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Portugal em Números

Relatório de 2017 diz que ainda estamos aquém da UE em áreas como, por exemplo, o acesso dos idosos à tecnologia.
João Ferreira e Marta Ribeiro da Silva 29 de Outubro de 2017 às 17:42
Portugal em Números
Portugal em Números FOTO: iStockPhoto

Em questões de tecnologia, Portugal ainda não é para velhos. Apesar de nos últimos anos o número de seniores que tratam a tecnologia por tu ter registado subida considerável, em comparação com o resto da Europa ainda estamos a milhas de distância. Em 2002, apenas 1,3% da população com mais de 65 anos utilizava computador e internet.

Em 2016, a percentagem chegou aos 28,3%. Para avaliar vertentes diversas do país, em comparação com a UE, a PORDATA lançou um novo retrato de Portugal. Numa análise geral, Maria João Valente Rosa, diretora da PORDATA, considera que Portugal "recomenda-se na mortalidade infantil porque foi o país que registou o maior decréscimo neste indicador".

No lado oposto, "não se recomenda nas áreas da tecnologia e da educação, a área mais crítica". Apesar da diminuição do abandono escolar, somos o 2º país com mais população sem ensino secundário.

No capítulo da educação, há tendências que revelam alguns sinais positivos como , por exemplo, o aumento de população com ensino superior e o facto de sermos o 7º país da UE com mais mulheres doutoradas. Outros dados: 74% das famílias tem acesso à internet, mas quando olhamos para o resto da Europa percebemos, não só estamos abaixo da média (85%), como ocupamos a 24º posição entre os 28 países.

No que se refere à população, somos o 12º país da União e temos a eletricidade mais cara. Nos fogos somos campeões absolutos à frente de Itália e Espanha. O retrato de 2017 faz o resumo de 11 indicadores sobre diversas áreas da sociedade em comparação com a média europeia. A consulta é gratuita e pode ser feita online.

SOCIEDADE BIT, por Reginaldo Rodrigues de Almeida

E as gerações futuras?
Depois da análise do Retrato de Portugal na Europa 2017, elaborado pela PORDATA, podemos saber como fomos, o que somos e porventura aquilo que poderemos ser, ainda que vaticinar padrões de comportamentos coletivos, seja cada vez mais difícil.

De qualquer forma, explicados os indicadores do Eurostat, percebemos que "estamos cada vez mais europeus", chegando à dianteira do pódio no que respeita à utilização de telemóveis e de energias renováveis. Muitos dirão que essas realidades são paradoxalmente consequência do atraso das anteriores gerações que permitiram o investimento e a fortuna das atuais, mais esclarecidas e ágeis. É uma possível teoria interpretativa.

Mas a ser assim, então uma outra questão deve ser suscitada: será que as atuais gerações, as tais mais esclarecidas e ágeis, saberão o que estão a fazer em prol das futuras? Convém é não esquecer que a dimensão europeia, que permitiu esse desenvolvimento, está a ser cada vez mais enervantemente questionada.

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