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Correio da Manhã

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Todos os caminhos vão a Fátima

A peregrinação que evoca as aparições aos três pastorinhos. Milhares rezam por si e pelos seus, mas também pelo País
13 de Maio de 2012 às 15:01
Todos os caminhos vão a Fátima
Todos os caminhos vão a Fátima FOTO: Carlos Barroso

Aquele percurso muda tudo. Estradas de gente a pé rezando quilómetros de ave-marias na direcção de Fátima. No meio de um grupo de peregrinos de Tires, uma mulher de cabelo curto, loiro, estatura baixa, com um megafone na mão, canta: "Eu faço um mundo novo, ao longo dos meus passos." O grupo acompanha; e um elemento destoa - ‘eh lá' -, grita à passagem rápida de um Mercedes 190 - ‘que perigo'. "Gosto de ver as pessoas felizes e cantando" - comenta adiante Maria Irene Dantas, 65 anos, na paragem para o almoço, sãos e salvos.

"Quando é para rezar, reza-se, quando é para cantar, até música brejeira cantamos. E músicas de mensagem porque a vida não são só tristezas. É de esperança também." E nisto, o grupo agita-se à espera do cozido à portuguesa, regado com um bom tinto, que vai saborear no salão do Rancho Folclórico de Vila Nova da Rainha, Azambuja. "Sai um bocadinho caro: 200 euros por pessoa, mas fazemos todas as refeições em restaurantes. São sete dias" - disse Maria Irene. "Faz de conta que são umas férias. E eu noto é que, porque as pessoas sentem a crise, viram-se mais para o lado espiritual. Poupam para vir a Fátima. E nós, nesta peregrinação, acabamos por rezar por todas elas - por todos nós."

Ao mesmo tempo parou o grupo de Geogeta. Fez feijoada de javali antes de sair, às três da manhã, de Caneças. Mas ela, aos 62 anos, com próteses na coluna e nos joelhos, está a pão e água, solidária com um casal de irmãos integrado no seu grupo. A promessa é deles. E ela, que há 34 anos fez pela primeira vez este mesmo percurso a pé, descalça, reconhece o valor desta caminhada de fé: o filho, que tinha na época seis anos, há três meses em coma - bebeu petróleo -, está hoje tão vivo quanto ela. "Milagre."

É para poupar que as mesas de merenda junto ao posto da Cruz Vermelha, em Vila Nova da Rainha, estão repletas de peregrinos com os tachos cheios, como se tivessem saído do fogo. Uma mesa adiante da de Geogeta, um grupo de Lisboa vai recuperando energias com um arroz à valenciana, trazido por um casal de voluntários que já tinha levado o mesmo a outros peregrinos, de Sintra, que caminham por estradas da zona Oeste.

Por aquele posto da Cruz Vermelha, de manhã, já tinham passado - para receber uma massagem nos pés e tratar umas bolhas - dois amigos, da Parede, com uma história invulgar. Adriano Palmeirão, 38 anos, trazia na mochila, às costas, a urna com as cinzas (os restos mortais) da mulher que o criou. Foi como mãe para ele. Ao lado, Rosa Romana, 56, anui com a cabeça. Também o seu filho, de 24 anos, que agora conduz a carrinha de apoio à peregrinação deles - e onde pernoitam -, foi criado pela falecida senhora. "Ela sofria de uma doença rara que a deixou entrevada numa cama. Agora é como se a estivéssemos a levar a Fátima, que é uma coisa que ela nunca conseguiu fazer em vida" - explica Adriano.

PEDIDOS POR PORTUGAL

O paradigma desta caminhada são os pedidos que se fazem a Nossa Senhora. Percorrem-se entre 30 e 40 quilómetros diários a pé, em sofrimento, com os pés a rebentar, os músculos a doer. Vítor Jorge vai aproveitando as poças de água para arrefecer os pés descalços. Tem 46 anos, veste calções e uma camisa de manga curta - um sinal de que o sol se prepara para tomar o lugar da chuva de segunda-feira. A partir daqui, o calor vai queimar. "Vou descalço por uma promessa que fiz numa altura em que não tinha trabalho e a minha vida se tornou difícil", conta o peregrino que partiu de Ferrel, em Peniche, disposto a andar uma centena e meia de quilómetros. "Prometi que se a minha vida começasse a correr melhor, iria dez vezes a Fátima descalço." Esta é a primeira. E para o ajudar, a família acompanha-o - como uma prima, irmã do seminarista ‘Icas' que venceu o ‘Big Brother 2', da TVI.


