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EUA intensificam ataques ao Irão

Pelo menos oito pessoas morreram e 20 ficaram feridas nos ataques aéreos norte-americanos contra infraestruturas no sul e oeste do Irão.

18 de julho de 2026 às 01:30

Os EUA realizaram uma nova vaga de bombardeamentos contra alvos militares no Irão, prolongando para seis noites consecutivas a ofensiva ordenada por Donald Trump. Pelo menos oito pessoas morreram e 20 ficaram feridas. A operação envolveu aviões de combate, drones e navios de guerra, que recorreram a munições de precisão para atingir dezenas de posições estratégicas no sul e oeste do país. Entre os alvos estiveram seis pontes na província de Hormozgan, junto ao Estreito de Ormuz, numa tentativa de limitar o acesso a Bandar Abbas, o principal porto iraniano. A destruição destas infraestruturas pretende dificultar o transporte de equipamento militar e de bens essenciais destinados aos cerca de 90 milhões de habitantes do Irão.

Além das pontes, os ataques atingiram sistemas de vigilância costeira, infraestruturas logísticas, posições de defesa antiaérea e outras capacidades militares ligadas às operações marítimas iranianas.

Em resposta, Teerão lançou mísseis contra países aliados dos EUA na região, incluindo o Qatar, um dos principais mediadores nas negociações de paz, onde foram registadas explosões. Bahrein, Kuwait e Jordânia também reportaram ataques ou a interceção de projéteis iranianos, enquanto explosões foram igualmente assinaladas em Erbil e Suleimânia, na região autónoma do Curdistão iraquiano.

A Guarda Revolucionária do Irão anunciou ainda um ataque contra um centro de comando de operações especiais norte-americano em al-Tanf, na Síria, classificando a ação como uma retaliação pela morte de militares iranianos em Iranshahr. O grupo garantiu que continuará a responder enquanto prosseguirem os bombardeamentos dos EUA.

Numa nova ameaça à comunidade internacional, Teerão afirmou manter “controlo total” sobre o Estreito de Ormuz e advertiu que não permitirá a exportação de petróleo e gás através daquela rota estratégica enquanto continuarem as operações militares norte-americanas.

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