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Os primeiros Morangos da televisão

Sara Moniz casou com um japonês. João Queiroga tira um curso na Índia. Mas a maioria continua a aproveitar aquilo que os ‘Morangos com Açúcar’ lhes possibilitou: ser actor. Que é feito dos miúdos de 2003?
30 de Março de 2008 às 15:00
Os primeiros Morangos da televisão
Os primeiros Morangos da televisão FOTO: d.r.

A promessa dos spots que anunciavam a estreia cumpriu-se: ‘Eles vão agitar a tua vida’. O fruto vermelho que deu o nome a uma geração de adolescentes - a dos ‘morangos’ - integrou pela primeira vez o menu televisivo a 30 de Agosto de 2003. O tempo passou pela série, em breve a comemorar o quinto aniversário, mas também pelos actores que deram o corpo (e o trabalho) à primeira temporada do êxito televisivo. Ganhavam 1500 euros e eram, na sua maioria, inexperientes.

Quem os viu e quem os vê. O espelho não reconheceria a mudança. O corpo cresceu, a voz mudou de tom. É tarefa difícil conseguir ver o ‘Dani’ dos óculos redondinhos, dez anos cheios de vontade de crescer, ao olhar para o Diogo Martins. Os cinco anos que passaram parecem a uma década de distância. Não mudou a vontade de fincar o pé na arte que lhe permite ser outras pessoas. Até porque a vontade tem dado frutos - ‘Clube das Chaves’, ‘Floribella’, ‘Mini Malucos’.

Agora, ‘Rebelde Way’, prestes a estrear. A escolha é dele, tal como a de jogar futebol, ir ao cinema, navegar na net. 'Não é por ser actor que sou diferente dos rapazes da minha idade, mas ganhei mais responsabilidade ao conciliar a escola com as novelas.' Tem conseguido desde o primeiro casting na Feira Popular – a ponte para o mundo onde já ganhou o direito a pertencer.

Ana Marta Ferreira também. Longe está da tímida ‘Anita’. A criança de oito anos que era tornou-se uma adolescente de calças justas e lenços esvoaçantes, 13 anos que gostam 'de ir ao cinema, andar de mota no campo', soltar conversa fora 'nos cafés com os amigos.' Não tem prejudicado a escola, o sétimo ano é disso prova. Representar - desde os ‘Morangos’ não pararam as propostas (e a vontade) - só não lhe deixa tempo para o desporto; encostou também o violino onde dava os primeiros acordes, por falta de tempo.

A ‘Rebelde’, onde voltou a contracenar com o amigo Diogo, é o sexto projecto em televisão, fora as locuções e as sessões fotográficas. Quer (continuar a) ser actriz. 'Mas como não é certo, quero tirar um curso ligado às artes', explica a adolescente. Carolina Castelinho, a ‘Su’ na sobremesa da TVI, concorda. Quer ter um segundo ofício. 'Actriz e médica', diz a menina-mulher de 15 anos que começou na televisão com seis, na ‘Lusitana Paixão’.

Dos ‘Morangos’, diz que 'foi muito giro.' Entretanto, Carolina passou pelo ‘Detective Maravilhas’, ‘Vasquinho e Companhia’ e ‘Floribella’, projectos que já acabaram. 'Estou à espera de convites porque é mesmo isto que eu gosto de fazer', conta uma das melhores amigas de Ana Marta. Desde que se conheceram nos ‘Morangos’ criaram laços que se apertam com idas ao cinema, passeios e muita conversa - principalmente quando dormem em casa uma da outra.

Núria Real, também parte do núcleo infantil da primeira série, ainda dormiu muitas vezes na casa da Carolina durante as gravações. Era das Caldas da Rainha e, para facilitar, ficava em Lisboa - perto dos estúdios. Há muito tempo que não ‘dorme’. Pouco depois dos ‘Morangos’ a ‘Patrícia’ da série, hoje com 15 anos, abalou de Portugal.