O País vive em crise. E disso nenhum peregrino se esquece. Fernando Miranda, 60 anos, pede pelo futuro da filha, que depende deste Portugal. "Faço esta caminhada pela saúde da minha família e por Portugal. Vou pedir a N. Sra. de Fátima para que a crise passe de imediato e que nos traga novas condições de vida e novos empregos, até para os nossos filhos. De certeza que ela nos vai ouvir" - acredita o peregrino que segue do Porto, acompanhado por 32 pessoas. "N. Sra. de Fátima ajuda toda a gente e também vai ajudar o País e os governantes, para sairmos da situação difícil" - apressa-se a acrescentar Isabel Carvalho, 40 anos.

A crise económica e o impacto que tem nas famílias contribuem para o aumento de peregrinos nas estradas com destino ao Altar do Mundo.

Este ano são esperados 35 mil em Fátima (quase mais dez mil do que em 2011), segundo Manuel Fragoso do Mar, do Movimento da Mensagem de Fátima, que acrescenta: "Há muitas pessoas desempregadas, a passar dificuldades e que vêm com um espírito de fé e de esperança de que a vida melhore."

A crise é assunto obrigatório entre os fiéis e forte motivo de oração. Rezam "pelo fim da crise", por "melhores dias" e, sobretudo, por "mais emprego" para familiares e amigos. "Rezamos a N. Sra. para que olhe por nós, para nos ajudar e nos proteja das coisas más da vida. Fazemos promessas por questões de saúde mas também por questões sociais" - realça a peregrina Clotilde Teixeira, de 49 anos, que vai pela 11ª vez a pé desde Vila Real.

Venham de onde vierem, o caminho é sempre difícil. De crucifixo ao peito, José Azevedo, 51 anos, encostou na véspera o camião TIR para ir a Fátima a pé. O prometido é obrigação. "Há um ano tive um acidente. Mandei um camião para a sucata. Fiquei ferido. Mas como a minha vida é esta, andar nos camiões, vim pedir à N. Sra. para olhar mais um bocadinho por mim" - conta. "Ela tem-me ajudado imenso e que ajude todos os camionistas que aí andam."

José caminha ao lado da sua mulher, Ausenda, 48 anos, num grupo de 16 pessoas de Vialonga (Vila Franca de Xira). Juntos estão também a agradecer à Virgem Maria um caso que esteve cinco anos dependente dos tribunais. Compraram um quiosque, na esperança de reverter a situação de desemprego dela. E foram burlados. "Foi complicado. Chegámos a não ter dinheiro para pagar a renda da casa, de 600 euros. E tudo com duas filhas a estudar. Só não passámos fome porque temos uma família muito grande."


MERECIDO DESCANSO

As noites são justas: o corpo descansa e a cabeça nem pensa se o colchão é bom ou apenas um saco-cama - muitas vezes, dentro de uma tenda. O grupo de Maria Irene Dantas vai parando para pernoitar em quartéis de bombeiros, numa escola ou num seminário. Estes 44 peregrinos de Tires são apoiados por quatro veículos: uma carrinha leva os sacos-cama, colchões - e até lençóis para alguns -, malas e sacos com roupa; um carro transporta as águas e fruta; outro está disponível para quem se aleija e precisa de recuperar um pouco; e um último carro serve para levar alguém para o hospital, se for caso disso.

Integrada neste grupo, Maria Alice Rosário, 51 anos, já venceu um cancro da mama. Foi há um ano. "Houve uma altura em que eu já estava a perder a fé. Perguntava-me: ‘porquê a mim?' Mas acho que voltei a ser eu outra vez. O que eu mais temia, a quimioterapia, não tive de fazer." Por isso agradece hoje. Mas não só. Cumpre a promessa da mãe (já falecida), que queria ir a pé até Fátima para agradecer o facto de um filho ter voltado, a salvo, da guerra na Guiné. "É para ela descansar em paz."

