Caso Epstein: Sarah Ferguson em silêncio e desaparecida

Antiga duquesa de York manteve ligações pessoais e empresariais ao pedófilo. Ex-mulher de André terá deixado o Reino Unido em direção a um destino que é para já secreto.

21 de fevereiro de 2026 às 10:50
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Em silêncio e em paradeiro desconhecido. Aos 66 anos, Sarah Ferguson terá deixado o Reino Unido e viajado para o estrangeiro para um destino secreto, isto depois de se ter visto envolvida no ‘escândalo Epstein’ no seguimento da divulgação de novos documentos. De acordo com a imprensa inglesa, nem as filhas da ex-mulher de André Mountbatten-Windsor, as princesas Beatrice e Eugenie, saberão do paradeiro da mãe.

O nome de Ferguson abriu um novo capítulo no escândalo em torno de Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e tráfico de menores. Novos documentos revelam relações pessoais e empresariais da ex-duquesa ao predador, provocando desdobramentos que vão desde o encerramento de empresas ao afastamento de instituições de caridade. Depois da detenção de André, na quinta-feira (foi libertado ao fim do dia, depois de interrogatório), há quem defenda que ex-duquesa poderá ser a próxima ‘cabeça a rolar’. É que alguns ficheiros contêm trocas de mensagens altamente comprometedoras. Em emails agora tornados públicos, Sarah diz, por exemplo, a Epstein que o “adora”, chama-lhe "o seu pilar" e queixa-se de que ele “já não lhe liga”. De lembrar que, depois da detenção, o irmão, o rei Carlos III, manifestou, num breve comunicado, “a mais profunda preocupação” com as notícias e suspeitas que recaem sobre André (irregularidades em cargo público), fazendo, no entanto, fé num “processo pleno e justo, através do qual este assunto será investigado de forma apropriada”, e prometeu colaborar com as autoridades.

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FOTO: AP
Sarah Ferguson e príncipe André
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Sarah em Nova Iorque. Imagem faz parte dos arquivos Epstein
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As princesas Eugenie e Beatrice

"És uma lenda... estou ao teu serviço, apenas casa-te comigo"

Documentos expõem mensagens comprometedoras de Ferguson para Jeffrey Epstein e denunciam pedidos de dinheiro

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Desde que os arquivos de Jeffrey Epstein revelaram que Sarah Ferguson - antiga mulher do ex-príncipe André - mantinha uma relação de amizade muito próxima com o criminoso sexual americano, a ex-duquesa viu o seu nome mergulhar na lama. Segundo os novos documentos, Sarah e André mantiveram laços com Epstein, mesmo depois de este ter sido condenado e de ter cumprido 13 meses de prisão por solicitar sexo a uma menor, em 2008, algo que vem contrariar um porta-voz de Ferguson, que, no ano passado, assegurava que a ex-duquesa tinha cortado relações com o pedófilo “assim que tomou conhecimento da extensão das alegações”. Sabe-se agora que Ferguson não só manteve contacto com Epstein como o visitou em Miami, em 2009, cinco dias após a sua libertação.

As mensagens reveladas entre Sarah e Epstein são altamente comprometedoras. Numa delas, de 2009, o pedófilo afirma ter pago voos “da duquesa e das filhas de Heathrow [Londres] para Miami [EUA]”, numa referência às princesas Eugenie e Beatrice. Estas surgem mesmo em centenas de mensagens, havendo uma que faz até menção a um “fim de semana de sexo” de Eugenie. Noutra, Sarah agradece ao multimilionário norte-americano por ser o irmão que sempre desejou ter, e, em 2010, enviou-lhe uma mensagem ainda mais elogiosa: “Tu és uma lenda. Eu realmente não tenho palavras para descrever o meu amor e gratidão pela tua generosidade e bondade. Estou ao teu serviço. Apenas casa-te comigo.”

Mas os arquivos revelam mais do que uma simples amizade, denunciando mesmo uma ligação financeira de Epstein à agora ex-duquesa, ligação essa que terá durado 15 anos. Um documento, de 2009, refere que Sarah solicitou 22 mil euros para a realização de um negócio, enquanto um email revela que a ex-duquesa chegou a pedir emprego a Jeffrey Epstein.

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