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Correio da Manhã

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SÃO VALENTIM : AMOR EM TEMPOS DE CÓLERA

O 'Domingo Magazine' dedica uma edição aos românticos inveterados, com histórias de amor de gente rica, pobre, célebre e anónima.
7 de Fevereiro de 2003 às 18:42
Aproxima-se o dia mais romântico do ano. A 14 de Fevereiro, qualquer apaixonado pode exprimir livremente a sua paixão e até embarcar na ‘onda’ consumista do costume – aderindo às mil prendas que aí estão nas montras. Também é possível ficar-se apenas pelas palavras e pelos gestos. Antiga-mente, chegava...

O cor-de-rosa dia de São Valentim é uma moda recente, importada do outro lado do Atlântico e rapidamente adoptada pelos portugueses. As suas origens remontam ao império romano. Reza a lenda que o Imperador Cláudio II tinha dificuldades em angariar soldados para as diversas campanhas militares que deflagravam por toda a Europa, no século II d.C. O estadista acreditava que a falta de motivação dos seus homens para a guerra se devia ao facto de não quererem abandonar as casas das suas mulheres, namoradas e amantes. Por isso, decidiu cancelar os noivados e proibir os casamentos em Roma.
Só que Valentim, o bispo da cidade italiana de Terni, defendeu o direito ao amor no seu império e casou secretamente dezenas de pares. Mal soube do acto rebelde, Cláudio II mandou prender o bispo que, a 14 de Fevereiro, seria decapitado.

Só 200 anos mais tarde é que este dia começaria a ser celebrado. O Papa baniu então as festividades pagãs e substituiu as Lupercais – festas de fertilidade, realizadas em meados de Feve-reiro – pelo dia de São Valentim, herói católico santificado em honra do que fizera pelo amor. Hoje, a data é celebrada por todos os namorados dos quatro cantos do globo. A pretexto deste dia, o ‘Domingo Magazine’ preparou um ‘dossier’ sobre as mais belas e sui generis histórias de amor disponíveis.

Recordamos o amor ‘escandaloso’ entre Snu Abecasis e Sá Carneiro, que terminou num acidente de avião em Camarate; contamos o caso do Presidente da Câmara de Vendas Novas, que, por amor, abandonou a família e o cargo que ocupava há 20 anos, e mostramos alguns casos de leitores que tentaram a sua sorte e escreveram para uma das rubricas mais populares da nossa revista, o ‘Romeu & Julieta’, à procura de amor e amizade.

Aproveitámos ainda para falar com o homem que dirige o mais antigo e romântico programa da rádio portuguesa e perguntámos a alguns adolescentes se eram capazes de namorar sem telemóvel.
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