“Vivemos numa sociedade erotizada precocemente”

Vânia Beliz é autora de ‘Chamar as Coisas pelos Nomes’, um manual prático para uma conversa sem pudores com os mais novos.
Por Miguel Balança e Fernanda Cachão|09.09.18
“Vivemos numa sociedade erotizada precocemente”
Foto Bruno Colaço
Como e quando falar sobre sexualidade com os nossos filhos? Com o desenvolvimento da criança aumentam as dúvidas sobre uma intimidade crescente (de que é tabu falar) e ignoram-se oportunidades únicas para esclarecer e educar os mais novos para um assunto que ainda é um verdadeiro quebra-cabeças para os pais, que - por pudor, desconhecimento ou medo – fogem a sete pés de uma conversa sem rodeios.

A propósito do lançamento do livro ‘Chamar as Coisas pelos Nomes’ (Editora Arena), a psicóloga clínica e da Saúde Vânia Beliz, de 39 anos, guia-nos numa conversa despudorada sobre aquela que é, afinal, uma parte fundamental da vida de pais e filhos.

Falar de sexo continua a ser um assunto tabu?
Continua. A literatura diz-nos exatamente isso: que as famílias parecem compreender a importância da educação sexual em algumas temáticas, mas depois receiam a abordagem noutras. A educação sexual formal existe há muito tempo nas nossas escolas e em momento algum substitui as orientações da família, pois tem o objetivo de trabalhar os direitos sexuais das pessoas em que o respeito pela individualidade e escolha de cada um é muito importante. As famílias temem que a educação sexual formal lhes roube os valores e que incentive à sexualidade precoce, o que não acontece de todo. São vários os estudos que referem o adiamento da atividade sexual em jovens que participam em programas de educação sexual. Ainda assim, muitas famílias não aceitam que se discutam certas temáticas, talvez porque não saibam exatamente como serão abordados.

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