'A minha mãe veio trabalhar para Inglaterra (Sheffield) e eu vim', conta a adolescente que antes da partida ainda teve tempo de participar no cómico ‘Vasquinho e Companhia’. 'Se gostava de voltar a ser actriz? Adorava, são experiências únicas, mas no futuro gostava de ser jornalista ou obstetra', confessa Núria, a frequentar um curso de actores em Terras de Sua Majestade ao mesmo tempo que o 10º ano na escola. Dos Morangos, ficaram as saudades. 'Da Carolina, do Diogo, do Angélico [o ex-D’ZRT contracenou com ela na série II]'. Comunicam através da internet, 'chats e mail.'

Gabriel Cândido também recorda sorridente a primeira experiência em televisão. Dos dez anos que tinha aos 14 que tem vai quase um metro de distância. Hoje, com quase 1,80, deixou crescer o cabelo, alargou as calças pela medida da moda. Para muitos, ainda é o ‘Gongas’, que entrou no primeiro ‘Morangos de Verão’ e que, depois das férias, ‘partilhou’ casa com as ‘irmãs’ Cláudia Vieira e Rita Pereira. Sortudo, dirão alguns. 'Na rua chamavam-me ‘Gongas’, acho que por ser malandro despertava simpatia', explica de sua justiça o adolescente que teve como último projecto em televisão ‘O Bando dos 4’. Continua a fazer teatro.

Muitos foram os novos talentos em que o cocktail adocicado apostou, como ingrediente para o sucesso. Sucederam-se os castings, uma montra por onde desfilaram milhares de jovens, sedentos de fama e proveito na arte de representar. Uns, na peugada da experiência. Outros, recrutados em agências de modelos à procura de uma longevidade que a carreira na moda não proporciona. Muitas caras bonitas e corpos habituados ao vaivém das passerelles e sessões fotográficas. A tendência de transformar modelos em actores, com pouca representação até aí, começou a sobressair na primeira geração do formato.

As críticas fizeram-se ouvir com alarido, mas dentro do grupo dos que descolaram na moda há casos de continuidade. Os ‘Morangos’ tornaram-se uma escola de actores, a um passo das desejadas novelas para adultos. José Mata surpreendeu-se com o 'bicho' que o mordeu quando foi chamado a representar. Nunca tinha pensado ser actor mas a entrada 'de pára-quedas' através de um casting da sua agência não lhe valeu uma aterragem forçada. Pelo contrário. Levou à letra a oportunidade e fez dos ‘Morangos’ trampolim para ir mais longe. 'Passado um mês de entrar na série decidi que queria ser actor.

A experiência teve peso na aprendizagem mas foi com o ‘Fala-me de Amor’ que senti verdadeiramente evolução', garante José, 22 anos mais maduros que os 18 com que estreou. A frequentar o segundo ano do Conservatório já fez parte do elenco de duas telenovelas desde que o ‘seu’ ‘Nelson’ saiu de cena nos ‘Morangos’. Liliana Santos também faz parte do lote que a moda empurrou. 'Não sabia bem o significado de gravar, foi tudo muito rápido, era difícil ter tempo para nos apercebermos das coisas, só no ‘Ninguém como Tu’ é que consolidei a vontade de seguir esta área', explica a ‘Lisa’ que infernizou a personagem de Benedita na série de Verão. Seguiu em frente, uma incursão no cinema e um par de participações em produções portuguesas. ‘Resistirei’ é a mais recente.

Benedita Pereira não voou da moda directamente para os ‘Morangos’, embora há muito fosse manequim. Antes da série teve pequenas participações em telenovelas e fez formação na área - um curso de teatro que lhe ensinou o palco entre os 8 e os 16 anos. A viver actualmente na atribulada Nova Iorque, onde os ponteiros marcam menos cinco horas que em terras lusas, Benedita tece os dias com a certeza de que o caminho não pode ser outro senão representar.

