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São José Correia: “Por um milhão posava despida”

A actriz é capaz de assumir desafios difíceis, mas encara a vida com leveza. Aceita fazer novelas para poder viajar de seguida e se ganhasse um prémio chorudo, criava uma companhia de teatro clássico.
24 de Junho de 2012 às 15:00
São José Correia
São José Correia FOTO: Direitos reservados

Nasceu em 1974, a mais nova de quatro irmãos, iniciou-se no teatro infantil e aos 19 anos começou a trabalhar profissionalmente na Companhia de Teatro de Almada. Fez também cinema, séries de TV e destacou-se em telenovelas de grande sucesso, como ‘Ninguém Como Tu' e ‘ Fala-me de Amor'.

Diz-se rigorosa na preparação das personagens e aceita fazer papéis desafiantes. No cinema interpretou uma prostituta de luxo e uma stripper dos anos 70, na televisão assumiu papéis de transexuais, de mulher sedutora e sensual.

Reconhece que para singrar na profissão há que aceitar um "compromisso entre o talento e a beleza" e antes de ser actriz ainda pensou ser advogada, por entender que "há algo de teatral num tribunal". Famosa pelas novelas, reconhece que "a televisão é um meio perigoso e difícil para quem vem do teatro e está habituado a ter tempo. Nas telenovelas isso é impossível."

A resposta escolhida surge a sublinhado

- Disse que representar era o que mais gostava de fazer. Para ter o chamado papel da sua vida era capaz de...

a) Emigrar para o Pólo Norte

b) Trabalhar um ano sem receber salário

c) Dormir apenas uma hora por dia durante seis meses (tenho fases em que durmo só quatro a cinco horas... por isso é um esforço menor)

- Se lhe dessem a escolher vestir a pele de um político de prestígio internacional, optava por interpretar:

a) Angela Merkel, gostava de me ver na pele de uma alemã de meia-idade, capaz de mudar o destino da Europa

b) Barack Obama, seria um desafio interessante assumir o papel do sorridente presidente norte-americano, que podia ter mudado o mundo (e deve ser engraçado ser um negro com poder)

c) Margaret Thatcher, talvez pudesse roubar o Óscar a Meryl Streep


- Fez de transexual na telenovela ‘Olhos nos olhos', interpretou a peça ‘Monólogos da Vagina' e costuma dar sempre um lado sensual às suas personagens. Para si, o sexo é:

a) O lado bom da vida

b) Quando obriga a uma escolha pode ser doloroso

c) Tão natural que nem vale a pena pensar nisso

- Imagine que era lançada numa praia deserta e só podia levar um objecto. Escolhia...

a) Um telefone satélite

b) Um biquíni

c) Um bom companheiro (já que faço nudismo e não gosto de falar ao telefone na praia)

- Com a crise do euro em marcha, era pedido a todos os actores que dispensassem umas horas do dia a ajudar a comunidade. Pessoalmente, empenhava-se em ...

a) Fazer mais teatro infantil, para manter acesa a imaginação das crianças

b) Dar aulas de dicção a alguns dos nossos ministros

c) Ensinava aos responsáveis da Europa a importância da tragédia grega


- Convidada a receber um milhão para assumir uma tarefa difícil, optava por:

a) Posar despida para uma revista masculina

b) Subir ao palco com o cabelo rapado

c) Trabalhar num escritório sem janelas

- Para um actor, o sonho é um palco, um texto de renome e uma plateia lotada. Mas a realidade é diferente.

a) Hoje em dia, nem com as telenovelas é possível ser-se actor em Portugal

b) O cinema e os grandes planos continuam a encher--me as medidas, mesmo a ganho zero

c) Sou actriz e multifacetada, faço o trabalho que gosto (que é representar, em cinema, teatro e televisão)

- Disse numa entrevista que as novelas dão conforto financeiro. Quando entra numa produção televisiva faz as contas...

a) A tudo o que vou poder comprar a seguir

b) Às horas que vou ter para trabalhar e para dormir

c) Aos dias que faltam para terminar

d) À viagem que vou fazer a seguir


- Se ganhasse o maior jackpot de sempre no Euromilhões, a sua primeira medida seria...

a) Tirar um ano de férias

b) Criar um fundo para assegurar uma boa reforma a todos os artistas portugueses

c) Comprar um país resgatado, com praia e sol à fartura

d) Comprava o Belize e criava uma companhia de teatro clássico. E passava seis meses a trabalhar e seis meses no Belize, o país que tinha comprado

São José Correia
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