No final do grupo de Alice caminha João Silva, 42 anos, que ainda está ligado aos escuteiros. A sua missão é dupla: pagar uma promessa por um amigo que se salvou de um cancro - "a minha educação católica não permite que eu me esqueça deste tipo de coisas, o nosso sacrifício é em prol da salvação do Mundo"; e ajudar o grupo a não perder ninguém nesta longa caminhada.

Por outros caminhos com este mesmo destino, às três da madrugada de domingo passado, no Norte do País, no quartel dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire começam a ouvir-se as vozes do despertar de dois grupos de peregrinos - 150 pessoas de Lamego e de Vila Real. Descansaram "algumas horas". Mas não o suficiente para recompor Sandrina Coelho, 22 anos, que acabou de levar uma injecção para minimizar as "fortes dores em todo o corpo". São cinco dias e cinco noites na estrada. "Está a ser muito duro, mas tenho fé de que vou conseguir."

Sandrina não está sozinha. O marido e a família dele estão ao seu lado. O sogro prometeu ir a Fátima em todos os meses de Maio. E conta cumprir. "Vou a pé enquanto puder e quando o corpo já não obedecer à fé, junto-me ao sr. Genésio [o coordenador do grupo] e ajudo-o a cuidar dos peregrinos", explica Carlos Coelho, 46 anos. "Temos muita fé em N. Sra.", acrescenta a mulher, Ana Maria. De seguida, reclama o filho, João: "Vamos, vamos! Não podemos parar, senão dói mais."

Os dois grupos só voltam a parar no Centro Paroquial de Viseu. São 40 quilómetros; oito horas de estrada, no mínimo. E depois voltam a descansar nas camas improvisadas. A partir daqui, a jornada prossegue pela Ecopista do Dão, uma espécie de auto-estrada ‘sem portagem' que veio facilitar a viagem dos caminheiros e protegê-los dos perigos do asfalto.

"Está a custar muito, mas quero ver se consigo chegar" - desabafa Beatriz Silva, abraçada a uma companheira de jornada. "É preciso ter muita coragem e força para aguentar este sofrimento. Mas vai valer a pena."


FÁTIMA MUDA TUDO

Susana Tomé, administradora de uma empresa de obras públicas de Azeitão, nunca esqueceu os abraços do pai. Ela, que há dez anos, quando tinha apenas 23, venceu um tumor maligno na região lombar, nunca esperou que fosse tão difícil lidar com a morte. A morte do pai. "O meu pai não sobreviveu a um cancro nos pulmões, morreu em Janeiro de 2007, poucos dias depois de saber que eu estava grávida - era o que ele mais queria, porque se julgava impossível que eu conseguisse engravidar depois dos tratamentos que fiz."

Ao lado, a irmã, Sara, 29, vai enxugando as lágrimas ao ouvir Susana dizer que foi "muito feliz enquanto fez a quimio e a radioterapia, porque toda a família quase parou" para lhe dar apoio. Sara sofreu com a doença da irmã. E a sua fé ficou arrasada quando, pouco depois, o cancro lhe levou o pai. Esta peregrinação é uma reconciliação para ela e uma esperança (muito emotiva) de no final ter a experiência que lhe contou Susana, quando em 2009 fez esta caminhada pela primeira vez: "Cheguei a Fátima e senti o abraço do meu pai."

Chegar ao Santuário "é uma sensação indescritível: de alívio e libertação. Só quem o faz é que sabe" - diz Carlos Pereira, 44 anos, de Loulé. No seu grupo, de 41 pessoas, Acácio Costa, da aldeia do Ameixial, na serra do Caldeirão, já repete o percurso pela terceira vez. E sempre à procura da mesma sensação. "Logo no primeiro dia tive uma bolha, mas já passou. Quem pensa que não custa, engane-se. Custa muito, mas vale a pena. Não há bocadinho de terra como o Santuário de Fátima."

