Sofremos ataques e rebentamentos de minas

Um dos meus companheiros fugiu, ferido e à deriva em plena floresta, sendo depois encontrado pelos outros militares.
Por Vanessa Fidalgo|28.10.18
Sofremos ataques e rebentamentos de minas
Foto Direitos Reservados
A 25 de janeiro de 1964 apresentei-me para frequência do 1.º ciclo do Curso de Sargentos Milicianos - CISMI, em Tavira, no Algarve. Após seis meses a frequentar este 1º ciclo, ficámos aptos a marchar para a Guerra do Ultramar. Não tendo sido necessário reforçar o contingente em Angola até julho, só em agosto desse mesmo ano me apresentei na Escola Prática de Engenharia (EPE), em Tancos, para frequentar o 2º ciclo no curso de Especialidade de Equipamento Mecânico de Engenharia, recém-criado no Exército.

Tendo terminado o Curso de Sargentos Milicianos de Engenharia, fui integrado no R. E. 1, em Lisboa, para formar a companhia de Engenharia 814, destinada a cumprir serviço militar na região de Angola. Embarquei no ‘Vera Cruz’ em Lisboa, no dia 9 de fevereiro de 1965, e desembarquei em Luanda a 19 desse mês.

Em Luanda, a Companhia ficou aquartelada no Grafanil, na unidade de Engenharia em que nos equipámos com o material previamente destinado. A seguir, por mar, rumámos na fragata da Armada com destino a Cabinda, onde ficámos aquartelados uns dias e recebemos mais equipamento, máquinas e viaturas.

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