page view

Japão retoma subsídios aos combustíveis para mitigar subida do preço do petróleo

Gasolina atingiu na segunda-feira o preço médio de 190,8 ienes por litro (1,04 euros) no Japão.

19 de março de 2026 às 07:23

O Japão reativou esta quinta-feira uma série de subsídios para conter o custo dos combustíveis, depois de a gasolina ter atingido um recorde máximo, em plena subida dos preços do petróleo devido ao conflito no Médio Oriente.

O porta-voz do Governo japonês, Minoru Kihara, confirmou que o plano visa "limitar o preço de venda ao público da gasolina a cerca de 170 ienes [0,93 euros]" para proteger a economia da atual subida dos preços do petróleo.

A gasolina atingiu na segunda-feira o preço médio de 190,8 ienes por litro (1,04 euros) no Japão.

O programa de subsídios à gasolina tinha sido suspenso no final de 2025, na sequência de uma abolição do imposto sobre os combustíveis.

Os subsídios deverão ser refletidos nos preços de venda ao público no prazo de duas semanas, segundo a emissora pública japonesa NHK.

O programa poderá custar ao Governo cerca de 300 mil milhões de ienes (1,64 mil milhões de euros) por mês, caso o preço dos combustíveis atinja 200 ienes por litro (1,09 euros), segundo as estimativas da ministra das Finanças, Satsuki Katayama, divulgadas pelo jornal Japan Times.

"Espera-se que o ritmo da inflação aumente, impactado pela recente subida dos preços do crude", alertou esta quinta-feira o banco central do Japão.

A medida responde à crescente incerteza em torno do conflito que opõe os Estados Unidos e Israel ao Irão e à situação no Estreito de Ormuz, um ponto geográfico crucial para o Japão.

Cerca de 95% das importações de crude do Japão provém do Médio Oriente e 70% transitava pelo estreito de Ormuz antes do conflito.

O preço do petróleo Brent, referência mundial, subiu 5% hoje para 112,7 dólares (98,2 euros).

O Japão anunciou na segunda-feira que vai libertar as reservas estratégicas de petróleo, dando início a uma operação global coordenada pela Agência Internacional de Energia (AIE).

Os 32 países membros da AIE decidiram em 11 de março a libertação de 400 milhões de barris de petróleo para amortecer a subida vertiginosa dos preços provocada pela guerra no Irão.

Trata-se do maior desbloqueio de reservas alguma vez decidido pela instituição, criada há mais de 50 anos.

A agência tinha dito em 08 de março que as reservas dos países da Ásia e da Oceânia seriam descongeladas "de imediato" enquanto as das Américas e da Europa sê-lo-iam "no final de março".

O Governo do Japão reduziu o nível das reservas privadas obrigatórias de petróleo bruto e produtos petrolíferos, o que implica a libertação de um volume correspondente a 15 dias de consumo nacional.

Na semana passada, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, manifestou a intenção de libertar também 'stock' proveniente das reservas do Estado, representando um mês de consumo. Tal poderá ocorrer no final de março.

Em dezembro, as reservas estratégicas de petróleo do Japão, estatais e privadas, ascendiam a mais de 400 milhões de barris, representando 254 dias de consumo do mercado doméstico.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8