Todos os caminhos vão lá dar. No grupo de Maria Irene, sempre de megafone na mão, há alguém que vai na frente, empunhando a Cruz de Cristo, embelezada com flores que se colhem a cada dia que passa, e uma imagem da Virgem Maria. Durante a caminhada, ninguém pode passar à frente da Cruz, que além de abrir caminho aos peregrinos está carregada de simbolismo. Garante Maria Irene: "Percebe-se a mudança interior em quem leva a Cruz quando chega a Fátima."

PEREGRINOS GASTAM CINCO MILHÕES DE EUROS

São cada vez mais os peregrinos que viajam em grupos organizados e com guias credenciados, a maioria do Norte do País, Beiras, Alentejo, Península de Setúbal e região Oeste, como explica Manuel Fragoso do Mar, do Movimento da Mensagem de Fátima.

Segundo as estimativas, o número de peregrinos que se puseram em direcção ao Santuário de Fátima deverá chegar a 35 mil. Se cada um pagou em média 145 euros, o custo total da peregrinação ronda os 5 milhões de euros.

A caminhada não dispensou os meios da GNR nas estradas para apoiar os peregrinos, que puderam também contar com postos de apoio da Cruz Vermelha, Protecção Civil, INEM, várias corporações de bombeiros, Ordem de Malta e escuteiros, entre outros voluntários.


 

DIÁRIO DE UM PEREGRINO ESTREANTE AOS 49 ANOS

Por José Carlos Soares (Jornalista do Correio da Manhã)

Dou os primeiros passos desta peregrinação na Expo, junto ao Pavilhão Atlântico, com a certeza da incerteza sobre o que me esperava.

Com a Ponte Vasco da Gama no horizonte qual Estrela do Norte, recuo até 1998 enquanto me dirigia à Universidade Católica de Lisboa para saber se tinha sido aceite no curso de Direito.

Perante tamanha dúvida a promessa surgiu ligeira, quase sem ter sido convidada: ‘Se entrar vou a pé a Fátima'. Entrei mas a promessa ficou adiada, guardada num baú escondido no mais recôndito recanto da vontade.

Aos poucos o caminho vai sendo cumprido e com ele outros pensamentos me invadem enquanto procuro, passo a passo, aproximar-me do meu destino. Afinal, que busco eu nesta demanda, procurarei o meu ‘Graal'? Não me tenho por um católico militante, acredito em Deus, é certo, mas não sou seguramente fundamentalista e muito menos defendo que o ‘meu' Deus é que é o certo e ‘O' dos outros o errado. O esforço da caminhada começa a deixar marcas, pés e mãos inchados, dores musculares violentas e a cada passo dado mais parece que regresso ao ponto de partida em vez de avançar rumo à minha ‘Lenda Pessoal' como escreve Paulo Coelho no ‘Alquimista'.

Chego a desistir, não consigo dar um passo mais e o Ribatejo parece querer ruir a minha esperança, por certo vingando-se da minha aversão à actividade tauromáquica.

Penso em Deus, na minha filha, nos meus pais, irmã, sobrinho e amigos que me apoiam e diariamente me enviam mensagens de estímulo. Procuro o apoio da minha avó, que nos 99 anos que viveu nunca foi a pé a Fátima mas que dedicou a vida a criar as filhas e a louvar a Deus.

Ensaio uma oração, tímida, esquecendo que a minha condição de ‘Homem Livre e de Bons Costumes' já me condenou à excomunhão e à condenação eterna. Os meus companheiros de peregrinação permanecem a meu lado incitando-me a lutar, mas nada resulta e apenas me resta desistir.

Durante quatro longas horas, sentado numa cadeira de café, senti-me o homem mais infeliz e solitário do Mundo. Humilhado e derrotado pelas pernas de que sempre me orgulhei mas que fraquejaram na única ocasião em que deviam ter sido fortes.


Na estrada passavam grupos de gente cansada mas feliz, por estarem no caminho e não na sua beira, na valeta onde eu me encontrava. Tento erguer-me mas as pernas não obedecem e a minha fé começa a ressentir-se a cada passo negado. Falo com o meu pai ao telefone e a voz fica embargada pelas lágrimas que ameaçam saltar ao reconhecer o meu falhanço.

