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SUBBUTEO:FUTEBOL NA PONTA DOS DEDOS

Chama-se Futebol de Mesa mas todos o conhecem por subbuteo. Há 15 anos fazia as delícias da criançada e, após uma fase de menor exposição, está de volta na sua máxima força. É a emoção do ‘desporto-rei’ em ponto miniatura.
27 de Abril de 2003 às 00:00
“Ripa na rapaqueca”, gritaria vezes sem conta o conhecido locutor Jorge Perestrelo se comentasse em directo uma partida de subbuteo. A emoção dos melhores encontros de futebol está lá, com ritmo acrescido e tensão até aos últimos segundos. Tudo em miniatura, na mesa da sala ou em pavilhões onde hoje são realizados grandes torneios desta modalidade, que começa em criança mas onde quem domina são os mais velhos.
Em Portugal, o subbuteo – jogado num pano verde com bonecos em tudo idênticos aos ‘astros’ dos relvados verdadeiros –, foi bastante popular durante boa parte da década de 80 e tem, desde 1993, uma associação (Associação Portuguesa de Subbuteo) que agrupa vários clubes, estando espalhado um pouco por todo o País, com maior incidência nos centros urbanos. E, ao que tudo leva a crer, o fenómeno está de volta.
Contudo, a história deste desporto não é nova. O Futebol de Mesa, designação oficial pela qual é conhecido este jogo, começou a ser praticado em 1947, depois do inglês Peter Adolph ter refinado uma fórmula anterior: o ‘new footy’, que viu a luz do dia no longínquo ano de 1920.
A partir de então, e como acontece em quase todas as modalidades, as pequenas revoluções foram-se sucedendo em ritmo acelerado, com o grande contributo a surgir nos anos 60, quando os bonecos começaram a ser feitos noutros materiais, mais leves e fáceis de manusear. Surgiram então algumas instituições ligadas ao assunto e, em 1970, foi disputada pela primeira vez a Taça do Mundo de Subbuteo, com cerca de 90 por cento da publicidade ao evento a ser apontada para a classe ‘júnior’, enquanto a parte ‘sénior’ mal era mencionada. Por essa altura, Bélgica, Holanda, Alemanha e Suíça davam cartas na modalidade, com os melhores jogadores do planeta a pertencerem a estes países.
Assim aconteceu até ao princípio dos anos 80, quando, após uma luta pela construção dos melhores modelos, a Itália mostrou ter alguns dos mais fulgorosos praticantes de subbuteo. Ainda assim, o desporto sofreu uma quebra, em parte motivada pela criação dos jogos de computador, que começaram a ganhar grande impacto entre os mais novos. Mas o subbuteo estava já implementado nos mais diversos países e, como diz o ditado, “depois da tempestade, vem a bonança”. Aguentou o avanço das tecnologias, e continua a arrastar miúdos e graúdos para autênticas catedrais do futebol em miniatura. Em Portugal, este verdadeiro vício está de volta. Com os craques a ocuparem um lugar de destaque pela casa.
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