Também a entidade que gere a contabilidade do Hezbollah, a Al Jubara, foi visada, acrescentou o comunicado.
O Bahrein, Kuwait, Omã, Arábia Saudita, Qatar e os Emirados Árabes Unidos juntaram-se aos Estados Unidos na imposição de novas sanções contra o movimento xiita Hezbollah, que afetam cinco empresas e 16 pessoas envolvidas na estrutura financeira.
Os seis países do Golfo tomaram esta decisão na qualidade de membros do Centro de Combate ao Financiamento do Terrorismo (TFTC, na sigla em inglês), do qual Washington também faz parte, com o objetivo de "desmantelar a capacidade do Hezbollah de explorar o sistema financeiro internacional".
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (equivalente ao Ministério das Finanças), que já tomou as medidas que foram esta terça-feira adotadas pelos seus aliados do Golfo Pérsico, anunciou num comunicado que um dos alvos das sanções foi a Al Qard al Hasán (AQAH), que autodenomina-se como uma organização não-governamental (ONG), mas que "na prática movimenta fundos de forma ilícita através de contas fantasmas" para o grupo xiita libanês, aliado do Irão.
Também a entidade que gere a contabilidade do Hezbollah, a Al Jubara, foi visada, acrescentou o comunicado.
Entre os sancionados figuram também a Beit al Mal, descrita pelo Tesouro norte-americano como "o tesouro não oficial" do Hezbollah e que atua como intermediário entre o grupo e os bancos, e as empresas Tashilat Sarl e Auditors for Accounting and Auditing, por prestarem serviços financeiros ao grupo xiita.
Os seis países impuseram ainda sanções a 16 pessoas, a maioria das quais altos responsáveis da AQAH, bem como ao chefe da unidade financeira do Hezbollah, Ibrahim Ali Daher.
O Hezbollah, apoiado pelo Irão, arrastou o Líbano para a nova guerra na região ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.
Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho desde o conflito anterior.
Desde 02 de março, pelo menos 4.247 pessoas morreram e cerca de 12.200 ficaram feridas, segundo a última atualização do Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que causaram também acima de um milhão de deslocados.
As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão, em fevereiro passado.
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