,no qual era o animal de estimação de Judy Garland
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