Juiz rejeita processo de difamação movido por Trump contra o Wall Street Journal
Em causa estava uma reportagem publicada a 17 de julho sobre a relação do Presidente dos EUA com Jeffrey Epstein.
Um juiz distrital norte-americano rejeitou o processo de difamação movido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o jornal Wall Street Journal devido a uma reportagem sobre a relação de Trump com Jeffrey Epstein, milionário envolvido em escândalos sexuais com menores.
Donald Trump processou o jornal e os proprietários do mesmo, nomeadamente Rupert Murdoch, através do Tribunal Federal da Flórida, pedindo uma indemnização de 10 mil milhões de dólares (mais de 8,5 mil milhões de euros).
A reportagem publicada a 17 de julho indicava que o nome do presidente constava num livro com dedicatórias, oferecido a Epstein no aniversário, em 2003. Na mensagem que escreveu, Trump incluiu o desenho do corpo de uma mulher.
Donald Trump acusou o jornal de ter inventado e alegou difamação.
Segundo a BBC, o juiz Darrin Gayles disse que Trump não esteve "nem perto" de conseguir demonstrar que o Wall Street Journal agiu com más intenções contra o presidente com a publicação do artigo. O caso foi arquivado, embora Trump ainda possa apresentar uma nova ação judicial, com alterações, até 27 de abril.
Para que a acusação avançasse, Donald Trump teria de ter conseguido provar que os jornalistas publicaram a reportagem com o conhecimento de que as informações seriam falsas e com a intenção de prejudicá-lo.
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