A consolidar os passos que a experiência já ensinou a andar, é com a alegria que só as boas lembranças trazem que a actriz recorda o primeiro grande desafio – 'Trabalhei muito, suei muito, mas diverti-me ainda mais e fiz os melhores amigos do Mundo. São memórias que tanto me fazem rir às gargalhadas como me fazem sentir nostálgica por não poder voltar atrás e viver tudo de novo', conta a jovem ainda hoje das caras mais associadas à primeira geração dos ‘Morangos com Açúcar’. O papel da protagonista ‘Joana’, aos 18 anos, rendeu-lhe visibilidade e rapidamente a transformou num ídolo para os mais novos – que durante muito tempo a trataram pelo nome da personagem que então interpretou.

As recordações de Diogo Amaral, na série um dos vértices do triângulo amoroso que tinha como centro a personagem de Benedita, partilham do mesmo estado de graça. 'Foi muito marcante, até porque, por sorte ou divino, juntou-se um grupo que se tornou quase uma família, mesmo como irmãos.' Na altura em que começou a dar de si às tiranias do vilão ‘Ricardo’, Diogo nem imaginava o que por aí vinha – não antecipou o sucesso mas desde o início sentiu a responsabilidade que o primeiro trabalho num elenco principal trouxe às costas.

'Quando começámos a gravar não sabíamos como ia correr, havia muita gente a dizer que não ia resultar, ainda nem tinha nome. Tivemos a estrelinha de ser um projecto vencedor. A seguir aos ‘Riscos’ foi a primeira novela em que os mais novos tiveram os papéis principais', comenta o actor que depois da série da TVI foi, entre outros trabalhos, protagonista na concorrente ‘Floribella’ e não mais teve descanso nas lides televisivas. Em fase de plena realização profissional, Diogo tem sabido agarrar as oportunidades: 'Como diz o meu instrutor de ioga: temos de viver a vida segundo a segundo, mas tenho sido um privilegiado com os desafios que me têm aparecido.' Ana Guiomar escolhe outras palavras mas o sentimento é o mesmo.

Os trabalhos têm-se sucedido num ritmo galopante desde que saiu da açucarada série – e é a essa primeira participação que deve os passos seguintes. 'Sem os ‘Morangos’ não tinha chegado até aqui e o meu percurso teria sido diferente', admite Ana, hoje com 19 anos chamados à segunda versão da telenovela ‘Vila Faia’ para contracenar com a veterana Simone de Oliveira. Para a actriz, recordar o início do caminho que começou com a ‘sobremesa’ de dramas e inquietações típicos da adolescência, é pensar 'nos amigos, no concretizar de um sonho.' E, acrescenta sem melindre, 'na melhor experiência até aqui, que vai ficar sempre no coração.'

João Catarré e Patrícia Candoso bem podiam assinar por baixo no que toca ao coração. O primeiro casal que saltou da tela dos ‘Morangos com Açúcar’ para a vida real travou conhecimento durante a série e, o Cupido não fez por menos, casou em Setembro de 2006. As memórias que os dois actores preferem nomear são, apesar disso, outras que não as pessoais. Percebe-se. João, que deu corpo ao protagonista ‘Pipo’, elege 'as pessoas e o ambiente' como a cereja em cima do bolo que foi a série juvenil. 'Foi um marco na minha carreira, que implicou uma dedicação e uma disponibilidade total.'

Depois dos ‘Morangos’, o jovem de 27 anos, agora também no elenco de ‘Vila Faia’, participou numa outra ficção da TVI, apresentou ‘Destinos.pt’ e abriu uma loja de roupa com Patrícia, a mulher. Ela que partilha da ventura de ter conseguido levar a carreira a bom porto – como quem diz, ter trabalho. No ‘High School Musical’, agora em cartaz no Porto, a problemática ‘Sara’ dos Morangos põe em cena a sua outra paixão: a música; ela que foi a primeira voz lançada pela série – antes da febre D’ZRT.

