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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Austrália celebra acordo entre EUA e Irão e destaca reabertura de Ormuz

Washington e Teerão anunciaram este domingo que chegaram a um acordo de paz, que será assinado oficialmente no próximo dia 19 de junho na Suíça.

15 de junho de 2026 às 07:40

O Governo da Austrália saudou esta segunda-feira o acordo alcançado entre os Estados Unidos e o Irão e considerou que o entendimento representa uma oportunidade para reduzir tensões no Médio Oriente e atenuar a crise energética causada pelo conflito.

Washington e Teerão anunciaram este domingo que chegaram a um acordo de paz, que será assinado oficialmente no próximo dia 19 de junho na Suíça e cujos detalhes ainda não foram divulgados.

O acordo prevê o fim das hostilidades iniciadas a 28 de fevereiro, que desencadearam uma escalada regional, e a reabertura do Estreito de Ormuz, passagem marítima por onde transitava aproximadamente 20% do petróleo mundial antes do conflito.

Num comunicado conjunto, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, e a ministra dos Negócios Estrangeiros, Penny Wong, saudaram o pacto e reiteraram o apelo de Camberra à desescalada e ao fim das hostilidades na região, incluindo o conflito no Líbano.

"O Governo australiano congratula-se com o acordo entre os Estados Unidos e o Irão", afirmaram as autoridades, que sublinharam a necessidade de se manter a contenção e o compromisso construtivo para evitar novas escaladas e avançar para uma solução duradoura.

A Austrália destacou, em particular, o facto de o acordo prever medidas para reabrir o Estreito de Ormuz e restabelecer a liberdade de navegação nesta via marítima estratégica, por onde transita uma parte significativa do comércio mundial de petróleo e gás.

Segundo Camberra, a normalização gradual do tráfego no corredor contribuirá para aliviar a pressão sobre os preços da energia e reduzir o impacto económico em várias regiões, incluindo a Ásia-Pacífico.

Camberra instou também as partes a aproveitarem o momento para promover uma paz sustentável através do diálogo e da diplomacia, ao mesmo tempo que reiterou que o Irão deve dar resposta às preocupações internacionais sobre o seu programa nuclear.

Em consonância com a posição expressa pela Austrália, a Nova Zelândia também acolheu favoravelmente os avanços no sentido de um acordo de paz.

O ministro dos Negócios Estrangeiros neozelandês, Winston Peters, saudou a aceitação do memorando de entendimento e classificou o pacto como um "passo construtivo" para reduzir as tensões e promover a estabilidade numa região fundamental para a segurança económica mundial.

Wellington sublinhou ainda que as perturbações no Estreito de Ormuz tiveram "graves impactos" na economia neozelandesa e em vários países insulares do Pacífico, pelo que valorizou as medidas destinadas a reabrir com segurança esta rota marítima estratégica e a restabelecer a confiança nas cadeias de abastecimento internacionais.

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