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Selfies mortais

Tendência já fez uma vítima. Tirou um autorretrato enquanto conduzia
11 de Maio de 2014 às 15:00
Falar Global, selfies, Reginaldo Rodrigues de Almeida, sociedade bit,
Falar Global, selfies, Reginaldo Rodrigues de Almeida, sociedade bit,

Uma norte-americana de 32 anos morreu depois de tirar uma selfie e postá-la no Facebook enquanto conduzia. Distraída, embateu num camião, provocando a sua própria morte. Acidentes deste tipo começam a fazer parte do quotidiano dos EUA e por isso fazem-se cada vez mais campanhas contra o uso do telemóvel durante a condução. Esta morte é o caso mais dramático ligado às selfies, mas já há quem quase tenha perdido a vida para conseguir a selfie perfeita. Um jovem britânico, que tirava, aos 15 anos, cerca de 200 selfies por dia, chegou a perder 13 quilos e a não sair de casa durante seis meses. 

A ideia era chamar a atenção das raparigas da escola, mas este vício levou-o à tentativa de suicídio quando percebeu que nunca iria captar a selfie perfeita. Hoje, com 19 anos, considera-se o primeiro viciado em selfies. Mas a moda  tem inúmeras vertentes.
A tendência mais recente é as ‘aftersex selfies’, fotos que casais colocam nas redes sociais depois do sexo. A imaginação ditará a próxima tendência... Para a psicóloga Joana Amaral Dias, as tecnologias trazem vantagens, como o espaço de liberdade de expressão mas “a internet evoluiu muito mais depressa do que os valores éticos associados”. É por isso importante “fazer uma reflexão social sobre o uso da tecnologia pela velocidade do seu desenvolvimento”.

 

‘Tile’, ideal para quem perde objetos

Localização sistema permite encontrar objetos com telemóvel

‘Tile’ é um sistema que permite utilizar o smartphone para encontrar qualquer objeto perdido. Chaves de casa, malas de viagem, computadores, tablets, carteiras, não há nada a que ‘Tile’ não possa ser acoplado, seja colando a peça com o adesivo que vem de origem, seja com uma argola de porta-chaves que pode ser colocada no orifício para o efeito. Custa 14,30 € e pode encomenda-se em http://www.thetileapp.com/.

 

 

Sociedade Bit

Reginaldo Rodrigues de Almeida. Professor universitário e apresentador CMTV do programa ‘Falar Global’

Espelho meu, espelho meu...

O título, parte inicial de uma afirmação da bruxa má de um conto de fadas, serve de inspiração para refletir sobre a moda que invadiu as redes sociais, as selfies, e que centrou a atenção das figuras públicas e das pessoas em geral, criando uma inundação de imagens faciais. Estes autorretratos têm invadido o quotidiano como um ciclone, inspirados em diferentes vivências. Tiram-se selfies na praia, no campo, nos estádios e até depois do sexo, em momentos mais ou menos apoteóticos para mais tarde recordar. Mas são recordações que nem sempre têm bom resultado para os próprios e para os entes queridos. Morrem jovens por distração ou depressão pura. É o ato em si e a sua utilização que podem estar em causa, pois basta investigar um pouco para perceber que, como em tudo na vida, o bom senso deve prevalecer, sob pena de ninguém ficar bem na fotografia.

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