Nos escaparates tem dois álbuns e na internet um activo clube de fãs. 'Foi uma fase muito importante da minha vida profissional, principalmente porque surgiram oportunidades noutras áreas', diz com as cartas na mesa quem lembra 'com saudade' a 'equipa fantástica' do seu segundo projecto em televisão - um ano antes tinha feito ‘Sonhos Traídos’. Nos mesmos ‘Sonhos’ entrou Manuel Moreira, que reencontrou Patrícia na sobremesa da estação de José Eduardo Moniz. 'Os Morangos marcaram-me mais porque foi um ano inteiro de gravações, horários intensos, aprender a gerir as emoções de um grupo.

Tivemos a sorte de ter uma química pessoal e profissional que gostaria de encontrar em todos os trabalhos', explica o estudante na Escola Superior de Teatro e Cinema. Muitos, não só Manuel, acabaram por ir procurar bases à formação depois da série. Rita Ruaz é disso exemplo. Acabou a licenciatura em Cinema depois do 'marco importante' que foi participar na ficção que teve adesão em massa dos adolescentes. 'Foi a primeira experiência profissional' da jovem que três anos depois vestiu a pele da criada ‘Dulce’ na ‘Doce Fugitiva’ e está agora em ‘Pena Capital’ a fazer-se no palco.

É também o teatro o único vínculo que liga, neste momento, Olga Diegues - que também começou na moda - à representação. ‘Confissões de Adolescente’, onde reencontrou Ana Guiomar, tem percorrido o país e, através dela, Olga continua na área 'lúdica e que dá prazer.' Concilia com o trabalho numa empresa da família ligada à electrotecnia – 'não tem glamour nenhum, só papelada e dores de cabeça, mas é bom investir numa coisa que é nossa.'

Também a investir noutra direcção, no caso a doutrina do marketing e da publicidade, encontra-se Joana Nunes, no segundo ano do curso. A ‘Sofia’ dos Morangos optou por dedicar-se aos estudos, embora continue inscrita numa agência de manequins. 'Aprendi muitas coisas na televisão, fiz muitos amigos e não ponho de parte voltar à representação, se surgirem propostas depois do curso.' Ainda hoje Joana mantém contacto com alguns dos ‘moranguitos’ que contracenaram com ela na série que se tornou uma marca viva - um produto desenvolvido para multiplataformas que enriqueceu os cofres da TVI em poucos meses.

Poucos meses também (até menos), bastaram para que Tiago Aldeia se tornasse conhecido como o ‘pedrado’ ‘Rodas’ - personagem que introduziu o tema ‘droga’ na primeira geração do formato. Um dos assuntos menos doces (e polémicos) escolhidos para alertar as crianças e jovens frente à televisão. Para Tiago os ‘Morangos’ foram a primeira experiência profissional. 'Fazia teatro amador desde cachopo' antes de se estrear no pequeno ecrã com a figura que lhe granjeou o reconhecimento dos fãs, contagiados pela irreverência da personagem que esteve no ar mais de dois anos. 'Ainda me associam ao ‘Rodas’, vou chegar aos 50 anos e vão falar-me dele.' O que também marcou foi a união entre o elenco.

'Como começámos todos do início criámos uma relação muito forte que ajudou ao sucesso que foi. Ainda hoje somos amigos', conta Tiago, em breve na televisão com um ‘nerd’ na ‘Rebelde Way’ que em nada tem a ver com o ‘Rodas’ nem com o 'sacana' que interpretou na telenovela que se seguiu. Os dez meses em que esteve parado, depois de deixar a série, não o assustaram. Aproveitou para pisar o palco do Teatro da Trindade com ‘1755 - O Grande Terramoto’, uma oportunidade para rever Benedita.

