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Irão garante que os portos podem auxiliar navios no estreito de Ormuz

Mensagem surge depois de Donald Trump ter decidido suspender a sua iniciativa "Projeto Liberdade", que visava facilitar a libertação de navios presos no estreito de Ormuz.

06 de maio de 2026 às 23:58

As autoridades iranianas indicaram esta quarta-feira que os portos do seu país estão "totalmente preparados" para prestar serviços marítimos e médicos, bem como assistência técnica, a embarcações comerciais no estreito de Ormuz e águas adjacentes.

A Organização Marítima e Portuária do Irão manifestou a sua "total disponibilidade" para fornecer serviços como mantimentos, combustível e assistência médica, bem como artigos autorizados necessários para reparações, de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal IRNA.

A entidade enfatizou que o anúncio reflete o apoio de Teerão à "passagem segura e sustentável dos navios mercantes por um dos pontos-chave" do comércio marítimo global.

A mensagem surge depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter decidido suspender a sua iniciativa "Projeto Liberdade", que visava facilitar a libertação de navios presos no estreito de Ormuz, alegando progressos nas negociações entre os dois países.

O governante norte-americano frisou esta quarta-feira que os dois lados tiveram "conversas muito positivas nas últimas 24 horas", indicando assim um acordo iminente para pôr fim ao conflito que eclodiu em 28 de fevereiro com a ofensiva dos EUA e de Israel contra a nação do Médio Oriente.

As declarações de Trump coincidem com as notícias publicadas esta quarta-feira pelo portal de notícias Axios, que afirma que Washington aguarda uma resposta iraniana nas próximas 48 horas sobre vários pontos-chave de uma proposta para chegar a um acordo sobre o fim definitivo do conflito e estabelecer uma estrutura para negociações mais amplas sobre o programa nuclear do país persa.

Segundo fontes da Casa Branca citadas pelo Axios, este é o momento em que as duas partes estiveram mais próximas de um acordo desde o início da guerra travada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.

Já o Irão confirmou esta quarta-feira que continua a analisar a proposta dos Estados Unidos para terminar o conflito no Médio Oriente.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghai, citado pela ISNA, indicou ainda que Teerão comunicará a sua posição ao Paquistão, país que tem mediado contactos indiretos entre o Irão e os EUA.

Ambos os lados estão atualmente a observar um cessar-fogo por tempo indeterminado para avançar com as negociações que estavam paralisadas.

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