Estas declarações reforçam as palavras do Presidente norte-americano, Donald Trump, que na véspera anunciara "um dia D" numa ofensiva "sem precedentes" contra a economia iraniana.
O secretário do Tesouro norte-americano avisou esta quinta-feira que os aliados que não apoiem a guerra económica contra o Irão estarão contra os Estados Unidos (EUA) e apontou a queda do "regime assassino" de Teerão como objetivo desta ofensiva.
Em entrevista à estação norte-americana CNBC, Scott Bessent indicou que a administração norte-americana vai começar a falar com os seus aliados "para implementar o esforço de isolamento económico mais forte da história" e deixar-lhes uma mensagem: "Ou estão connosco ou contra nós".
Estas declarações reforçam as palavras do Presidente norte-americano, Donald Trump, que na véspera anunciara "um dia D" numa ofensiva "sem precedentes" contra a economia iraniana.
"Isto vai funcionar no Irão e vamos derrubar este regime", previu esta quinta-feira Scott Bessent.
Além dos aliados de Washington, o titular das finanças norte-americanas instou também a China a tomar medidas se quiser "o estreito [de Ormuz] reaberto" e que "os preços da energia voltem a cair", ao destacar a dependência energética da segunda maior economia mundial dos países fornecedores no Médio Oriente.
"Os chineses compram 50% da sua energia aos países do Golfo. Por isso, apoiar o isolamento económico do Irão seria prestar-lhes um grande serviço", acrescentou.
Durante a entrevista, Scott Bessent sustentou ainda que as sanções económicas contra Teerão tornam menos provável o reatamento das operações militares em grande escala contra a República Islâmica.
"Se aplicarmos a máxima pressão económica, isso significa que provavelmente não haverá uma retoma das operações militares em grande escala, mas quero sublinhar que isso é por enquanto", declarou à CNBC.
Scott Bessent acredita que esta pressão limitará a capacidade dos iranianos em "projetar poder através dos seus aliados" quando enfrentarem "uma inflação substancial" e "já não possam pagar aos seus soldados"
O representante norte-americano remeteu detalhes desta operação de "pressão económica máxima" para uma conferência de imprensa na segunda-feira.
"Há quem diga que nunca funciona. Mas funciona. Funcionou na Venezuela quando o bloqueio foi implementado e está a funcionar agora em Cuba. Também funcionará no Irão e derrubaremos o regime", concluiu Scott Bessent, que, na semana passada, já tinha ameaçado Teerão com um isolamento económico "como o mundo nunca viu".
Apesar de uma diminuição recente das hostilidades entre Estados Unidos e Irão, a tensão na região permanece elevada no sexto mês de conflito iniciado pela ofensiva militar israelo-americana em 28 de fevereiro, com as negociações diplomáticas caídas num impasse.
"Nenhuma conversa ou discussão está a ter lugar neste momento nem está programada com a República Islâmica do Irão", declarou na quarta-feira Donald Trump, que anteriormente tinha admitido que "talvez a qualquer altura" Washington e Teerão pudessem retomar negociações para pôr fim à guerra.
As partes assinaram um memorando de entendimento em 17 de junho, que implicou um cessar-fogo imediato e a abertura de negociações durante 60 dias para um acordo definitivo de paz, prazo que terminou na segunda-feira.
Os dois lados voltaram entretanto aos confrontos pouco depois da assinatura do memorando e o Irão repôs as restrições que mantinha à navegação comercial no estreito de Ormuz -- por onde passavam 20% dos bens petrolíferos mundiais antes da guerra --, enquanto os Estados Unidos voltaram a aplicar um bloqueio naval aos portos iranianos.
Trump observou na quarta-feira que a atual situação no estreito de Ormuz "é muito boa" e que muitos petroleiros o estão a atravessar sem problemas.
Dados da plataforma da MarineTraffic indicam porém que o tráfego no estreito de Ormuz ficou-se pelas dez travessias na terça-feira, muito abaixo das mais de cem diárias anteriores à guerra.
O anúncio da guerra económica de Washington está a ser interpretado pelos mercados como um atraso ainda maior no rápido regresso ao fluxo normal de petróleo através do estreito de Ormuz, levando, mais uma vez, à pressão sobre os preços internacionais.
As ameaças em Ormuz obrigaram os países exportadores de petróleo da região a procurar rotas alternativas, nomeadamente no mar Vermelho, onde os rebeldes Huthis do Iémen, apoiados por Teerão, impuseram por sua vez um bloqueio naval à Arábia Saudita.
O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu esta quinta-feira que o estreito de Ormuz não será reaberto enquanto Washington não cumprir os compromissos previstos no protocolo assinado em junho.
Ao mesmo tempo, o Irão e Omã, países vizinhos nas duas margens do estreito, debatem há várias semanas a futura gestão desta passagem, num acordo negociado à margem do processo de diálogo entre Washington e Teerão.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.