Movimento MeToo# foi seguido de perto por Jeffrey Epstein, que viu o produtor de Hollywood, de quem foi amigo de longa data, cair em desgraça.
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Em 2017, Jeffrey Epstein assistiu de perto à queda do produtor de cinema Harvey Weinstein, acusado de abuso sexual por várias mulheres - entre elas atrizes como Ashley Judd, Mira Sorvino, Rose McGowan, Angelina Jolie ou Gwyneth Paltrow - num escândalo que deu origem ao movimento MeToo#. Na altura, foram muitos os que recorreram ao pedófilo a pedir ajuda para limpar a sua imagem e a descredibilizar as mulheres que os acusavam.
"Tantos indivíduos envolvidos no #MeToo estão a entrar em contato comigo, a perguntar quando é que esta loucura vai acabar e a pedir-me conselhos", escreveu Epstein em dezembro de 2018 para um destinatário cuja identidade foi omitida nos ficheiros divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA.
Em novembro de 2017, Epstein e a sua relações públicas Peggy Siegal mostraram-se maravilhados com a rapidez com que o movimento destruiu a reputação de homens como Charlie Rose, Harvey Weinstein, Brett Ratner ou Louis CK, deviando as atenções das polémicas que o envolviam. "Charlie, Harvey, Brett, Louis... Jeffrey está cada vez melhor :)”, escreveu num e-mail. “Você sofreu alguns anos e agora é o menos importante nesta caça às bruxas", respondeu Siegal, aconselhando-o a fazer doações para causas feministas.
Epstein e Weinstein foram amigos durante décadas e chegaram a ir juntos ao 18.º aniversário da princesa Beatrice, em Inglaterra, em 2006, a convite do então príncipe André. Contudo, um incidente na casa do pedófilo em Paris pode ter ditado o fim da amizade. "Weinstein estava a receber uma massagem de uma das raparigas de Epstein quando tentou algo sexual", disse Brad Edwards, advogado de algumas das vítimas, citado pelo ‘The Sun’. Perante a recusa, o produtor começou a ameaçar e a insultar a jovem. "Mal ele sabia que ela era uma das favoritas de Epstein, que acabou por expulsá-lo", acrescentou.
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Arrancaram as buscas ao 'Rancho Playboy'
As autoridades do Novo México, no sul dos Estados Unidos, anunciaram na segunda-feira o início das buscas no Zorro Ranch, também conhecido como ‘Rancho Playboy’, que pertenceu ao criminoso sexual Jeffrey Epstein.
O estado norte-americano, governado por democratas, está a agir com base em novas informações incluídas nos documentos divulgados pelo Departmento de Justiça, nos quais consta uma denúncia de que Epstein teria ordenado que os corpos de duas meninas estrangeiras fossem enterrados em colinas próximas à propriedade isolada, pelo que as buscas estão a ser feitas com o recurso a cães.
No mês passado, o Novo México tornou-se o primeiro estado dos EUA a lançar uma “comissão da verdade” legislativa para investigar a possível corrupção pública que teria permitido que Epstein atuasse em segredo no rancho durante 26 anos antes da sua morte, em Nova Iorque, em 2019.
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