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Reencontro de famílias em Xangai

Apesar de não ter podido atracar em Macau, a ‘Sagres’ foi bem recebida na China, país onde as famílias da guarnição voltaram a ver os seus
22 de Agosto de 2010 às 00:00
À saída de Nagasaki
À saída de Nagasaki FOTO: Direitos reservados

Três dias após a largada de Nagasaki onde tivemos uma despedida com a Dança do Dragão, alcançámos a cidade de Incheon. Sendo um novo porto num novo país, ficou desde logo manifesto o desejo da guarnição mostrar o aprumo do navio e a portuguesa arte de bem receber.

O Tufão Daymon deu uma ajuda e permitiu fundear o navio na véspera para abrigar dos seus efeitos que se fizeram sentir já atracado. Esta foi a oportunidade para que os nossos instruendos recebessem uma pequena formação de remo. As baleeiras do navio foram aprontadas e colocadas na água de forma a cumprir esta antiga tradição, a regata de baleeiras. Após esta, disputada entre os quatro grupos de cadetes, aparelharam-se as baleeiras com a correspondente mastreação e velame ficando prontas para uma pequena regata de vela, onde concorreram o Comandante do Navio e o Engenheiro Oliveira. O desafio havia sido lançado pelo engenheiro de máquinas há já algum tempo e o resultado final foi-lhe favorável.

Finalmente, atracámos em Icheon no dia onze de Agosto, à nossa espera estavam um número considerável de jornalistas. Após terminar a manobra de atracação, os mesmos subiram a bordo para visitarem o navio, recolher imagens e saciarem a sua curiosidade, colocando as mais variadas questões, no seu inglês comedido.

Não se pode dizer que este primeiro dia tenha sido um dia tranquilo. A arrumação do navio, a realização do tradicional almoço VIP e da recepção envolveu a guarnição.

Nos restantes dias, o aliviar do seriado de eventos, permitiu algum tempo livre para poder visitar esta cidade portuária e Seul, que fica sensivelmente a oitenta quilómetros da primeira.

Despedimo-nos da Coreia no dia quinze de Agosto em direcção a um dos portos mais esperados da nossa viagem – Xangai. Por um lado, a vontade de visitar a Expo 2010, a maior exposição internacional alguma vez concebida. Por outro lado, o reencontro com alguns familiares. Esta foi uma cidade escolhida por muitas famílias, para se reencontrarem após sete meses de separação. Por esse motivo a tirada de três dias pareceu demorar um pouco mais a passar. 

Atracámos em Xangai esta quarta-feira após doze horas de navegação num estreito e movimentado canal de acesso. O nosso cais, muito central, facilitou a vida aos nossos visitantes e a nós próprios nas incursões a esta metrópole. Visitámos a EXPO e comprovámos a beleza do nosso pavilhão e a grandiosidade da exposição mundial. Andámos também atarefados com os convites que recebemos por parte da Marinha Chinesa.

Os cadetes da Escola Naval, assim como os Cadetes e Oficiais Estrangeiros convidados foram-se despedindo ao longo da nossa estadia. Termina aqui a Viagem de Instrução e, dez semanas após a sua chegada a bordo, em San Diego, temos a sensação do dever cumprido – entregamos de volta à Escola Naval um grupo de jovens que passou por uma formação e experiência de vida que fez deles Homens e Mulheres e acima de tudo, Marinheiros. Para eles um “até já”, na Nossa Marinha!

Largamos amanhã rumo a Díli. Serão vinte e quatro dias de mar atravessando o mar das Filipinas e cruzando uma vez mais o Equador. Temos muitos trabalhos de manutenção pela frente e uma oportunidade para descansar da atarefada Viagem de Instrução e de uma sequência muito apertada de portos que agora termina. A época de tufões que está no seu auge também será um motivo acrescido de atenção.

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