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Irão já escolheu o sucessor de Khamenei

Nome do novo líder supremo não foi imediatamente anunciado pelo regime de Teerão.

09 de março de 2026 às 01:30

O Irão anunciou este domingo que o sucessor do aiatola Ali Khamenei é o seu filho Mojtaba Khamenei. A decisão foi revelada depois de Israel ter ameaçado eliminar quem quer que seja o escolhido. O anúncio foi feito no mesmo dia em que Teerão amanheceu coberta por uma densa nuvem de fumo tóxico provocada pelos ataques de Israel contra vários depósitos de combustível nos arredores da capital.

“O candidato mais adequado, aprovado pela maioria da Assembleia de Peritos, já foi determinado”, anunciou Mohsen Heydari, um dos 88 clérigos responsáveis pela escolha do novo líder supremo. Outro membro da Assembleia de Peritos confirmou num vídeo que “foi alcançada uma decisão firme que reflete a posição da maioria dos delegados”. O nome do sucessor de Ali Khamenei não foi, porém, imediatamente anunciado pelo regime de Teerão, que não avançou qualquer justificação para o atraso. Recorde-se que o filho de Khamenei, Mojtaba, era um dos principais favoritos à nomeação.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, avisou ontem que o próximo líder “não durará muito” se não tiver a sua aprovação e Israel reiterou a ameaçou de eliminar quem quer que ocupe o lugar de Khamenei, morto num bombardeamento israelo-americano no primeiro dia da guerra.

Entretanto, os dois lados acusaram-se mutuamente de atacar infraestruturas civis, com Teerão a acusar Israel de “crimes de guerra” por bombardear depósitos de combustível nos arredores da capital, cobrindo a cidade com uma nuvem tóxica. Israel diz que se trata de um “alvo legítimo” porque o combustível é usado para lançar mísseis.

Já o Irão bombardeou uma central de dessalinização no Bahrein, afirmando que se tratou de uma retaliação por um ataque americano contra uma instalação semelhantes na ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz.

Trump pondera enviar forças especiais para apreender urânio iraniano

EUA e Israel estarão a discutir a possibilidade de enviar forças especiais para o Irão para localizar a apreender o ‘stock’ de urânio enriquecido, impendido que seja usado pelo regime de Teerão para construir uma bomba nuclear. Segundo o Axios, a operação apenas deverá ocorrer quando os dois países considerarem que as forças iranianas “já não representam uma ameaça”. Questionado sobre o assunto, Donald Trump não descartou a possibilidade. “Ainda não falámos disso, mas haveremos de o fazer. É algo que podemos fazer mais tarde, agora não”, disse aos jornalistas. O Irão terá cerca de 450 quilos de urânio enriquecido a 60%, mas estarão sepultadas sob toneladas de escombros nas instalações nucleares bombardeadas no verão.

E TAMBÉM

Netanyahu “surpresas”

Benjamin Netanyahu disse ontem que Israel e os EUA “têm muitas surpresas preparadas” para o regime iraniano. “Temos muitos alvos, não vou divulgá-los. Ao povo iraniano, quero dizer que o momento da verdade está a chegar. Não queremos dividir o Irão, queremos libertá-lo do jugo da tirania e viver em paz convosco”, disse o PM israelita.

Baixas israelitas

Israel anunciou ontem as primeiras baixas militares desde o início da guerra. Trata-se de dois soldados que morreram em combate no Sul do Líbano.

Trump tranquilo

O Presidente dos EUA garantiu não estar preocupado com a possibilidade de a Rússia estar a partilhar informações sobre as bases dos EUA com o Irão. “Se eles estão a receber essa informação, não está a ajudá-los muito”, disse Trump.

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