Dentro do esconderijo do monstro: apartamento de luxo de Epstein em Paris foi cenário de crimes horrendos

Casa num dos bairros mais exclusivos da capital francesa foi passada a pente fino pela polícia, que encontrou fotos de mulheres nuas e sala de massagens.

26 de fevereiro de 2026 às 09:35
Prédio da Avenida Foch (22), em Paris, onde Epstein tinha casa Foto: AP
Fotos da investigação: animais embalsamados serviam de decoração no apartamento de luxo que Jeffrey Epstein tinha no centro de Paris
Fotos da investigação: uma sala de massagens

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Olhando de fora, ninguém diria que o apartamento na Avenida Foch, um dos bairros mais exclusivos de Paris, foi cenário de crimes horrendos. Contudo, as fotos do interior desta residência de luxo localizada a poucos metros do Arco do Triunfo, captadas pela Procuradoria de Paris e divulgadas pelo jornal ‘Le Parisien’, mostram um ambiente perturbador, com animais embalsamados e paredes vermelhas.

Espalhadas pelas 18 assoalhadas do apartamento avaliado em 11,5 milhões de euros, que teve como hóspedes André Mountbatten-Windsor ou Peter Mandelson, foram encontradas várias fotos de Jeffrey Epstein a posar com mulheres nuas ou em topless, assim como brinquedos sexuais e uma sala de massagens que, segundo o mordomo brasileiro do pedófilo que morreu em 2019, foi construída especialmente para receber “um grande número de mulheres”.

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O predador sexual norte-americano visitou o local mais de 170 vezes e as autoridades acreditam que o utilizou como base europeia para a sua rede internacional de tráfico sexual. Investigadores franceses passaram semanas a revistar a morada, após esta ser mencionada várias vezes nos ficheiros divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA. As fotos, porém, datam de 2019, quando foi feita uma investigação a Jean-Luc Brunel, agente de modelos francês e associado de Epstein, que foi acusado de abuso sexual de menores. À semelhança do amigo, também ele foi encontrado morto na cela enquanto aguardava julgamento. O MP nomeou cinco magistrados para analisar milhões de documentos, com o objetivo de cruzar dados relativos a eventuais crimes de natureza sexual ou financeira li- gados a cidadãos franceses. As autoridades de Paris também apelaram às potenciais vítimas de Epstein para que se apresentem e prestem depoimento no âmbito da investigação.

Assume sexo com duas russas e pede desculpa

O cofundador da Microsoft admitiu ter tido casos extraconjugais com duas mulheres russas quando ainda era casado com Melinda French Gates e pediu desculpa pelas suas ligações com o pedófilo Jeffrey Epstein. Bill Gates, de 70 anos, assumiu agora perante os funcionários da sua fundação que viajou no avião particular do predador sexual e passou tempo com ele nos Estados Unidos e no estrangeiro, mas recusa ter cometido algum crime, segundo o ‘Wall Street Journal’.

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“Não fiz nada de ilícito. Não vi nada de ilícito”, disse Gates na reunião da Gates Foundation. “Para deixar claro, nunca estive com as vítimas”, reforçou o milionário. Quanto às fotos em que aparece com mulheres, disse que eram imagens que Epstein pedia para tirar com assistentes após as reuniões. “Peço desculpas às outras pessoas que foram envolvidas nisso por causa do erro que cometi”, acrescentou.

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