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“Trabalhar com António Costa foi um desafio”, revela Rosalia Vargas

A presidente da Ciência Viva não trocava por nada a experiência que teve como vereadora.
João Ferreira 12 de Agosto de 2018 às 00:30
Rosália Vargas
Rosália Vargas FOTO: Bruno Colaço
A ciência em Portugal está viva?

Está viva e recomenda-se! Mudou muito o panorama científico em Portugal nas últimas duas décadas, e é bom ver a comunidade científica a renovar-se com tantas mulheres e homens a fazerem ciência.

Mais de 50% dos cientistas portugueses são mulheres. Somos um exemplo para o Mundo?

Somos de facto uma referência, quer em quantidade quer em qualidade. Nesse equilíbrio em número falta agora consolidar o equilíbrio nas lideranças das instituições.

Foi a primeira mulher a liderar o ECSITE, a maior rede europeia de centros e museus de ciência. Foi pelo seu trabalho à frente da Ciência Viva?

Foi com certeza. É o reconhecimento do que a Ciência Viva representa a nível internacional, uma instituição de referência nas redes internacionais de museus e centros de ciência.

O presente da Ciência Portuguesa foi traçado a regra e esquadro pelo professor Mariano Gago?

Era um profundo conhecedor do País, das pessoas, das necessidades, da política científica, sabia o que era preciso fazer e sabia como fazer. Um caso raro de sabedoria de raiz renascentista. Um cientista humanista que criou ao mesmo tempo o sistema científico nacional e a instituição para esse trabalho conjunto com a sociedade, a Ciência Viva. Temos um legado muito importante a desenvolver.

Em tempos gostava de ter sido jornalista?

Sendo verdade que o meu pai não era aberto a essa minha escolha, se eu quisesse mesmo teria ido em frente. Mas o meu trabalho nos últimos 20 anos é o mais próximo disso, embora saibamos que ser jornalista é, ou deve ser, muito diferente.

Cozinhar faz parte da sua vida?

Gosto de juntar pessoas à volta da mesa, é verdade. Faço uma boa paelha e também galinha mourisca (nhami, nhami!)

Foi vereadora de António Costa na C. M. de Lisboa. Gostou da Política?

Ah, essa foi uma experiência que eu não trocaria por nada! Trabalhei em cada dia com se fosse o único na minha vida. Claro que mudaria algumas coisas no modo de fazer política local, mas isso exigiria o acordo dos partidos políticos e cada um tenta, na oposição, contrariar o que seriam melhores escolhas na vida dos cidadãos – isto é polémico, eu sei. Mas trabalhar com António Costa foi um desafio e uma oportunidade de aprender como se faz política ao serviço das pessoas. Aqueles dois anos, três meses e cinco dias foram inesquecíveis e irrepetíveis.
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