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Efeito surpresa iraniano trava objetivos dos EUA

Domínio sobre o estreito de Ormuz tem bloqueado qualquer tipo de acordo entre americanos e iranianos.

29 de agosto de 2026 às 01:30

“Ao grande e orgulhoso povo do Irão, digo-vos que a hora da vossa liberdade está a chegar. Abriguem-se, não saiam de casa; é muito perigoso. Bombas vão cair em todo o lado. Quando terminarmos de derrubar o vosso Governo, ele será vosso para o ocuparem”, prometeu Donald Trump aos iraquianos quando começou a operação ‘Fúria Épica’ a 28 de fevereiro.

Ao militares, deixou um aviso: “Baixem as armas ou enfrentarão a morte certa.” Ao mundo, deixou uma certeza: “O Irão nunca terá armas nucleares.” Seis meses depois, o regime dos aiatolas não caiu, a Guarda Revolucionária não se rendeu e o programa nuclear iraniano está longe de ter sido “obliterado”, como era desejo do presidente norte-americano.

O que falhou? Aparentemente, terá havido uma avaliação deficiente do poderio militar iraniano e também não se esperaria que Teerão começasse a atacar os países vizinhos.

Mas a verdadeira surpresa veio com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde circulava um quinto do comércio mundial de petróleo, assim como 20% do gás consumido a nível global.

Os preços da energia subiram, os bens alimentares aumentaram e a vida ficou mais caro. Em junho, foi anunciado um cessar-fogo de 60 dias e o início de negociações entre os dois países.

O período de tréguas extinguiu-se sem qualquer entendimento. Os EUA mudaram de estratégia, apostando na asfixia económica do Irão, bloqueando a principal fonte de receitas de Teerão - o petróleo - e impondo sanções a quem negociar com o Irão. Para já, sem resultados práticos.

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