Barra Cofina

Correio da Manhã

Especiais
8

Ensino: Cidadão livre e responsável

É preciso estar preparado para a inovação, sabendo salvaguardar o que permite aperfeiçoar a sociedade e respeitar a dignidade das pessoas.
Guilherme D’Oliveira Martins 19 de Março de 2020 às 01:30
Ensino: Cidadão livre e responsável
Ensino: Cidadão livre e responsável FOTO: Sérgio Lemos

Se há domínio decisivo para o desenvolvimento humano é o da aprendizagem. É o que distingue o progresso e o atraso. Liga-se, assim, educação, cultura e ciência. Num mundo em mudança acelerada, dominado pela incerteza e pela necessidade de nos preparamos para a inovação, sabendo salvaguardar o que permite aperfeiçoar a sociedade e respeitar a dignidade das pessoas, em lugar do que se limita ao imediato, ao ilusório e ao curto prazo.

O aprender a conhecer, o aprender a fazer, o aprender a viver juntos e a viver com os outros e o aprender a ser constituem fatores fundamentais que devem ser vistos nas suas diversas relações e implicações. As humanidades hoje têm, por isso, de ligar o saber e o saber fazer e de garantir a diversidade, o respeito mútuo e a educação para todos. O processo da criação e da inovação tem de ser visto relativamente às pessoas concretas.

Daí considerar-se as aprendizagens como o centro do processo educativo, a inclusão e a exigência como desafios necessários, o desenvolvimento sustentável e a proteção do meio ambiente como tarefas prioritárias, de modo a criar condições de adaptabilidade e de estabilidade, visando valorizar o saber e o respeito mútuo, numa cultura de liberdade, de responsabilidade e de paz. Do que se trata é de assegurar que o cidadão do futuro seja livre e responsável, ativo e conhecedor, apto a responder aos desafios complexos que se lhe colocam.

O rigor, a exigência e a qualidade são, assim, fundamentais. A facilidade só favorece a injustiça e a mediocridade. Por isso temos de recusar a simplificação e a facilidade, dando especial atenção a competências-chave como as relacionadas com as linguagens e os textos, com a informação e a comunicação, com o raciocínio e a resolução de problemas, dando importância à cultura científica e à experiência, com o pensamento crítico e criativo, com o relacionamento interpessoal, com o desenvolvimento pessoal e a autonomia, com o bem-estar e a saúde, com a sensibilidade estética e artística, com o saber técnico e as tecnologias e com a consciência e domínio do corpo.

Seremos capazes de transformar a informação em conhecimento e o conhecimento em sabedoria? Não desperdicemos o capital do futuro!

PERFIL
Guilherme d’Oliveira Martins nasceu em setembro de 1952 em Lisboa. Foi ministro da Educação, ministro da Presidência e ministro das Finanças no XIV Governo Constitucional.
Desde 2003, é professor catedrático convidado da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada de Lisboa e, desde 2008, também no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Foi presidente do Tribunal de Contas entre 2005 e 2015 e do Conselho de Prevenção da Corrupção de 2008 a 2015. É atualmente administrador-executivo da Fundação Calouste Gulbenkian.

DEPOIMENTOS
Sílvia 48 anos, auxiliar de educação, Lisboa
"Quando comprava jornais, era o Correio da Manhã que lia, mas para ser sincera nos últimos tempos deixei de o fazer. Por causa das redes sociais. É mais fácil e mais rápido: as notícias vêm agora ter connosco no telemóvel. Mas o vosso jornal sempre me agradou pela variedade. A única coisa de que gostava menos era das notícias trágicas e com muitos mortos."

João Luís Hulfelder 74 anos, reformado
"Leio o Correio da Manhã todos os dias há muitos anos. Há muitos que o apelidam de sensacionalista, mas eu não entendo assim. Gosto de tudo porque considero que não é um jornal tendencioso, tem uma linha muito boa. Levanta questões que muitos não levantam e vai ao cerne da questão. Isso é fundamental. Até o formato é especial, nada confuso. O que mais gosto é de ler os artigos de opinião."

Tiago Pais 28 anos, Advogado
"O jornal Correio da Manhã é a minha companhia todas as manhãs. Gosto de estar atualizado. Não há maneira melhor de começar o dia do que a saber o que se passa em todo o País e no Mundo. Acho que é o facto de levantar questões pertinentes, que faz dele o jornal mais lido de Portugal. Os assuntos relacionados com a política são os que mais me chamam à atenção."

Lisboa Correio da Manhã questões sociais educação economia negócios e finanças política ensino
Ver comentários