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CDU no Porto defende 3 mil casas urgentes para pessoas sem-abrigo

Ilda Figueiredo alerta para o aumento do número de pessoas em situação de sem-abrigo por causa da pandemia.
Lusa 22 de Setembro de 2021 às 14:06
Sem-abrigo
Sem-abrigo FOTO: Direitos Reservados
A candidata da CDU à presidência da Câmara do Porto alertou esta quarta-feira que as pessoas em situação de sem-abrigo aumentaram no Porto com a pandemia e defendeu que o problema se resolve com a disponibilização de três mil casas.

"Nós estamos a defender três mil casas com urgência. Se três mil casas com urgência fossem disponibilizadas, nós resolvíamos os problemas mais graves da habitação na cidade do Porto", declarou Ilda Figueiredo, candidata da coligação PCP/PEV (CDU) à presidência da Câmara do Porto, referindo que a autarquia tem casas desocupadas e que seria possível "disponibilizar com urgência" essas casas.

A candidata comunista, que desenvolveu esta quarta-feira uma ação de campanha junto da associação Saber Compreender, dedicada às pessoas em situação de sem-abrigo no Porto, assume que a política de habitação é "uma questão central" na cidade para resolver o problema dos sem-abrigo.

"Sabemos que há centenas de sem-abrigo na cidade do Porto. Sabemos também, e eles [Associação Saber Compreender], que houve um aumento com a covid-19", alertou Ilda Figueiredo, referindo que esse aumento resulta também do trabalho "precário" e "mal pago" no Porto, em muitos casos ligados ao turismo e à restauração, e que com a crise pandémica levou muitos trabalhadores precários para o desemprego sem sequer direito ao subsídio de desemprego.

As três mil casas urgentes que a candidata da CDU reclama para o Porto são para as pessoas que vivem em "situações de grande insalubridade" e têm de estar integradas numa "estratégia metropolitana", que por sua vez esteja ligada a uma "estratégia nacional efetiva".

A candidata alertou que o Porto tem "uma falha enorme" de equipamentos para acompanhamento e reinserção das pessoas em situação de sem-abrigo e defende a criação de um equipamento na zona oriental da cidade, nas instalações da ex-manutenção militar, porque a resposta do antigo Hospital Joaquim Urbano "é muito insuficiente".

"Defendíamos um outro equipamento na zona oriental da cidade nas instalações da ex-manutenção militar, que são instalações do Estado que estão ao abandono há vários anos e que são enormes e que poderiam servir para políticas sociais no âmbito da reinserção, na criação de oficinas de trabalho, que simultaneamente servissem de apoio a associações existentes na cidade e também de ocupação e de integração de pessoas que precisam desse tipo de apoios", disse, assinalando que há "uma falha enorme" desses equipamentos na cidade do Porto, apesar de haver vários edifícios abandonados, incluindo do Estado.

A candidata e atual vereadora da CDU na Câmara Municipal do Porto lembra que tem defendido que a autarquia negoceie com o Governo toda a cedências das instalações do antigo Hospital Joaquim Urbano para que não só sejam recolhidas as situações de sem-abrigo, mas para também serem criadas políticas públicas e propostas de reinserção".

São candidatos à presidência da Câmara do Porto, nas eleições de domingo, Rui Moreira (movimento independente "Rui Moreira: Aqui há Porto" - apoiado por IL, CDS, Nós, Cidadãos! e MAIS), Tiago Barbosa Ribeiro (PS), Vladimiro Feliz (PSD), Ilda Figueiredo (CDU), Sérgio Aires (BE), Bebiana Cunha (PAN), António Fonseca (Chega), Diogo Araújo Dantas (PPM), André Eira (Volt Portugal), Bruno Rebelo (Ergue-te) e Diamantino Raposinho (Livre).

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