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Irão faz exigências aos Estados Unidos para reabrir estreito de Ormuz

Exigências incluem o fim do bloqueio naval, a suspensão das sanções e o pagamento de reparações de guerra.

08 de agosto de 2026 às 19:49

O Irão apresentou este sábado uma lista de exigências aos Estados Unidos antes de reabrir o Estreito de Ormuz, incluindo o fim do bloqueio naval, a suspensão das sanções e o pagamento de reparações de guerra.

"Até que os Estados Unidos corrijam o seu comportamento, o Estreito de Ormuz não será aberto", afirmou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Mohammad Bagher Zolgadr, num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal IRNA, citado pela agência Efe.

Zolgadr detalhou seis condições que, segundo Teerão, constituiriam esta "correcção de comportamento" por parte de Washington, entre as quais a suspensão do bloqueio naval contra o Irão, o fim das sanções, a libertação de ativos iranianos congelados e a compensação pelos danos causados pelo que chamou de "duas guerras impostas".

O alto responsável de segurança iraniano exigiu ainda o fim das ameaças contra o Irão, a cessação das operações militares contra o país e os seus aliados regionais no Líbano, Palestina, Iémen e Iraque, e a retirada das forças militares norte-americanas posicionadas em torno da República Islâmica.

"Estas são as exigências do povo iraniano", declarou Zolgadr, insistindo que o Irão "nunca cederá", nem militarmente, nem em negociações.

As suas declarações surgem depois de outras autoridades iranianas de alto nível terem também condicionado a reabertura do Estreito de Ormuz à aceitação de condições por parte dos Estados Unidos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Aragchi, declarou este sábado que a reabertura do Estreito de Ormuz está condicionada a indemnizações, por parte dos Estados Unidos, pelas alegadas violações do memorando de entendimento de junho, anunciando ainda que o Irão está "muito perto" de chegar a acordo com o Omã sobre o quadro legal e a gestão da passagem marítima estratégica, bem como sobre a definição das rotas de navegação através do estreito.

Já o porta-voz da Guarda Revolucionária, o general Hossein Mohebi, afirmou que a reabertura da passagem marítima estratégica depende da aceitação integral das condições de Teerão por parte de Washington e do fim da sua interferência nas negociações regionais.

As autoridades de Omã também declararam este sábado que as conversações com Teerão sobre a navegação no Estreito de Ormuz são "positivas", mas alertaram que os ataques a navios que transitam por esta rota marítima, onde o Irão realizou várias operações recentemente, podem "afetar" estas negociações.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Omã emitiu esta declaração pouco depois de os Emirados Árabes Unidos (EAU) terem noticiado que o Irão tinha atacado um petroleiro pertencente à empresa estatal Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC) no Estreito de Ormuz, acusação que Teerão não abordou.

O Irão anunciou em meados de julho o renovado encerramento do Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do crude mundial antes da guerra, no meio da escalada das tensões com os Estados Unidos. Washington respondeu restabelecendo o bloqueio naval aos portos e embarcações iranianos, o que paralisou as negociações entre os dois lados no âmbito do memorando de entendimento para a paz assinado a 17 de junho.

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