António Lima é que chegou a assustar-se com a pausa que se seguiu ao rastafari ‘Zulu’. 'Infelizmente não surgiram grandes propostas de trabalho depois deste projecto, provavelmente pela imagem forte com que o personagem me marcou. Hoje ainda todos se lembram; foi importante a nível pedagógico porque defendia a paz, a reciclagem e a harmonia', recorda António, que na bagagem já levava participações na ‘Filha do Mar’, ‘Super Pai’, ‘Bons Vizinhos’ e ‘Bairro da fonte’. A colagem ao ‘Zulu’ tê-lo-á prejudicado nos primeiros tempos, mas foi chuva de pouca dura. 'Estou a participar numa série televisiva que estreia em breve. Sinto-me com sorte neste momento da minha carreira e estou a aproveitar porque já tive momentos difíceis.'

Matilde Breyner sabe bem dos tempos difíceis de que fala António. Depois dos ‘Morangos’ as únicas propostas que surgiram na área da representação 'não eram aliciantes.' E diz: 'como não devemos mudar de cavalo para burro não aceitei.' Investiu no curso de Comunicação Empresarial, que a levou num estágio até Madrid e, desde há dois meses, à brasileira São Paulo - onde está a procurar trabalho na área em que se formou. Não que Matilde tenha descartado a hipótese de voltar a representar. 'Quero fazer e o curso de actores do Wolf Maya, da Globo.' Renunciar, nunca: 'Não devemos desistir, penso que o tempo se encarrega de mostrar quem é realmente bom naquilo que faz', justifica a jovem de 24 anos que tem laços familiares com a poetisa Sophia. E com a actriz Ana Brito e Cunha, prima com quem já trabalhou.

Também no estrangeiro, em ‘dois passos pela Índia’ (nome que deu ao blog pessoal na internet) está João Queiroga. O ‘Tiago’, mano de Catarré, Solnado e Castelinho na série, estará, até 2009, no país asiático a fazer o International Baccalaureate (IB) - um programa de ensino internacional que, espalhado pelo Mundo, tem por base a multiculturalidade. Ninguém sabia onde parava João, hoje com 18 anos, mas através da pista ‘Pupilos do Exército’, o colégio militar que frequentou em Portugal, encontrámo-lo 'feliz da vida por estar a conhecer novos mundos' e num entusiasmo só visto pela 'quantidade de pessoas diferentes' que tem conhecido. Depois da experiência nos ‘Morangos’ - 'mágica' - participou em dois musicais.

Danae Magalhães também está a estudar fora do país. E também longe, no sudoeste do Oceano Pacífico, na Nova Zelândia, quase a terminar o curso de gestão ao mesmo tempo que a desenvolver projectos em teatro. Regressará a Portugal em breve. A jovem que estreou na telenovela ‘Amanhecer’ foi ‘Diana’ nos açucarados ‘Morangos’ e, desse tempo, recorda 'a energia entre os actores e a equipa técnica, das melhores' que diz ter vivido. Já Sara Moniz foi para fora de portas lusas com um objectivo com mais de tesouras que de palco. Casou em 2007 com um japonês, foi mãe de Aida e exerce o ofício de cabeleireira na capital inglesa.

David Cabecinha, ‘Paulo’ na estação quente da ficção juvenil escolheu outra ‘arte’: está a formar-se em Ciências da Comunicação, depois de uma meteórica incursão na Radiologia. Foi o afoito rapaz que, num spot publicitário, entra numa óptica para comprar preservativos. Está a fazer teatro com um grupo de teatro académico que vai à vizinha Espanha defender um troféu.

Joana Solnado está mais perto, difícil é não a ver na televisão. ‘Ilha dos Amores’ e ‘Primavera Todo o Ano’ foram os trabalhos mais recentes. Rodrigo Saraiva - que à semelhança de Catarré e Patrícia encontrou o amor nos ‘Morangos’ - participa também na ‘Rebelde’ que aí vem. João Baptista entra na mesma ficção da SIC - que promete fazer concorrência com a série sumarenta onde o grupo se conheceu. Mais nova, Sofia Arruda não tem menos experiência.

