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EUA e Irão negoceiam 'memorando de entendimento' para acabar com a guerra

Documento de 14 pontos prevê reabertura de Ormuz e suspensão do enriquecimento de urânio por 12 a 15 anos.

07 de maio de 2026 às 01:30

Os Estados Unidos e o Irão estão perto de chegar a acordo sobre um ‘memorando de entendimento’ de 14 pontos para acabar com a guerra no Irão, avançou esta quarta-feira o site Axios, adiantando que o documento prevê, entre outros pontos, a suspensão de enriquecimento de urânio por parte do Irão durante 12 a 15 anos.

De acordo com o site, que cita fontes oficiais norte-americanas, o memorando que está a ser negociado pelos enviados Steve Witkoff e Jared Kushner prevê o fim imediato da guerra, seguido por um período de 30 dias de negociações diretas sobre um acordo de paz final, que incluiria o “levantamento gradual” do encerramento do estreito de Ormuz por parte do Irão e do bloqueio naval americano, o fim das sanções económicas ao regime de Teerão e a devolução dos biliões de dólares em fundos iranianos congelados nos EUA e noutros países. Quanto ao programa nuclear iraniano, o país comprometer-se-ia a nunca desenvolver uma bomba nuclear e aceitaria uma moratória de 12 a 15 anos no enriquecimento de urânio, acompanhado por um regime reforçado de inspeções internacionais. Caso o Irão violasse o acordo, esta moratória seria automaticamente prolongada, diz o documento. O Irão aceitaria ainda que os cerca de 400 quilos de urânio enriquecido a 60% na sua posse sejam transferidos para um terceiro país.

Trump suspende ‘projeto liberdade’ para facilitar negociações

As fontes citadas pelo Axios sublinham que nada foi ainda acordado em definitivo, mas garantem que os dois países “nunca estiveram tão perto” de um acordo. Foi este o motivo que levou Donald Trump a anunciar de surpresa, na terça-feira à noite, a suspensão da missão ‘Projeto Liberdade’, para escoltar navios na travessia de Ormuz, para dar espaço e tempo às negociações. “Assumindo que o Irão aceita tudo aquilo que foi acordado, a operação ‘Fúria Épica’ terminará, tal como o nosso eficaz bloqueio, permitindo que o estreito de Ormuz volte a ser usado por todos, incluindo o Irão. Se eles não aceitarem, os bombardeamentos irão recomeçar a um nível muito mais intenso que anteriormente”, disse esta quarta-feira o presidente dos EUA.

Irão diz que estreito pode reabrir

A Guarda Revolucionária do Irão admitiu reabrir o estreito de Ormuz na sequência da suspensão da operação militar americana para escoltar navios naquela via marítima. “Com as ameaças dos agressores neutralizadas e os novos protocolos em funcionamento, a passagem segura no estreito pode ser retomada”, adiantou um porta-voz.

Porta-aviões francês a caminho

O porta-aviões francês ‘Charles de Gaulle’ atravessou o Canal do Suez a caminho do Mar Vermelho, em preparação para uma eventual missão multinacional para garantir a travessia segura do estreito de Ormuz após o final do conflito entre o Irão e os EUA. Vários países, incluindo o Reino Unido, mostraram-se disponíveis para participar.

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