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EUA vão manter exportações de combustíveis

Estados Unidos "não têm planos para implementar restrições às exportações de petróleo e gás".

19 de março de 2026 às 21:32

O secretário norte-americano da Energia garantiu esta quinta-feira que os Estados Unidos irão manter as exportações de petróleo e gás, contrariamente a outros países que as proibiram em resposta aos problemas de abastecimento causados pela guerra no Médio Oriente.

Os EUA "não têm planos para implementar restrições às exportações de petróleo e gás", afirmou o secretário Chris Wright na rede social X, respondendo a especulações de que a medida estaria em preparação para conter os preços internos dos combustíveis.

"Graças ao Presidente (Donald Trump), os Estados Unidos são o maior produtor mundial de petróleo e gás natural. Somos também o maior exportador de gás natural e um dos maiores exportadores de petróleo", adiantou Wright.

Uma das principais consequências da intervenção militar no Médio Oriente, que resultou num bloqueio das exportações de combustíveis através do Estreito de Ormuz, é a instabilidade económica global provocada pelo aumento dos preços da energia.

Trump desvalorizou hoje a subida dos preços do petróleo e do gás provocada pela escalada do conflito com o Irão.

Em declarações na Casa Branca, Trump confessou que antecipava aumentos mais acentuados nos mercados energéticos.

"Pensei que os números seriam piores. Pensei que subiriam mais do que subiram", afirmou Trump, acrescentando que a intervenção militar resultará num mundo "mais seguro".

O chefe de Estado norte-americano considerou que a economia estava a ter um bom desempenho antes do conflito, com preços energéticos baixos, mas defendeu que a ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão, iniciada em 28 de fevereiro, era necessária.

Trump admitiu ainda que já previa uma subida dos preços do petróleo e algum impacto económico, mas alegou que a situação atual "não está má", sugerindo que o conflito poderá terminar em breve.

Na guerra contra o Irão foram mortos o Líder Supremo iraniano, Ali Khamenei, grande parte da liderança militar da República Islâmica, centenas de iranianos, incluindo civis e crianças, e pelo menos treze militares norte-americanos.

Embora Washington já tenha declarado vitória no conflito, Teerão continua a retaliar com ataques contra Israel e países da região, incluindo visando infraestruturas energéticas.

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