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"Trabalho numa zona de risco"

A cantora, referência de um movimento que nos anos 1980 cantou a lusitanidade, acredita que é tempo de "encontrar um novo sentimento de Portugal". E Gostava de "substituir a lei da selva pela da evolução"
22 de Setembro de 2013 às 15:00
'Trabalho numa zona de risco'
'Trabalho numa zona de risco'

 

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Após uma década de silêncio, Anamar está de regresso com um novo disco em que revisita temas antigos e apresenta canções novas. Atriz e cantora viveu pelo Mundo, em França, Reino Unido e Suécia, estudou teatro e a participação na peça ‘O Parque’, de Botto Strauss, valeu-lhe o Prémio de Atriz Revelação de 1985. Destaca-se, no entanto, a cantar e é a alma lusitana que lhe enche a voz. Se entrasse na máquina do tempo, "não erradicava" nenhum momento da nossa história. "Goste ou não é vida em movimento. Entrava na máquina do tempo e trazia para o presente a visão do futuro brilhante que podemos criar".

Chamou ao novo disco ‘Anamar’. Porquê?

a) No fundo, sou narcisista

b) É um nome bonito e, acima de tudo, é o meu

c) Era uma escolha óbvia, depois de anos afastada

d) Outra hipótese: Porque não? Não foi uma coisa espontânea, como quando nos damos por inteiro

"Algo em mim falta ainda cumprir" disse a propósito deste regresso. Com isso quis frisar que…

a) No caos em que se encontra o País, é obrigação de todos levantar bem a voz

b) Estou numa idade em que "tenho mais disponibilidade para o presente"

c) Não quero arrepender-me de nada do que não fiz

d) Outra hipótese: Todos temos uma missão, senão o que estaríamos cá a fazer? Eu também tenho uma e quero cumpri-la. E, sim, é bom que as vozes se abram, no seu melhor

Foi uma das vozes dos anos 1980, quando uma geração mudou o panorama cultural nacional. Como define esse movimento?

a) Fomos brilhantes, porque todos preferíamos ser cultos e originais em vez de ricos

b) Foi marcante para definir o sentido de Portugal

c) Funcionou bem, porque nos unia um misto de inocência e ideologia

d )Outra hipótese: O movimento 80 foi importante para ampliar o horizonte do que é ser português. Agora é que é o tempo de encontrar um novo sentido de Portugal, inclusive através da arte e da cultura

Se cantasse no parlamento europeu que música escolhia?

a) ‘Povo que lavas no rio’

b) Cantava ‘A Portuguesa’

c) ‘Barco Negro’, acho que me saio bem nesse tema

d) Outra hipótese: Criava um hino novo! Soltava, em nome de todos nós, um canto profundo, épico, corajoso, amante, transcendente, jubilante, envolvente e invencível, porque somos tudo isso quando nos acordamos por dentro

Imagine que lhe era dada a possibilidade de mudar o destino dos portugueses. Sobre que tema legislaria?

a) Educação. Legislava no sentido de as aulas de canto serem obrigatórias desde o ensino infantil, pois entendo que um povo que não canta não pode seguir em frente.

b) Saúde. Criava cheques de bem-estar para todos.

c) Finanças. Aplicava o dinheiro dos impostos na Saúde e na Educação

d) Outra hipótese: substituía a lei da selva, da sobrevivência, pela lei da evolução, da sagrada existência. Começava por devolver às pessoas o brio e a honra de ‘se ser quem é’

Disse que ao abordar uma criação musical, "o fator mais marcante é sempre a identidade lusitana, a transcendência da alma que somos. Sai-me da voz". Para si, ser português é…

a) Dignificar a herança dos nossos Descobridores

b)"Esta identidade lusitana, absolutamente soberana" no seu coração universalista.

c) Não entregar à Europa os nossos usos, costumes nem os nossos impostos também

Tinha a oportunidade de ganhar uma fortuna a trabalhar num local de risco. Qual escolhia?

a) Uma escola em África

b) Um ateliê de artes na América do Sul

c) Mas eu já trabalho numa zona de risco!! ("Exato, risco existe sempre quando se segue uma visão, e escolho ‘ganhar uma fortuna’ no verdadeiro sentido da palavra – não só dinheiro, mas também, e incluindo amor, entusiasmo e paz interior!")

PERFIL

Ana Maria De Brito Monteiro nasceu em Lisboa, estudou Teatro no conservatório e estreou-se nos palcos aos 17 anos. em 1983 lança o disco ‘Baile Final’, a que se seguiram ‘Amar por Amar’, ‘Feiabonita’, ‘M’, a compilação ‘Afinal’ e o novo disco ‘Anamar’. No cinema destacou-se em ‘Um Adeus português’ e ‘repórter X’

 

 

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