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Irão garante que "nem uma gota de petróleo" passará por Ormuz

EUA continuam a expandir a ofensiva mas dizem que estão abertos ao diálogo

21 de julho de 2026 às 01:30

A Guarda Revolucionária do Irão garantiu esta segunda-feira que “nem uma única gota de petróleo ou de gás” passará pelo estreito de Ormuz enquanto a “agressão” dos EUA continuar, reforçando o braço de ferro sobre o controlo daquela importante via marítima e fazendo temer nova escalada nos preços dos combustíveis a nível mundial.

“O estreito de Ormuz não será um local seguro para o trânsito de produtos petroquímicos, e nem uma única gota de petróleo ou de gás passará enquanto a agressão dos Estados Unidos contra o Irão continuar”, anunciou aquela força, que ameaçou ainda as forças norte-americanas na região com uma “ação punitiva”, isto após a morte em poucos dias de três militares americanos - um quarto está desaparecido e presumivelmente morto -, fazendo subir para 17 o número de baixas americanas desde o início do conflito, a 28 de fevereiro.

Os EUA voltaram na madrugada desta segunda-feira a bombardear o Irão pelo nono dia consecutivo após o colapso do Memorando de Entendimento, e continuam a expandir a ofensiva, atacando mais alvos em mais regiões, incluindo Tabriz, onde ficam situadas várias bases de mísseis subterrâneas. O Irão voltou a responder com drones e mísseis contra os países vizinhos, tendo atacado uma base dos EUA na Jordânia e sistemas de navegação aérea no Bahrein, além de ter atingido mais um navio que tentava atravessar o estreito de Ormuz pela chamada ‘rota sul’ aconselhada pelos EUA.

Apesar dos ataques de parte a parte, o Irão confirmou que as movimentações diplomáticas continuam para tentar ressuscitar as negociações de paz. O Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, garantiu, por seu lado, que os EUA continuam abertos ao diálogo, mas avisou que as negociações têm de ser “verdadeiras”. “A porta continua aberta. Se as pessoas que querem fazer algo de produtivo do lado iraniano vencerem e tomarem o controlo das negociações, será um desenvolvimento muito positivo”, afirmou o chefe da diplomacia americana, que voltou a exortar outros países a “fazerem a sua parte” para garantir a segurança em Ormuz. “Tornou-se claro que o Irão, ou algumas pessoas no Irão, pretendem controlar o estreito e usá-lo como arma para chantagear o resto do mundo. Os EUA vão continuar a fazer o que é preciso para proteger a navegação mas os outros países devem fazer a sua parte e contribuir - seja com meios materiais ou com dinheiro - para ajudar nesta tarefa”, afirmou.

Hamas Novo Líder

O Hamas anunciou ontem Khalil al-Hayya como novo líder do grupo, sucedendo no cargo a Yahya Sinwar, que foi morto por Israel em Gaza em outubro de 2024. Hayya, até agora comandante no exílio e um dos principais negociadores do grupo terrorista, é tido como mais radical que Khaled Meshaal, o seu principal rival.

Houthis anunciam bloqueio naval

Os rebeldes houthis do Iémen, pró-Irão, anunciaram um embargo marítimo a navios sauditas no estreito de Bab el-Mandeb, entre o mar Vermelho e o golfo de Aden, em retaliação pelo ataque saudita contra o Aeroporto de Sanaa.

Baixas escondidas

Dezenas de militares norte-americanos terão ficado feridos em três ataques iranianos contra bases dos EUA na Jordânia, na semana passada, mas o Pentágono tentou esconder as baixas, revelou o New York Times.

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