Campo de Fujairah alberga um porto, um oleoduto e outras instalações petrolíferas a que é possível aceder sem atravessar o estreito de Ormuz, atualmente controlado pelo Irão.
Um ataque de drone causou esta segunda-feira um incêndio no campo de petróleo de Fujairah (Fujeira) e provocou três feridos, anunciaram as autoridades dos Emirados Árabes Unidos, que reportaram quatro mísseis de cruzeiro disparados a partir do Irão.
"As equipas de Defesa Civil de Fujairah responderam imediatamente ao incidente e continuam os seus esforços para controlar o incêndio", disse o gabinete de imprensa do emirado num comunicado.
Segundo a mesma fonte, "três cidadãos indianos ficaram moderadamente feridos e foram transferidos para o hospital para tratamento".
O campo de Fujairah alberga um porto, um oleoduto e outras instalações petrolíferas a que é possível aceder sem atravessar o estreito de Ormuz, atualmente controlado pelo Irão.
Por outro lado, o ministro da Defesa dos Emirados Árabes Unidos (EAU) afirmou que o país intercetou três mísseis de cruzeiro "do Irão" sobre as suas águas territoriais, na primeira operação de abate de mísseis desde que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e Teerão entrou em vigor, há quase um mês.
"Foram detetados quatro mísseis de cruzeiro vindos do Irão a aproximarem-se do país. Três foram intercetados com sucesso sobre águas territoriais dos Emirados, enquanto o quarto caiu no mar", disse o ministério, num comunicado.
Afirmou ainda que "o sistema de defesa aérea dos EAU está ativamente a combater ameaças de mísseis e veículos aéreos não tripulados (UAV)", sem fornecer mais informações.
Até ao momento, não foram fornecidos mais detalhes sobre o alvo do ataque.
Os Emirados Árabes Unidos emitiram esta segunda-feira um breve alerta sobre um possível ataque com mísseis, que depois foi levantado, quase um mês após o estabelecimento de um cessar-fogo na guerra no Médio Oriente.
Esta é a primeira vez que os Emirados Árabes Unidos anunciam que estão a responder a um ataque desde que a trégua EUA-Irão entrou em vigor a 08 de abril, um pacto que pôs fim aos ataques retaliatórios iranianos pela guerra lançada por Washington e Telavive a 28 de fevereiro contra a República Islâmica.
Após a implementação do pacto, vários países do Golfo Pérsico reportaram alguns ataques aos seus territórios, embora estes tenham sido atribuídos a milícias pró-iranianas no Iraque e a outros grupos armados aliados de Teerão.
As ações desta segunda-feira contra os Emirados ocorrem no mesmo dia em que Abu Dhabi denunciou um ataque "terrorista iraniano" com dois drones num petroleiro pertencente à empresa petrolífera estatal emiradense, ADNOC.
Subsequentemente, o conselheiro diplomático do Presidente dos Emirados, Anwar Gargash, alertou que "a ameaça iraniana" no Médio Oriente "não pode ser ignorada", ao mesmo tempo que denunciou "os atos de pirataria marítima do Irão" após o ataque ao navio da ADNOC e numa altura em que Abu Dhabi endurece o seu discurso contra Teerão.
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