Começo a receber mensagens de incentivo, de amizade e compreensão e ganho coragem para tentar, para lutar. Recordo Macau onde em 1988 vivi a minha maior ‘revelação espiritual' num templo budista.

Agora, tal como então, um arrepio percorre-me o corpo e sinto-me pequeno perante a grandeza do universo e o incomensurável poder divino, assuma ele o nome e a religião que assumir. Tenho a certeza que conseguirei e é com lágrimas a cair pela cara e inexplicavelmente sem dores nas pernas que consigo cumprir os derradeiros quilómetros da etapa.

Foi este o ponto de viragem, foi este o momento mágico em que soube que iria chegar, foi neste momento que tive a certeza da Sua existência e do Seu poder.

O resto do caminho foi feito em Paz mas ainda surpreendido por aquela revelação, por aquele momento mágico. Contudo, e em bom rigor, o êxtase aconteceu quando finalmente cheguei a Fátima e até agora, enquanto escrevo este texto, as lágrimas voltam a cair. Chegados ao Santuário choro copiosamente, eu e os meus companheiros de jornada. Olho em volta e vejo que todos choram quando chegam, abraçados num só corpo, numa só emoção.

Tenho agora a certeza de que Ele existe, chamem-lhe Jesus, Jeová, Hallah, Buda, chamem--lhe o que quiserem porque ele é um só. O ‘Grande Arquitecto do Universo' revela-se a todos ainda que de forma variada. Ao lembrar-me da minha filha, dos meus pais, irmã, sobrinho, primos, tios, avó, amigos e ‘irmãos' recordo as palavras, proféticas, de um velho e querido amigo que me disse ‘vai e escreve a tua viagem, as tuas sensações e principalmente a evolução espiritual porque vais passar'.

Sei agora, enquanto caminho por entre milhares de desconhecidos, que ninguém é dono de Deus porque ele é de todos e ninguém poderá nunca outorgar-se o direito de dizer quem é de Deus e quem não é.

Estou em Paz e reafirmo, olhando o Céu que escurece, que esta ‘Andorinha reencontrou, finalmente, a sua Primavera'.


OS COMPANHEIROS DA JORNADA ATÉ FÁTIMA

 

MARIA PEREIRA (43 anos, cabeleireira, Sesimbra / 4ª Peregrinação a Fátima)

"Venho a Fátima a pé para agradecer a Nossa Senhora a cura do meu filho. Não vim em promessa mas apenas em agradecimento, de mãe para mãe."

 

ANTÓNIO JOAQUIM (41 anos, pedreiro, Maçã-Sesimbra / 8ª Peregrinação a Fátima)

"Venho, acima de tudo, para agradecer o facto de há oito anos ter sido abençoado com um filho. Desde aí tenho vindo todos os anos, por essa e outras razões."

 

MARCO RAMOS (36 anos, téc. perf. de petróleo, EUA / 1ª Peregrinação a Fátima)

"Sou o condutor do carro de apoio, não fiz promessa nenhuma. Contudo, a minha avó tinha devoção por Fátima, por isso é uma homenagem que lhe faço."

 

JORGE BORGES (45 anos, bancário, Lisboa / 4ª Peregrinação a Fátima)

"Talvez venha em busca de alguma espiritualidade, procurar os meus limites, adquirir algum conhecimento e dessa forma seguir o caminho do peregrino."

 

CARMINA GABOLEIRO (52 anos, func. pública, Sesimbra / 1ª Peregrinação a Fátima)

"Para me encontrar comigo própria, no fundo este tipo de viagem também funciona como um retiro espiritual para quem participa."

 

FRANCISCO ANDRADE (59 anos, empr., Alfarim-Sesimbra / 17ª Peregrinação a Fátima)

"Tudo começou ao acompanhar a minha mulher e, desde aí, vim todos os anos. Até já vim sozinho, mas nunca estamos verdadeiramente sós nesta caminhada."

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