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EUA sancionam Iraque para forçar desmantelamento de milícias pró-Irão

Estados Unidos suspenderam o envio de dólares para Bagdade, bem como os programas de cooperação militar.

22 de abril de 2026 às 23:54

 Os Estados Unidos suspenderam o envio de dólares para Bagdade, bem como os programas de cooperação militar, para forçar o Iraque a desmantelar as milícias pró-Irão que acusam de ataques recentes contra interesses de Washington, noticiaram vários 'media' norte-americanos.

O Wall Street Journal, citando fontes oficiais iraquianas e norte-americanas, noticiou na terça-feira à noite que Washington suspendeu, pela segunda vez desde o início da guerra, o envio por avião de carga de quase 500 milhões de dólares em dinheiro vivo, provenientes da venda de petróleo iraquiano.

Um funcionário do Governo iraquiano disse à AFP que apenas um carregamento não chegou, alegando "razões logísticas relacionadas com a guerra" e o encerramento do espaço aéreo iraquiano.

Um funcionário do Banco Central do Iraque disse à AFP que as entregas de dólares cessaram durante a guerra regional "devido à suspensão dos voos e à situação de segurança".

Acrescentou que o banco central não solicitou mais dólares porque tem reservas suficientes e "atualmente não há necessidade de as aumentar".

As receitas das exportações de petróleo iraquiano são depositadas em grande parte no Banco da Reserva Federal de Nova Iorque, em virtude de um acordo assinado após a invasão norte-americana de 2003 que derrubou Saddam Hussein.

Este acordo confere a Washington uma influência significativa sobre as autoridades em Bagdade.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos suspenderam o financiamento de programas de treino para as Forças Armadas iraquianas e de programas antiterroristas, visando principalmente o grupo Estado Islâmico.

Um responsável de segurança iraquiano confirmou à agência France-Presse (AFP) a suspensão desta cooperação bilateral, citando "milícias e (...) atentados bombistas".

Não forneceu detalhes, mas os dois países cooperam há vários anos, particularmente na luta contra os jihadistas.

O Iraque, vizinho do Irão, foi arrastado para a guerra no Médio Oriente por ataques atribuídos aos Estados Unidos ou a Israel contra grupos pró-Irão.

Estes grupos reivindicaram a responsabilidade por ataques contra interesses norte-americanos no país.

No início da guerra regional desencadeada pelos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão, em 28 de fevereiro, Washington e Bagdad declararam a sua intenção de "intensificar a cooperação" para prevenir ataques contra interesses americanos e garantir que o território iraquiano não fosse utilizado para tais operações.

Mas Washington tem-se queixado dos esforços insuficientes por parte do Iraque, que há anos tenta manter um equilíbrio precário entre os seus laços com os Estados Unidos e a sua relação de proximidade com Teerão.

Contactado esta quarta-feira pela AFP, o Departamento de Estado norte-americano não confirmou a suspensão das entregas de dólares, mas declarou que "a falha do Governo iraquiano em prevenir estes ataques (...) está a prejudicar as relações entre os Estados Unidos e o Iraque".

"Os Estados Unidos não tolerarão ataques contra os seus interesses e esperam que o Governo iraquiano tome imediatamente todas as medidas necessárias para desmantelar as milícias apoiadas pelo Irão no Iraque", indicou o porta-voz interino do Departamento de Estado, Tommy Pigott.

O Irão, contudo, não tem qualquer intenção de abdicar da sua influência sobre o país vizinho.

O general Esmail Qaani, um alto funcionário militar iraniano, viajou no sábado para Bagdad para se reunir com líderes políticos e grupos armados pró-Irão, informou à AFP um alto funcionário iraquiano.

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