Tirou um curso de estilismo num momento de pausa mediática, mas tem continuado pela TVI, onde começou anos antes da sua ‘Lara’ certinha integrar o cocktail de fruta. ‘Deixa-me Amar’ é onde pode ser vista a menina de Almada que já é quase mulher. Filomena Cautela e Teresa Tavares nem isso têm tido. A primeira, que seduziu nos ‘Morangos’ com ‘Carla’ passou pela MTV, fez ‘Vingança’ e estreou este mês ‘Mil Olhos de Vidro’ no teatro. Teresa, que antes de ser a doce ‘Mónica’ conheceu o mediatismo com os ‘Jardins Proibidos’ e o ‘Anjo Selvagem’, entra agora no ‘Conta-me como Foi’. 'A minha única escolha tem sido ser actriz', diz.

Uns têm mais dúvidas que os outros. Mais sorte, ou trabalho. Talvez apenas sonhos diferentes. Mas cinco anos depois, a primeira geração dos ‘Morangos com Açúcar’ não duvida que o cocktail que os juntou agitou, mais do que tudo a que se propunha, a vida deles.

 

GUIONISTAS APOSTARAM NA INOVAÇÃO 

 A equipa de guionistas dos ‘Morangos com Açúcar’ não tem dúvidas que o que explicou o êxito da série “foi a inovação na abordagem de temas juvenis”, explicam Lígia Dias, Elisabete Moreira e Patrícia Muller (as três guionistas da equipa inicial que ainda se mantêm). Segundo elas, que se inspiram na vida real para escrever, “foi a primeira série da TVI verdadeiramente dirigida aos jovens, com uma linguagem diferente em termos visuais, rítmicos, temáticos e que apostou em novos talentos.” A introdução de temas polémicos - na primeira série o sexo e a toxicodependência  (a TVI vetou o tema SIDA nesta temporada) - “sempre fizeram parte da génese” do formato.

POPULARIDADE AJUDA TVI E FORMA NOVOS TALENTOS 

Em Agosto de 2003 estreava, às 18h15, a série que se tornou um fenómeno de culto entre os mais novos. As gravações começaram dois meses antes, quando o formato esteve para se chamar ‘Baía do Sol’. Em Dezembro desse ano, os ‘Morangos’ foram promovidos a horário nobre; no dia 10/12 registou um dos maiores picos de audiências da 1ª temporada: 15,3 audiência média e 34,1% de share. A média ficou em 11%/30,8 (Série I) e 11.9%/32,5 (Série de Verão I). Empurrada pela popularidade da série, a TVI passou de 27 000 euros de proveitos operacionais, no primeiro trimestre de 2003, para 49 661 no segundo de 2006. O salário dos estreantes rondava os 1300-1500 euros mensais. Fala-se de um filme ‘Morangos’, com gravações previstas para o início de Setembro. Benedita Pereira é um dos nomes mais falados.

 

 Açúcar’ não tem dúvidas que o que explicou o êxito da série 'foi a inovação na abordagem de temas juvenis', explicam Lígia Dias, Elisabete Moreira e Patrícia Muller (as três guionistas da equipa inicial que ainda se mantêm). Segundo elas, que se inspiram na vida real para escrever, 'foi a primeira série da TVI verdadeiramente dirigida aos jovens, com uma linguagem diferente em termos visuais, rítmicos, temáticos e que apostou em novos talentos.' A introdução de temas polémicos - na primeira série o sexo e a toxicodependência (a TVI vetou o tema SIDA nesta temporada) - 'sempre fizeram parte da génese' do formato.

A equipa de guionistas dos ‘Morangos com Açúcar’ não tem dúvidas que o que explicou o êxito da série 'foi a inovação na abordagem de temas juvenis', explicam Lígia Dias, Elisabete Moreira e Patrícia Muller (as três guionistas da equipa inicial que ainda se mantêm). Segundo elas, que se inte em termos visuais, rítmicos, temáticos e que apostou em novos talentos.' A introdução de temas polémicos - na primeira série o sexo e a toxicodependência (a TVI vetou o tema SIDA nesta temporada) - 'sempre fizeram parte da génese' do formato.

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